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O enigma do éter

Existência ou mito de um quinto elemento?
Existência ou mito de um quinto elemento?

Para os antigos gregos o éter era um quinto elemento que formava uma esfera celestial fora da Terra.

Esse elemento, segundo a teoria grega antiga, era diferente dos elementos encontrados na Terra (ar, água, fogo e terra), isso porque seria algo mais magnífico e grandioso do que o ar que respiramos.

Acreditava-se que através do éter seria possível identificar se os corpos analisados estavam em movimento ou inertes.

Baseados nessa teoria, ou contra ela, os físicos começaram a analisar o comportamento da luz. Após tais observações, por volta do século XVII, duas teorias foram apresentadas.

A primeira foi a teoria de Newton, que acreditava que a luz era de natureza corpuscular. Para ele, a formação da luz acontecia por feixes de pequenas partículas.

Já a segunda teoria foi a de Huygens, que defendia o fato de a luz resultar de uma transmissão contínua de pressão de um meio mais relativo ao éter que o ar.

Newton realizou vários experimentos a fim de confirmar sua teoria e pôde concluir que a luz é o resultado de diversas cores, e não de apenas uma única cor. Ele acreditava que a luz era composta por um ou vários tipos corpusculares.

Segundo Newton, a velocidade da luz aumentaria ao passar de um meio menos denso para um mais denso. Ex.: A luz passando do vácuo para a água.

Fato que foi derrubado em 1850 por Foucault, ao provar que a teoria de Newton estava errada, e que a luz aumenta sua velocidade ao passar de um meio mais denso para um meio menos denso.

Huygens, por sua vez, acreditava que a luz provinha de um meio em oscilação, o que permite entendermos hoje que em um meio homogêneo e com características iguais, a onda se move mantendo sua forma durante todo o percurso: isso acontece com a condição de não haver obstáculos.

A ideia e as teorias sobre a existência do éter caíram por terra quando Albert Einstein publicou e mostrou ao mundo sua Teoria da Relatividade, na qual provou que não podemos nos basear num referencial absoluto, em razão das constantes mudanças que acontecem na natureza.

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Por Talita A. Anjos
Graduada em Física
Equipe Mundo Educação

Publicado por Talita Alves dos Anjos

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