Roberto Carlos
Roberto Carlos é um cantor brasileiro conhecido popularmente como “rei” e reconhecido como um dos grandes ícones da música romântica no Brasil. Esse cantor tem uma carreira longa de sucesso que foi iniciada no começo da década de 1950, quando Roberto Carlos ainda residia no interior do estado do Espírito Santo.
Ele iniciou sua carreira com base no rock and roll, ritmo que estava embalado na década de 1960. Ele também transitou pela bossa nova, soul e funk e, a partir da década, de 1970 tornou-se um símbolo da música romântica. Gravou dezenas de álbuns, possuindo também uma carreira internacional de sucesso.
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Resumo sobre Roberto Carlos
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Roberto Carlos é um cantor brasileiro, popularmente conhecido como “rei”.
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Ele é conhecido por ser um dos grandes cantores de música romântica no Brasil.
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Iniciou sua carreira na música no começo da década de 1950.
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Embalou-se no ritmo do rock and roll, fazendo parte de um movimento cultural importante chamado Jovem Guarda.
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Teve uma longa amizade e parceria musical com Erasmo Carlos.
Biografia de Roberto Carlos
→ Nascimento de Roberto Carlos
Roberto Carlos Braga nasceu na cidade de Cachoeiro e Itapemirim, no interior do estado do Espírito Santo, no dia 19 de abril de 1941. Ele foi o quarto e último filho do casal formado por Robertino Braga e por Laura Moreira Braga, sendo que seu pai trabalhava como relojoeiro e sua mãe trabalhava como costureira.
→ Infância de Roberto Carlos
Roberto Carlos nasceu em uma família pobre e era conhecido como uma criança alegre e que já demonstrava ter grande interesse pela música. Ele residia em uma casa simples e nela teve os primeiros contatos com a música, aprendendo por influência de sua mãe a tocar violão. A infância e sua vida foram marcados por um acidente quando Roberto Carlos tinha apenas seis anos.
Em 1947, Roberto Carlos participava das celebrações da Festa de São Pedro, padroeira de Cachoeiro de Itapemirim. Na ocasião, um acidente fez com que Roberto Carlos caísse sobre uma linha férrea, e uma locomotiva passou por cima de sua perna, esmagando-a. Ele foi internado e teve sua perna amputada na altura da canela.
→ Juventude de Roberto Carlos
O acidente sofrido na infância fez Roberto Carlos tornar-se um jovem mais religioso. Pela condição econômica humilde de sua família, o jovem Roberto Carlos usou muletas para se locomover até os 15 anos, idade em que sua família teve condições de comprar uma prótese para que ele usasse na perna. Foi na sua juventude que ele ingressou na carreira musical.
→ Casamento de Roberto Carlos
Ao longo de sua vida, Roberto Carlos casou-se três vezes. O seu primeiro casamento aconteceu em 1968, quando ele se casou com Cleonice Rossi. Eles permaneceram casados até 1979, quando se divorciaram. Nesse mesmo ano, Roberto Carlos iniciou um relacionamento com Myrian Rios, casando-se com ela ainda em 1979.
O casamento deles durou até 1989, encerrando-se porque Myrian Rios queria ter filhos, e Roberto Carlos já era um homem vasectomizado. Em 1996, Roberto Carlos casou-se pela terceira vez com uma mulher chamada Maria Rita Simões, mas o casamento acabou em 1999 com o falecimento de Maria Rita, vítima de câncer.
→ Filhos de Roberto Carlos
De sua primeira esposa, Cleonice, ele teve dois filhos: Roberto Carlos Segundo e Luciana. Além disso, ele assumiu a paternidade de Ana Paula, filha de Cleonice com outro homem que havia abandonado a menina. Na década de 1990, Roberto Carlos descobriu que tinha outro filho: Rafael Carlos. Esse filho nasceu de uma relação casual do cantor com uma mulher chamada Maria Lucila.
Carreira de Roberto Carlos
Em 1950, Roberto Carlos realizou uma apresentação musical em um programa infantil que era transmitido na Rádio Cachoeiro, uma rádio da cidade em que ele residia. A apresentação de Roberto Carlos foi bastante elogiada, e ele tomou gosto pelo ofício.
Roberto Carlos foi convidado a retornar ao programa e conquistou tanta fama na sua região por suas interpretações musicais que ganhou um programa na Rádio Cachoeiro com apenas 11 anos de idade. Ele também passou a fazer apresentações musicais na região próximo de sua cidade, e seus pais, percebendo seu interesse, decidiram investir em sua formação como músico.
Roberto Carlos passou a frequentar um conservatório de música, sendo ensinado a tocar piano. Sua atuação musical foi evoluindo, e o jovem Roberto Carlos começou a se apresentar em rádios do Rio de Janeiro, mudando-se para a cidade em 1956. Os primeiros meses no Rio de Janeiro não foram muito positivos para ele, que teve dificuldades em conseguir espaço.
A partir de 1957, conseguiu seu primeiro trabalho na área musical, além de ter conhecido pessoas que contribuíram para o seu desenvolvimento musical e que, posteriormente, se tornaram figura importantes da música brasileira. Por meio dessas amizades, fez uma banda chamada The Sputniks, composta por nomes como Tim Maia.
Era uma banda de jovens que fazia apresentações em locais simples, mas que foi um importante contato de Roberto Carlos com o rock and roll. A banda conseguiu uma oportunidade de se apresentar na televisão, mas Roberto Carlos pediu uma oportunidade para se apresentar sozinho, irritando membros do grupo e resultando na saída de Roberto Carlos.
No final da década de 1950, Roberto Carlos conheceu Erasmo Carlos, tornando-se um grande amigo e parceiro musical dele. Com o enfraquecimento do rock no cenário musical brasileiro, Roberto Carlos tentou migrar para a bossa nova, tentando conquistar oportunidades no cenário musical desse estilo.
Roberto Carlos fracassou em suas iniciativas de conquistar espaço na bossa nova, e seus trabalhos na área foram criticados. Em 1962, ele foi orientado a retornar para o rock and roll, gravando um álbum chamado Roberto Carlos. A partir de 1963, o trabalho dele começou a se popularizar, chegando a diversas regiões do Brasil.
Em 1965, Roberto Carlos foi convidado a compor um programa de televisão na Record chamado Jovem Guarda. Esse programa entrou ao ar em 22 de agosto de 1965, sendo formado por Roberto Carlos, por Erasmo Carlos e por Wanderléa. O programa foi um sucesso, impulsionando a carreira de Roberto Carlos com a forte influência do sucesso internacional da banda The Beatles.
Ainda em 1965, Roberto Carlos lançou um álbum chamado Jovem Guarda, que reforçou ele como ícone do rock and roll no Brasil, mas também consolidou o sucesso do programa de televisão. A partir de 1966, Roberto Carlos estabeleceu-se como um grande nome da música brasileira, vendo sua carreira ganhar projeção internacional.
Ao final da década de 1960, Roberto Carlos abandonou o programa, dando fim a essa fase da Jovem Guarda. A partir daí, ele se estabeleceu em uma posição de cantor romântico, consolidando essa posição da década de 1970 em diante. Em 1974, foi realizado o primeiro especial de fim de ano de Roberto Carlos na Rede Globo, contando com enorme audiência.
A carreira de Roberto Carlos enquanto um símbolo de cantor romântico foi um enorme sucesso. Sinônimo disso é o fato de que ele alcançou, na década de 1990, o feito de ter vendido mais de 70 milhões de discos, além de ter se apresentando em todas as partes do mundo, sendo um cantor reconhecido e respeitado.
→ Estilo musical de Roberto Carlos
Ao longo de sua carreira, Roberto Carlos migrou por diferentes estilos musicais, tendo iniciado sua carreira no rock and roll, estilo de grande sucesso na década de 1950. Ele tentou emplacar sua carreira na bossa nova, mas não obteve sucesso, retornando ao rock and roll. Ele também contou com influências do soul e do funk entre as décadas de 1960 e de 1970, tornando-se um ícone da música romântica no Brasil.
Acesse também: O que foi a Jovem Guarda?
Discografia de Roberto Carlos
Ao longo de sua carreira, Roberto produziu inúmeros álbuns, muitos deles sucessos absolutos de venda. Na discografia de Roberto Carlos, estão os seguintes álbuns de estúdio:
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Louco por Você (1961)
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Roberto Carlos (1963)
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É Proibido Fumar (1964)
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Roberto Carlos Canta para a Juventude (1965)
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Jovem Guarda (1965)
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Roberto Carlos (1966)
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Roberto Carlos em Ritmo de Aventura (1967)
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O Inimitável (1968)
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Roberto Carlos (1969)
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Roberto Carlos (1970)
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Roberto Carlos (1971)
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Roberto Carlos (1972)
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Roberto Carlos (1973)
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Roberto Carlos (1974)
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Roberto Carlos (1975)
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Roberto Carlos (1976)
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Roberto Carlos (1977)
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Roberto Carlos (1978)
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Roberto Carlos (1979)
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Roberto Carlos (1980)
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Roberto Carlos (1981)
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Roberto Carlos (1982)
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Roberto Carlos (1983)
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Roberto Carlos (1984)
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Roberto Carlos (1985)
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Roberto Carlos (1986)
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Roberto Carlos (1987)
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Roberto Carlos (1988)
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Roberto Carlos (1989)
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Roberto Carlos (1990)
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Roberto Carlos (1991)
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Roberto Carlos (1992)
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Roberto Carlos (1993)
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Roberto Carlos (1994)
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Roberto Carlos (1995)
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Roberto Carlos (1996)
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Roberto Carlos (1998)
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Amor sem Limite (2000)
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Pra Sempre (2003)
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Roberto Carlos (2005)
Além disso, há diversos álbuns que Roberto Carlos gravou em apresentações ao vivo realizadas individualmente por ele ou em parceria com outros cantores.
Músicas mais famosas de Roberto Carlos
Entre as músicas mais famosas de Roberto Carlos, estão as seguintes:
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“Nossa Senhora”
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“É preciso saber viver”
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“Eu te amo, te amo, te amo”
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“Esse cara sou eu”
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“Nossa canção”
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“É proibido fumar”
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“Jesus Cristo”
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“Debaixo dos caracóis de seus cabelos”
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“Fera ferida”
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“A Montanha”
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“Amigo”
Filmes de Roberto Carlos
A carreira de Roberto Carlos também contou com a sua participação no cinema. O cantor capixaba esteve presente e três filmes, que foram:
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Roberto Carlos em Ritmo de Aventura (1968);
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Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-rosa (1970);
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Roberto Carlos a 300 Quilômetros por Hora (1971).
Legado de Roberto Carlos
Roberto Carlos tem um enorme legado na música brasileira, sendo um dos grandes nomes de nossa cultura. Foi um dos primeiros representantes do rock no Brasil, formando um dos movimentos culturais mais importantes da história recente do Brasil, a Jovem Guarda. Tornou-se um ícone da música romântica no Brasil, possuindo uma legião de fãs em todo o país.
Suas músicas embalam e emocionam gerações, demonstrando o poder da cultura brasileira. Além disso, deixou músicas famosas que simbolizam sua fé e que fazem parte da devoção de milhares de pessoas.
Curiosidades sobre Roberto Carlos
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A amizade de Roberto Carlos com Erasmo Carlos foi uma das mais significativas da música brasileira.
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Produziu a música “Debaixo dos caracóis de seus cabelos” como homenagem a Caetano Veloso, exilado do Brasil por conta da Ditadura Militar.
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Na infância, era carinhosamente chamado de Zunga.
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Começou a ser chamado de “rei” na década de 1960, pelo famoso apresentador Chacrinha, que concedeu a ele o título de “Rei da Juventude”.
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Fonte
ARAÚJO, Paulo César de. Roberto Carlos: outra vez (1941-1970). Rio de Janeiro: Record, 2021.