Pantalassa
Pantalassa foi o superoceano que recobriu a superfície terrestre entre o fim da Era Paleozoica e a Era Mesozoica, mais precisamente entre 300 e 230 milhões de anos. Suas águas banhavam a Pangeia, e eram formadas por um único mar, chamado Mar de Tétis. O oceano pantalássico apresentava temperaturas maiores do que as atuais, além de um volume de água superior pelo fato de as calotas polares ainda não terem se formado. Animais como os ictiossauros e as amonitas faziam parte da sua vasta fauna. Com a fragmentação da Pangeia em continentes menores, a Pantalassa deixou de existir.
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Resumo sobre Pantalassa
- Pantalassa foi o superoceano que coexistiu com o supercontinente Pangeia entre a Era Paleozoica e a Era Mesozoica.
- Recobria 70% da superfície terrestre e chegou a ter uma área contínua com até 23 mil km de largura na região da Linha do Equador.
- Acredita-se que esse superoceano apresentava volume de água superior aos atuais, já que não havia calotas polares durante o tempo em que existiu.
- Foi importante para a redistribuição do calor pelo planeta Terra. Além disso, apresentava uma fauna bastante diversa, destacando-se a presença de répteis marinhos.
- Esse foi o oceano que banhou o supercontinente Pangeia. Eles coexistiram, tendo se formado ao mesmo tempo.
- O oceano Pantalassa chegou ao fim quando a Pangeia se fragmentou, processo que terminou cerca de 230 milhões de anos no passado geológico.
O que é Pantalassa?
Pantalassa foi um superoceano primitivo que existiu no planeta Terra entre 300 e 230 milhões de anos no passado geológico, aproximadamente, o que compreende a fase final da Era Paleozoica e o início da Era Mesozoica. Esse imenso oceano coexistiu com a Pangeia, que foi um supercontinente que se formou no mesmo período a partir da união de todas as terras emersas da superfície terrestre.
Mapa da Pantalassa

Principais características da Pantalassa
Pantalassa é considerado o maior oceano contínuo que já existiu na Terra, e isso não se deve somente à sua extensão. As águas da Pantalassa representavam 70% da área da superfície terrestre, com 360 milhões de quilômetros quadrados, da mesma forma que a soma dos oceanos atualmente e de superoceanos anteriores a ele, já que a Pangeia não foi o único supercontinente a existir durante a evolução geológica do planeta. No entanto, a presença de porções de terra emersas, formando ilhas continentais, no oceano pantalássico era quase nula em comparação aos demais superoceanos.
Em seu ponto de maior extensão horizontal, o oceano Pantalassa alcançou quase 23.000 quilômetros, um valor que é cerca de 3.000 quilômetros superior à largura do Oceano Pacífico atualmente. Segundo cálculos, caso fosse possível, sobrevoar o Pantalassa na região da Linha do Equador demoraria por volta de 15 horas|1|. Ademais, o volume de água que esse oceano comportava era maior do que o volume dos oceanos modernos. O clima do nosso planeta era bastante instável nesse período, e, além disso, as calotas polares não existiam. Elas vieram a se formar milhões de anos depois, durante a Era Cenozoica.
Por falar em clima, o Pantalassa auxiliou no equilíbrio das condições climáticas no planeta Terra. As correntes oceânicas, principalmente aquelas que se formavam na região equatorial, conseguiam percorrer longas distâncias e alcançar altas latitudes, auxiliando, então, na redistribuição de calor. Até mesmo por isso é que não havia calotas polares durante o Paleozoico e o Mesozoico. Nesse período, estima-se que a temperatura superficial do oceano pantalássico variou entre 25º C na zona tropical, próxima das registradas atualmente, e 30º C em um período de maior aquecimento.
A fauna marinha do oceano Pantalassa era numerosa e diversa, destacando-se a presença dos animais invertebrados e dos répteis, além de peixes e até mesmo um parente do tubarão primitivo (hibodontiformes). Entre os animais que viveram no Pantalassa durante a sua existência, estavam os ictiossauros, os amonitas, os pleisossauros e os placodontias.
Teoria da Pantalassa
A teoria da Pantalassa diz que a Terra era parcialmente recoberta por um único corpo d’água entre o final da Era Paleozoica e o início da Era Mesozoica, que foi denominado Pantalassa. Esse superoceano banhava um único extenso continente e, além disso, possuía somente um mar: o Mar de Tétis.
Como a Pantalassa foi formada?
A Pantalassa é fruto do processo de deriva continental, que explica a evolução da configuração da superfície terrestre. Durante a Era Paleozoica, todas as terras emersas existentes se uniram e formaram um supercontinente, a Pangeia, entre 300 e 280 milhões de anos no passado geológico. Como consequência, os mares se fecharam, e, no entorno dessa nova massa continental, restou um único e extenso oceano, a Pantalassa. Da mesma maneira que a Pangeia, o mecanismo por trás da reconfiguração das águas oceânicas do planeta Terra foi o movimento das placas tectônicas sobre o magma.
Acesse também: Deriva continental — teoria que explica a evolução da distribuição dos continentes sobre a superfície da Terra
Quais as diferenças entre Pantalassa e Pangeia?
Pantalassa e Pangeia coexistiram durante dezenas de milhões de anos no passado geológico. Entretanto, existia uma diferença fundamental entre eles. Pantalassa foi um superoceano, portanto, era formada exclusivamente por água salgada. A Pangeia, por sua vez, era um supercontinente, formado por todas as terras emersas que constituíam a superfície terrestre naquele período.
Fim da Pantalassa
O superoceano Pantalassa chegou ao fim a partir do momento em que a Pangeia começou a se fragmentar. À medida que o supercontinente iniciou a sua separação, formando, então, os continentes de Laurásia e de Gondwana, surgiram mares rasos que evoluíram para novas superfícies oceânicas. Essa dinâmica se iniciou há 230 milhões de anos, marcando, portanto, a extinção da Pantalassa.
Notas
|1| DHAR, Michael. What's the largest ocean that ever existed on Earth? Live Science, 13 ago. 2022. Disponível em: https://www.livescience.com/largest-ocean-on-earth.
Crédito de imagem
[1] Nobu Tamura / Wikimedia Commons (reprodução)
Fontes
ALKMIN, Fernando F. Pangeia não foi o primeiro supercontinente – e não será o último. Superinteressante, 08 jul. 2022. Disponível em: https://super.abril.com.br/coluna/deriva-continental/pangeia-nao-foi-o-primeiro-supercontinente-e-nao-sera-o-ultimo/.
STAMPFLI, G. M. et al. The formation of Pangea. Tectonophysics, v. 593, p. 1-19, 2013. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0040195113001479.
TEIXEIRA, Wilson.; FAIRCHILD, Thomas Rich.; TOLEDO, Maria Cristina Motta de; TAIOLI, Fabio. (Orgs.) Decifrando a Terra. São Paulo, SP: Companhia Editora Nacional, 2009, 2ª ed.