Arenização
Arenização é o processo de formação de bancos de areia na superfície dos solos. Não é todo tipo de solo que está sujeito à arenização, mas, sim, solos que apresentam textura arenosa ou que são rasos. Para além disso, a arenização ocorre em áreas que registram grandes volumes de chuva, uma vez se tratar de um processo iniciado pelo escoamento superficial concentrado da água, o que forma ravinas e, depois, voçorocas. No Brasil, esse processo é identificado na Região Sul, mais precisamente, no estado do Rio Grande do Sul.
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Resumo sobre arenização
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Arenização é a formação de bancos de areia, ou areais, sobre os solos.
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Esse processo ocorre em solos recém-formados ou de textura arenosa, sendo considerado uma forma de degradação do substrato.
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É desencadeada pela ação da água por meio do escoamento superficial e, também, dos ventos, começando com a formação de ravinas e voçorocas.
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Acontece em áreas onde o clima é chuvoso ou tem uma estação chuvosa pronunciada. É favorecido por terrenos colinosos ou com desníveis acentuados.
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Os seres humanos, por meio da sua intervenção no meio, potencializam a arenização. O desmatamento é uma das causas da arenização, já que torna o solo desprotegido.
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Desertificação não é a mesma coisa que arenização. No processo de desertificação, os nutrientes do solo são esgotados, tornando o substrato estéril.
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No Brasil, a arenização é identificada no bioma Pampas, no Rio Grande do Sul.
O que é arenização?
Arenização é o processo de formação de bancos de areia, ou areais, sobre solos de textura arenosa ou solos recém-formados e, portanto, com estrutura pouco desenvolvida. A arenização é considerada uma forma de degradação do solo, uma vez que ela dificulta o desenvolvimento da vegetação por conta da instabilidade dos areais e fragiliza ainda mais o substrato, tornando-o suscetível ao intemperismo físico e à erosão.
Como ocorre a arenização?
O processo de arenização ocorre a partir da ação de fatores naturais, embora seja facilitado e intensificado pela ação humana. Os dois elementos que contribuem para a arenização do solo são:
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água;
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ventos.
A ação da água é a principal responsável pela formação dos areais. Antes de entendermos de que maneira esse recurso atua no modelado, é importante mencionar que a arenização acontece em áreas cujo clima apresenta uma estação chuvosa pronunciada ou, então, elevada pluviosidade, o que significa um elevado volume anual de chuvas, geralmente maior do que 1.200 mm.
Segundo Dirce Suertegaray, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e principal referência no tema, a arenização se inicia a partir do escoamento superficial concentrado de água sobre o solo, provocando a sua erosão. Durante o processo erosivo, os sedimentos são carregados e depositados em partes mais baixas do relevo. Com a continuidade da ação da água, tem-se a formação de ravinas, em um primeiro momento, e voçorocas, as quais ampliam a área de solo exposto.
A maior parcela de solo exposto o torna mais suscetível à erosão eólica, que é aquela provocada pelos ventos. Além disso, eles ajudam a ampliar a área recoberta por areia ao impactar, também, os depósitos sedimentares. É dessa maneira que a ação conjunta dos ventos e da água forma os areais e provoca o que conhecemos como arenização do solo.
Devido ao seu processo de formação, a arenização é mais comum em áreas com relevo colinoso e acidentado, onde há a presença de escarpas ou desníveis que favorecem o escoamento superficial concentrado da água. Vale mencionar, por fim, que esse processo interrompe o desenvolvimento da vegetação subjacente, que foi recoberta pelo areal, ao mesmo tempo em que dificulta a fixação de novas espécies de árvores e de plantas, e reduz consideravelmente a fauna edáfica (que vive no solo).
Qual a diferença entre arenização e desertificação?
A arenização e a desertificação são processos erroneamente tratados como equivalentes. Embora ambos representem a degradação do solo, o grau em que ela acontece é distinto. Um deles dificulta o desenvolvimento da vegetação e fragiliza a estrutura do substrato, enquanto o outro o torna estéril, impedindo novas formas de vida de se instalarem. Entenda:
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Arenização |
Desertificação |
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Processo de formação de bancos de areia sobre solos recém-formados ou arenosos, tornando-os mais frágeis e dificultado a vegetação de se fixar. |
Processo de esgotamento dos nutrientes de um solo, o que reduz drasticamente a sua fertilidade química. |
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É resultado do escoamento superficial concentrado da água. |
É resultado do manejo inadequado, do uso intensivo do solo e da remoção da cobertura vegetal. |
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Comum em áreas de clima chuvoso, como o subtropical. |
Acontece em áreas de clima seco, como o clima semiárido. |
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É identificada no bioma Pampas, no Rio Grande do Sul. |
É identificada no bioma Caatinga, no interior da região Nordeste. |
Causas da arenização
A arenização é resultado da ação da água e dos ventos sobre o solo. No entanto, ao falarmos nesse e em quaisquer outros processos de degradação dos recursos naturais, precisamos enfatizar como a intervenção humana no meio serve para potencializá-los e mesmo viabilizá-los.
No caso da arenização, podemos apontar o desmatamento como uma de suas principais causas. A retirada da cobertura vegetal deixa o solo exposto à ação dos agentes intempéricos, o que provoca o desgaste físico e, por conseguinte, a erosão do substrato. O mau uso do solo e o seu manejo inadequado também o tornam mais frágil e suscetível, o que facilita o desenvolvimento de ravinas e voçorocas e, por conseguinte, a arenização.
Leia também: O que é intemperismo?
Arenização no Brasil
A arenização no Brasil acontece de forma intensa na região Sul do país, mais especificamente nos Pampas, bioma do Rio Grande do Sul. O oeste do estado é uma das regiões mais afetadas por esse processo de degradação, sendo onde predominam solos do tipo neossolo quartzarênico, que são estruturas recentes e pouco desenvolvidas, o que significa que possuem pouca profundidade, e mais suscetíveis ao ravinamento e à formação de amplos areais.
Nos Pampas, o que acelera a arenização dos solos é, também, a atividade agropecuária. Lembremos que essa é uma região conhecida pelos cultivos de soja e, sobretudo, pela criação de gado bovino. Ambas as atividades têm impacto direto na cobertura vegetal nativa do solo e na sua estrutura física, deixando-o sujeito aos impactos dos agentes erosivos.
Créditos das imagens:
Fontes:
SUERTEGARAY, Dirce Maria Antunes. A trajetória da natureza: um estudo geomorfológico sobre os areais de Quaraí – RS. Uma síntese. Boletim Gaúcho de Geografia, v. 17, n. 1, 1989. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/bgg/article/view/38002.
SUERTEGARAY, Dirce Maria Antunes. Arenização: transfiguração da paisagem através de imagens. ENTRE-LUGAR, [S. l.], v. 9, n. 17, p. 13–43, 2018. Disponível em: https://ojs.ufgd.edu.br/entre-lugar/article/view/8820.
SUERTEGARAY, Dirce Maria Antunes. Erosão nos campos sulinos: arenização no Sudoeste do Rio Grande do Sul. Revista Brasileira de Geomorfologia, [S. l.], v. 12, 2012. Disponível em: https://rbg.emnuvens.com.br/rbg/article/view/259.