Pau-brasil
O pau-brasil (Paubrasilia echinata) é uma árvore nativa do Brasil, estando presente no bioma da Mata Atlântica. Essa árvore era abundante nas regiões litorâneas do Brasil que se estendiam do Rio Grande do Norte até o Rio de Janeiro. Os portugueses identificaram o potencial econômico da árvore, passando a explorá-la.
O pau-brasil era explorado pelos portugueses porque a árvore possui uma resina que era utilizada para produzir um corante avermelhado. A exploração portuguesa resultou na derrubada de milhões de árvores. O pau-brasil quase foi extinto e, atualmente, é uma árvore sob proteção, de modo que sua exploração só pode acontecer com autorização federal.
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Resumo sobre o pau-brasil
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O pau-brasil é uma árvore nativa do Brasil, originária da Mata Atlântica.
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Ela era encontrada em grande quantidade no litoral brasileiro, do Rio Grande do Norte ao Rio de Janeiro.
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Os portugueses perceberam potencial econômico na árvore, explorando-a intensamente.
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Os portugueses utilizavam a resina do pau-brasil para produzir um corante avermelhado bastante apreciado na Europa.
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A exploração do pau-brasil quase levou a árvore à extinção.
O que é o pau-brasil?
O pau-brasil é uma árvore nativa da Mata Atlântica, sendo conhecida pelos cientistas pelo nome de Paubrasilia echinata. Os indígenas que habitavam o Brasil no século XVI chamavam essa árvore de ibirapitanga. Ela era originalmente encontrada com maior facilidade nas regiões litorâneas que se estendiam do Rio Grande do Norte até o Rio de Janeiro.
A árvore se tornou um símbolo brasileiro, e de seu nome teve origem o nome do Brasil. A árvore tornou-se alvo da cobiça dos portugueses nos primeiros anos após sua chegada, sendo alvo de uma intensa exploração que quase levou a árvore à extinção. Atualmente, existe uma grande proteção sobre a exploração dessa árvore.
Para que serve o pau-brasil?
No Período Colonial, o pau-brasil tinha grande utilidade na produção de um corante avermelhado, uma cor muito apreciada pela nobreza europeia. A exploração da árvore teria sido para cumprir esse objetivo de usar a resina que é extraída da árvore na produção do corante. Estima-se cerca de 70 milhões de árvores teriam sido derrubadas pelos portugueses durante a colonização.
A madeira do pau-brasil, ultimamente, estava sendo bastante explorada para a produção de arcos de violino. Isso porque a madeira do pau-brasil é considerada a ideal para a construção desse item essencial para utilização dos violinos. Porém, a exploração excessiva da árvore para a produção desses arcos reforçou a restrição para derrubada de pau-brasil.
Atualmente, o pau-brasil é uma árvore que só pode ser explorada para fins comerciais com autorização das autoridades brasileiras. Essa medida se dá por conta do risco de extinção da árvore por conta de séculos de exploração. Sendo assim, a derrubada de pau-brasil só pode acontecer com permissão legal, caso contrário se trata de crime ambiental.
Entretanto, as autoridades sabem que há um grande comércio clandestino de madeira obtida da derrubada ilegal de pau-brasil. O governo brasileiro tenta, desde 2022, o reconhecimento internacional do pau-brasil como uma árvore proibida para exploração comercial de qualquer tipo, ainda sem sucesso.
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Características do pau-brasil
Entre algumas das características mais básicas do pau-brasil, destacam-se:
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árvore nativa da Mata Atlântica;
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estima-se que a altura máxima média de uma árvore de pau-brasil seja de 15 metros;
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possui galhos e frutos em forma de leguminosas com espinhos;
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o tronco costuma ser reto, e as pétalas das flores costumam ser amarelas;
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sua madeira possui uma cor avermelhada.
Ainda existe pau-brasil?
Sim, ainda existe pau-brasil, mas a árvore está sob risco de extinção. A exploração da árvore foi tão grande que ela chegou a ser considerada extinta no começo do século XX, sendo, então redescoberta em Pernambuco em 1928. Desde 1961, tornou-se árvore nacional, e sua exploração é proibida, sendo necessária autorização para que a árvore possa ser derrubada.
Por que o pau-brasil está extinto?
O pau-brasil foi considerado extinto no começo do século XX devido à intensa exploração realizada no período da colonização do Brasil, mas foi redescoberto em 1928. Atualmente, a árvore ainda existe, embora esteja em grande risco de extinção. Exatamente por isso que a exploração do pau-brasil é proibida. Inclusive, há uma série de iniciativas do governo brasileiro para garantir a preservação da árvore.
A exploração da árvore só pode acontecer com a autorização federal e desde que haja um plantio da árvore que seja devidamente registrado nos órgãos ambientais competentes.
Fotos do pau-brasil
A seguir, confira fotos que mostram detalhes do pau-brasil:
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Exploração do pau-brasil
O pau-brasil é uma árvore símbolo do Brasil, sendo intensamente explorada pelos portugueses durante o Período Colonial. O pau-brasil é bastante semelhante com uma árvore asiática que já era conhecida dos portugueses, a Biancaea sappan. Por isso, quando a árvore foi encontrada pelos portugueses, seu potencial econômico foi identificado.
Os portugueses identificaram o pau-brasil no litoral brasileiro durante as primeiras expedições de exploração do território, especificamente na expedição liderada por Fernão de Loronha, em 1501. A partir disso, deram autorização para que a árvore pudesse ser explorada por portugueses interessados.
A exploração do pau-brasil aconteceu porque os portugueses identificaram que da árvore poderia ser extraída uma resina que seria utilizada na produção de um corante avermelhado. Como essa cor era muito apreciada, o corante era uma mercadoria valiosa, especialmente por ser utilizado no tingimento de tecidos.
As primeiras toras de pau-brasil só foram retiradas do Brasil em 1511, mas se estima uma extração de milhões de árvores pelos portugueses. Aqueles que atuavam na exploração do pau-brasil eram obrigados a pagar os impostos para a Coroa (20% dos valores obtidos com a árvore).
Para realizar a extração da árvore, os portugueses utilizaram, inicialmente, os nativos. Eles eram colocados para realizar o trabalho para os portugueses por meio de uma relação de escambo. Dessa forma, derrubavam e transportavam as toras até as feitorias portuguesas, recebendo como pagamento uma série de objetos que seriam úteis aos indígenas, como canivetes, facas, machados, espelhos etc.
Crédito de imagem
Fontes
COUTO, Jorge. A gênese do Brasil. In.: MOTA, Carlos Guilherme (org.). Viagem incompleta: A experiência brasileira. São Paulo: Editora Senac, 1999.
SCHWARCZ, Lilia Moritz e STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015