Carlota Joaquina

Carlota Joaquina foi uma princesa espanhola e rainha consorte de Portugal. Era esposa do rei português Dom João VI e mãe de Dom Pedro I (primeiro monarca do Brasil independente). Teve sua trajetória marcada pela sua vinda, junto com toda a Corte portuguesa, para o Brasil, em 1808, onde ficaria até 1821. Adquiriu uma imagem caricata de “rainha má” e excêntrica, mas pesquisas historiográficas recentes desconstroem essa perspectiva simplista.

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Leia também: Período Joanino — como a vinda da família real portuguesa mudou os rumos do Brasil?

Resumo sobre Carlota Joaquina

  • Carlota Joaquina era filha do rei da Espanha e se casou por procuração (à distância) com o príncipe herdeiro de Portugal, Dom João, futuro rei Dom João VI, aos 10 anos de idade, em 1785.
  • Carlota teve 9 filhos com Dom João VI, sendo 6 mulheres e 3 homens. Um deles foi Pedro de Alcântara, nosso Dom Pedro I, imperador do Brasil.
  • Ela veio viver no Brasil, no Rio de Janeiro, em 1808, com toda a Corte portuguesa em um evento histórico conhecido como Transferência da Família Real Portuguesa para o Brasil. O contexto dessa mudança eram as Guerras Napoleônicas e a invasão de Portugal por tropas de Napoleão.
  • Após 13 anos no Brasil, Carlota Joaquina retornou a Portugal com seu marido, Dom João, e grande parte da Corte portuguesa. O contexto foi a eclosão da Revolução Liberal do Porto, movimento político português que exigiu o retorno da família real para Portugal.
  • Para além das caricaturas que se fez de Carlota, ela foi, historicamente, uma personagem marcante na política internacional da América Latina da época, em um contexto em que ela buscou assumir o trono das colônias espanholas na América em nome de sua família: os Boubon.
  • Carlota Joaquina faleceu no dia 7 de janeiro de 1830, aos 54 anos, em Portugal, sozinha, triste e amargurada.
  • Há diversos filmes retratando Carlota Joaquina. Entre eles, podemos destacar Carlota Joaquina, Princesa do Brasil (Carla Camurati, 1995), A Viagem de Pedro (Laís Bodansky, 2022) e Independência ou Morte (Carlos Coimbra, 1972).

Quem foi Carlota Joaquina?

Retrato de Carlota Joaquina. [imagem_principal]
Retrato de Carlota Joaquina.

Carlota Joaquina de Bourbon, nascida em Aranjuez, na Espanha, em 1775, foi uma princesa espanhola que se tornou rainha consorte de Portugal ao se casar com Dom João VI, príncipe regente e depois rei de Portugal. Veio viver no Brasil, junto de toda a Corte portuguesa, em 1808, durante o chamado Período Joanino, e voltou a Portugal em 1821, junto de seu esposo, um ano antes da independência do Brasil.

A imagem da rainha Carlota, mãe de Dom Pedro I, o primeiro monarca do Brasil, está associada a diversas polêmicas. Enquanto para alguns ela é muito lembrada pela sua grande ambição política; para outros, ela é ainda associada a uma imagem de “rainha megera”, uma espécie de “mito negativo” que se consolidou na cultura popular e até em algumas narrativas historiográficas em que ela era retratada como uma mulher cruel, autoritária e desregrada, ignorando seu papel político e suas tentativas de intervir nos rumos da monarquia portuguesa.

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Casamento de Carlota Joaquina

A princesa espanhola Carlota Joaquina de Bourbon, filha do rei da Espanha, casou-se por procuração (à distância) com o príncipe herdeiro de Portugal, Dom João, e futuro rei, aos 10 anos de idade, em 1785.

Era comum, entre as monarquias europeias da época, o uso dos casamentos entre príncipes como elemento diplomático, isto é, selar a paz, firmar alianças e afins. Foi o caso para Carlota: as monarquias portuguesa e espanhola, historicamente rivais, tiveram nesse casamento uma tentativa de aproximação política. Tentativa fracassada, como pode se ver nos conflitos que os dois países viveram na Era Napoleônica (1799-1815), em que estiveram de lados opostos, o que tornou a posição de Carlota, uma princesa espanhola e rainha consorte de Portugal, ainda mais complexa.

Os casamentos das Cortes europeias de então não costumavam ser uma “história de amor”, e sim um ato de política internacional. E o casamento precoce da princesa ajudou a moldar sua imagem pública negativa. A diferença de idade, ela criança e ele já jovem adulto, e a falta de afinidade pessoal entre o casal — que nunca parece ter sido superada — criaram um ambiente conjugal distante e, por vezes, conflituoso.

A princesa era acusada de rebeldia e de comportamento excessivamente independente e afirmativo, considerado inadequado para uma mulher de sua época. Tais narrativas negativas foram reforçadas e exageradas com o tempo e terminaram por ser transformadas em verdadeiros mitos sobre ela.

Apesar do relacionamento “romanticamente” frio e sem muita harmonia entre o casal, o casamento político cumpriu o papel a que se propôs: garantiu a união entre as duas dinastias (Portugal e Espanha) num primeiro momento e deu origem a uma descendência numerosa, que teria papéis centrais nos destinos de três nações pelo século que se seguiu: Portugal, Espanha e Brasil.

Além disso, esse casamento deu à Carlota um papel relevante no jogo político de então, já que era esposa do príncipe regente (e depois rei) de Portugal e filha e irmã dos reis da Espanha num contexto de movimentos de independência dos países hispânicos na América.

Retrato do casal Dom João VI, rei de Portugal, e Dona Carlota Joaquina, rainha consorte.
Retrato do casal Dom João VI, rei de Portugal, e Dona Carlota Joaquina, rainha consorte.

Quantos filhos Carlota Joaquina teve?

Apesar do relacionamento conflituoso no âmbito pessoal entre Carlota e Dom João, o casal foi capaz de gerar uma descendência numerosa para a dinastia portuguesa: foram nove filhos sobreviventes. Muitos deles se tornaram figuras centrais na história de Portugal e do Brasil.

Entre os nove filhos do casal, dois se destacaram politicamente: Dom Pedro de Alcântara, nascido em 1798, e Dom Miguel, nascido em 1802. Pedro seria Dom Pedro I, o primeiro monarca do Brasil independente, e, depois de retornar a Portugal em 1831, Dom Pedro IV, rei de Portugal. Já Dom Miguel se tornou rei de Portugal como Dom Miguel I e, após intensos conflitos com o irmão Pedro, foi apeado do poder e passou a viver no exílio.

Dentre os outros sete filhos do casal, eram seis princesas e um príncipe. Entre as seis princesas estão: Maria Teresa, Maria Isabel, Maria Francisca, Isabel Maria, Maria da Assunção e Ana de Jesus Maria. O príncipe foi Francisco Antônio, Príncipe da Beira, nascido em 1795 e, portanto, o filho masculino primogênito do casal e que teria herdado o trono, não fosse seu falecimento precoce em 1801, aos 6 anos de idade.

Gravura dos Príncipes do Brasil D. João e D. Carlota Joaquina com a sua prole.
Gravura dos Príncipes do Brasil D. João e D. Carlota Joaquina com a sua prole, datada de 1793 e desenhada e aberta por Gaspar Fróis Machado.

Vinda de Carlota Joaquina para o Brasil

A vinda de Carlota Joaquina ao Brasil ocorreu em 1808, por conta de um dos episódios mais marcantes de nossa história nacional: a transferência da família real portuguesa para o Rio de Janeiro, que marcou o início do chamado Período Joanino.

A transferência ocorreu por conta da invasão de Portugal por tropas francesas do então temido imperador francês Napoleão Bonaparte, ainda que projetos de transferência da Corte portuguesa para a América já fossem considerados há mais de um século.

Nesse período em que Carlota conviveu no Brasil, surgiram novas versões do “mito negativo” em torno dela, muitas vezes retratada como excêntrica e autoritária. Na realidade, ela era uma figura política complexa, que buscava espaço num momento em que a Europa e a América do Sul estavam em ebulição, palco de disputas políticas decisivas. Aqui no Brasil, Carlota chegou a articular projetos geopolíticos ousados, iniciativa conhecida como “Carlotismo”, como o de assumir o trono das colônias espanholas, então em momento de tensão por sua metrópole, a Espanha, ter sido invadida e subjugada por Napoleão Bonaparte. Apesar de seus esforços, a oposição de seu marido ao empreendimento e de diversas lideranças coloniais inviabilizou o projeto.

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Como foi o retorno de Carlota Joaquina a Portugal?

Carlota viveu no Brasil por 13 anos e retornou à Europa em 1821, junto do rei Dom João VI e grande parte da Corte. Esse retorno aconteceu contra a vontade do rei Dom João VI, que dava sinais claros de querer fazer do Rio de Janeiro a nova sede permanente do império português. No entanto, a Revolução Liberal do Porto (1820), que estourou em Portugal, exigiu que ocorresse esse retorno.

Em Portugal, Carlota continuou e aprofundou sua atuação política. Apoiou abertamente seu filho Dom Miguel para assumir o trono, indo contra o movimento liberal português e o próprio filho mais velho, Dom Pedro I, agora imperador do Brasil. A imagem de rainha autoritária se consolidou ainda mais nesse período, pois ela era vista como uma mulher que se opunha firmemente aos avanços das ideias liberais e constitucionais e se posicionava claramente a favor das instituições absolutistas. Esses posicionamentos favoreceram sua imagem de “rainha má”, ainda que caricatural e superficial.

Partida da rainha Carlota Joaquina no seu retorno a Portugal.
Partida da rainha Carlota Joaquina no seu retorno a Portugal.

Qual a importância de Carlota Joaquina?

A importância de Carlota Joaquina vai muito além da caricatura de “rainha má” que se criou dela. Ela foi um personagem ativo e importante num contexto histórico denso, marcado pelas Guerras Napoleônicas, na Europa, pela transferência da família real para o Brasil e pelos movimentos de independência das colônias espanholas na América.

De volta a Portugal, ela teve papel decisivo nas disputas políticas que levaram ao poder seu filho Dom Miguel I, rei de Portugal, após o falecimento de Dom João, o que fez dela um ator político importante para os conservadores absolutistas contra o avanço das lideranças liberais desse período. Lembrando que buscamos aqui não fazer um juízo de valor das posições políticas dessa personagem, mas aferir sua importância política nesse contexto.

Sua descendência está marcada fortemente na história do Brasil e de Portugal. Seu filho Pedro de Alcântara foi o primeiro imperador do Brasil independente e, de volta a Portugal, em 1831, assumiu lá também o trono como Dom Pedro IV, dando lugar depois à sua filha, neta de Carlota, Dona Maria II. Além disso, seu filho Dom Miguel I também assumiu o trono português e deu origem a um ramo diferente da monarquia portuguesa no século XIX.

Morte de Carlota Joaquina

Carlota Joaquina faleceu no dia 7 de janeiro de 1830, aos 54 anos, em Portugal. Há relatos de que faleceu só, triste e amargurada. Houve um afastamento gradual, nos anos anteriores, entre ela e o então rei de Portugal, Dom Miguel I, seu filho predileto.

Legado de Carlota Joaquina

Carlota Joaquina deixou um legado ambíguo. Por um lado, para o imaginário popular, seu grande legado foi uma caricatura de uma “rainha má”, muito referenciada na cultura popular, em filmes, literatura, teatro e afins. Mas essa representação revela muito mais sobre preconceitos de gênero, ainda mais naquela época, sobre a forma como mulheres poderosas, que decidiam se posicionar no jogo de poder, eram vistas do que realmente sua verdadeira personalidade.

No entanto, a historiografia mais recente tem feito uma reavaliação importante dessa caricatura, retirando as diversas camadas de mitos sobre essa personalidade e revelando o ser humano e personagem histórico por trás de todos esses véus. Rainha consorte de Portugal, mãe de dois reis, em dois países, Portugal e Brasil, avó de reis também nesses dois países, foi também personagem central de um movimento chamado “Carlotismo”, que visava que ela assumisse o trono das colônias espanholas na América, e a inseriu no contexto da crise do sistema colonial espanhol.

Carlota representa, de um lado, a imagem histórica de uma mulher estigmatizada e, de outro, a memória de um personagem complexo, mas que tentou abrir caminho próprio no complexo ambiente geopolítico da época, num contexto que a queria restrita ao ambiente doméstico e familiar.

Filmes sobre Carlota Joaquina

A imagem caricatural da “rainha excêntrica” Carlota Joaquina teve ampla inserção na cultura popular, tanto no Brasil quanto em Portugal, e inspirou, ao longo desses dois séculos, obras literárias, teatrais, filmes no cinema e séries e novelas na TV.

Entre os filmes que a retratam, podemos destacar:

  1. Carlota Joaquina, Princesa do Brasil (Carla Camurati, 1995): essa sátira histórica apresenta, de maneira caricata e bem-humorada, a trajetória de Carlota, desde seu casamento ainda criança com Dom João até sua mudança com toda a Corte para o Brasil.
  2. A Viagem de Pedro (Laís Bodansky, 2022): filme que representa a personagem de maneira menos caricata, mas que tem por personagem central seu filho Pedro de Alcântara, que seria Dom Pedro I do Brasil e Dom Pedro IV de Portugal. Carlota aparece em momentos-chave de formação do futuro imperador.
  3. Independência ou Morte (Carlos Coimbra, 1972): drama histórico com enredo focado nos fatos históricos centrais que marcaram o rompimento político de Brasil e Portugal. Carlota é representada como peça-chave do tabuleiro político da Corte de então.

Além desses filmes, a TV brasileira já retratou Carlota em diversas obras, como na minissérie O Quinto dos Infernos (TV Globo, 2002) e na telenovela Novo Mundo (TV Globo, 2017).

Curiosidades sobre Carlota Joaquina

  • Ela se casou ainda criança. Carlota se casou, por procuração (por documentos trocados pelos pais e à distância), com o príncipe Dom João de Portugal, futuro Dom João VI, com apenas 10 aninhos de idade. A consumação do casamento aconteceu apenas anos depois, mas ainda assim numa idade que choca (e deve chocar) a nossa sensibilidade atual. Casamentos da nobreza nessa época não eram “histórias de amor”, eram arranjos diplomáticos.
  • Carlota não era uma “rainha má”. Grande parte da caricatura de “rainha má” que se criou sobre ela no teatro, na literatura, cinema e afins se deve ao fato de que ela não se portava como boa parte da sociedade acreditava que uma mulher deveria se portar, ou seja: com interesses restritos ao ambiente doméstico e familiar e de falas doces e polidas. Carlota, pelo contrário, era ambiciosa e se posicionava com firmeza nas disputas geopolíticas da época. Essa sua postura, na pele de um homem de seu status, seria muito provavelmente aceita como natural e digna.
  • Ela quase assumiu o trono das colônias espanholas na América. Ela era a protagonista de um projeto ousado chamado de “Carlotismo”, que consistia em aproveitar que a Espanha havia sido invadida e subjugada por Napoleão Bonaparte para assumir o trono das colônias espanholas aqui na América. O projeto nunca se concretizou e teve como opositor seu próprio marido, Dom João VI, mas demonstra as ambições políticas da rainha.
  • Mãe de nove filhos. Carlota teve 6 filhas e 3 filhos. Desses filhos, um foi Dom Pedro I, imperador do Brasil, que depois se tornou Dom Pedro IV de Portugal, e Dom Miguel I, rei de Portugal.
  • Ela adorava sapatos vermelhos e altos. Relatos de contemporâneos afirmam que ela tinha preferência por sapatos altos e vermelhos, o que era considerado ousado para uma mulher do status e da estirpe dela.
  • Ela adorava banhos no mar… nua. Não era ainda comum que europeus e brasileiros de alta classe tomassem banhos no mar frequentemente nessa época. Mas a rainha Carlota logo se habituou a eles e da maneira como faziam os nativos: nua. Era uma frequentadora assídua da Enseada de Botafogo, no Rio de Janeiro.

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Exercícios resolvidos sobre Carlota Joaquina

Questão 1

Ao longo da história, a imagem de Carlota Joaquina foi marcada por controvérsias. Conhecida popularmente como “rainha má”, sua trajetória esteve ligada tanto à vida íntima quanto às disputas políticas do Período Joanino. Pesquisas historiográficas mais recentes destacam que esse retrato negativo foi, em grande parte, resultado de representações construídas ao longo do tempo.

Nesse sentido, a figura de Carlota Joaquina revela:

a) a permanência de uma imagem fiel e objetiva de sua personalidade, tal como registrada pelos cronistas da época.
 b) como preconceitos de gênero e interesses políticos influenciaram a construção de um mito em torno de sua figura.
 c) que seu papel histórico foi irrelevante, já que as mulheres não exerciam funções políticas formais na monarquia portuguesa.
 d) a visão romântica que associava Carlota Joaquina à Independência do Brasil, exaltando-a como heroína nacional.
 e) o consenso entre os historiadores quanto ao seu caráter despótico, comprovado por documentos oficiais da época.

Gabarito: B. De acordo com Stella Maris Franco,|1| a imagem de Carlota Joaquina como “rainha má” não corresponde exatamente à realidade, mas sim ao “mito negativo” construído em torno dela, reforçado por preconceitos de gênero e por disputas políticas. A resposta A está incorreta, pois a imagem não foi fiel nem objetiva. A C erra ao afirmar que seu papel foi irrelevante, já que Carlota articulou projetos de poder. A D não procede, pois Carlota não foi exaltada como heroína da Independência. A E também está errada, porque não há consenso historiográfico absoluto sobre seu caráter.

Questão 2

Carlota Joaquina protagonizou episódios de grande relevância no contexto da vinda da Corte ao Brasil. Entre eles, destacou-se um projeto político conhecido como Carlotismo, que visava assumir o poder em territórios da América do Sul. Esse projeto ocorreu em um cenário de:

a) fortalecimento das colônias espanholas sob o domínio de Napoleão Bonaparte.
b) crise na Espanha, provocada pela ocupação napoleônica e pela falta de um monarca legítimo.
c) alianças entre Portugal e França, que visavam integrar a América do Sul em um império continental.
d) independência já consolidada das colônias espanholas, que buscavam apoio da coroa portuguesa.
e) disputa sucessória em Portugal após a morte de dom João VI, que abriu espaço para novas regências.

Gabarito: B. O Carlotismo, como lembra André Roberto Machado,|2| foi um movimento político em que Carlota Joaquina tentou assumir o trono das colônias espanholas, aproveitando-se do vácuo de poder deixado pela invasão napoleônica da Espanha e pela deposição de Fernando VII. A alternativa A é incorreta, pois a Espanha não estava fortalecida, mas enfraquecida. A C está errada, já que Portugal não se aliou à França, mas à Inglaterra. A D não procede, pois a independência das colônias espanholas ainda estava em processo. A E se refere a um período posterior, já após 1826.

Notas

|1| FRANCO, Stella Maris Scatena. Carlota Joaquina: Entre o Mito e a História. São Paulo: Alameda, 2006.

|2| MACHADO, André Roberto de Arruda. As esquadras de Carlota Joaquina: a monarquia luso-brasileira e a geopolítica sul-americana (1808-1817). In: Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 29, n. 57, p. 75-100, 2009.

Fontes

BASILE, Marcello Otávio Neri de Campos. Carlota Joaquina na Corte do Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.

FRANCO, Stella Maris Scatena. Carlota Joaquina: Entre o Mito e a História. São Paulo: Alameda, 2006.

MACHADO, André Roberto de Arruda. As esquadras de Carlota Joaquina: a monarquia luso-brasileira e a geopolítica sul-americana (1808-1817). In: Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 29, n. 57, p. 75-100, 2009.

Escritor do artigo
Escrito por: Alexandre Fernandes Borges Professor e historiador, Bacharel e Licenciado em História pela Universidade Federal de Goiás, com 20 anos de experiência no ensino de História no Ensino Médio. Servidor público de carreira da Secretaria de Estado da Cultura de Goiás desde 2007, atuou como Chefe do Arquivo Histórico Estadual de Goiás entre 2012 e 2019. Atualmente, integra a Comissão de Avaliação de Bens Intangíveis da Secretaria de Estado da Cultura de Goiás.

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