Verbos auxiliares
Verbos auxiliares acompanham os verbos principais nas locuções verbais. O verbo auxiliar apresenta flexão de número, pessoa, tempo e modo: “Nós vamos comprar um iate”. No exemplo, o auxiliar “vamos” está na primeira pessoa do plural do presente do indicativo.
Em uma locução verbal, tais verbos são seguidos de verbo principal no infinitivo (terminação “-ar”, “-er”, “-ir” ou “-or”), gerúndio (terminação “-ndo”) ou particípio (terminação “-ado” ou “-ido”, se regular). Nos tempos compostos, o verbo auxiliar é sempre “ter” ou “haver”.
Leia também: Tempos e modos verbais
Resumo sobre verbos auxiliares
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O verbo auxiliar acompanha o verbo principal em uma locução verbal: “Ninguém está fazendo nada para ajudar”.
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Os tempos compostos são formados com o verbo auxiliar “ter” ou “haver” mais verbo principal no particípio:
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voz ativa: “Tenho visto muita coisa preocupante”;
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voz passiva: “Tenho sido criticado por quem desconhece os fatos”.
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O verbo auxiliar sofre flexão de número, pessoa, tempo e modo: “Eles devem estar na faculdade”.
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O verbo principal assume uma das três formas nominais:
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infinitivo: “Chegou a dizer mentiras”;
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gerúndio: “Lisbela estava dizendo coisas importantes”;
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particípio: “O livro foi escrito por um autor desconhecido”.
O que são verbos auxiliares?
O verbo auxiliar é aquele que acompanha o verbo principal em uma locução verbal. Por exemplo, na frase “Eu estava caminhando”, o verbo “estava” é auxiliar, pois ele acompanha o verbo principal “caminhando”. E por que “caminhando” é o verbo principal? Porque o foco dessa declaração está em “caminhar” e não em “estar”.
O verbo é um termo que indica ação, estado ou fenômeno natural. Quando dois ou mais verbos se juntam para expressar uma mesma coisa, como se fossem um único verbo, chamamos tal fenômeno de “locução verbal”. Por exemplo, na frase “Marta está estudando para o concurso”, a expressão “está estudando” é composta por dois verbos.
No entanto, a ideia que a locução expressa é de que Marta estuda, ou, mais especificamente, que seu ato de estudar é presente e contínuo. Dado o fato de que estudar é o elemento central da locução, esse verbo é considerado principal. Já o verbo “estar” apenas auxilia o principal na construção desse sentido.
Analise estes exemplos:
Janice vai viajar amanhã.
Dione costuma acordar às cinco da manhã.
Túlio deixou de ir à festa por causa dos estudos.
Agora eu pergunto para você. Quais são os verbos auxiliares desses enunciados? Na primeira frase, a ideia central da locução verbal é o ato de viajar. Na segunda, de acordar. E, na terceira, de ir. Correto? Portanto, os verbos auxiliares são, respectivamente: “vai”, “costuma” e “deixou”.
Exemplos de verbos auxiliares
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Acabar:
Acabo de concluir que suas intenções não são boas.
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Andar:
Sandro andava espalhando notícias falsas sobre o caso.
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Buscar:
Quando busquei entender a situação, tudo mudou.
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Chegar:
Os moradores chegaram a pensar que havia uma infestação de cupins no prédio.
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Começar:
Toda vez que você começa a cantar, os cães passam a uivar.
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Continuar:
Eudóxia continuava falando coisas que ofendiam suas irmãs mais novas.
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Costumar:
Naqueles anos, eu costumava tomar banhos frios pela manhã.
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Deixar:
Nunca deixei de ajudar meus irmãos quando eles precisavam.
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Dever:
As professoras devem emitir um comunicado na sexta-feira antes das férias.
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Estar:
Quando Georgete estava explicando a matéria, Paulinho começou a rir.
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Ficar:
Acordei às duas da madrugada e fiquei escutando os ruídos da noite.
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Haver:
Não sabia que essa civilização havia cometido tantas atrocidades no passado.
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Ir:
Só vamos voltar ao trabalho quando o governo atender às nossas solicitações.
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Parar:
Meu avô parou de fumar quando tinha cinquenta anos.
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Passar:
Passei a desconfiar de seus sorrisos amigáveis e de seu gestos prestativos.
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Poder:
Marco Aurélio, saiba que posso deixar você a qualquer momento.
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Pôr-se:
Quando Soraya se pôs a pensar com calma, percebeu que estava equivocada.
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Precisar:
Ninguém precisava tratar aquelas pessoas de forma tão grosseira!
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Ser:
Minhas amigas serão premiadas por sua pesquisa inovadora.
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Tentar:
Todas as vezes que tentei fazer o certo, você me criticou.
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Ter:
Meus gatos tinham miado toda a noite.
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Terminar:
O editor terminou de fazer as correções no original e foi dormir.
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Tornar:
Edgar, se você tornar a comer meu pudim às escondidas, não falo mais com você.
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Vir:
Só sei que ela vem atuando de forma suspeita faz alguns dias.
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Voltar:
Nunca voltarei a amar essa pessoa que tanto sofrimento me causou.
Formação dos tempos compostos
Quando o sujeito pratica a ação verbal, dizemos que a voz verbal é ativa. Nesses casos, os tempos compostos são formados pelos verbos auxiliares “haver” ou “ter” (com indicação de tempo, modo e pessoa) seguidos de verbo principal no particípio.
Veja estes exemplos:
Tenho tomado muito café ultimamente.
Havíamos caído em uma armadilha.
Note que “tenho”, no primeiro exemplo, está na primeira pessoa do singular (“eu”) do presente do modo indicativo. Já “havíamos”, no segundo exemplo, está na primeira pessoa do plural (“nós”) do pretérito imperfeito do modo indicativo. Quando o verbo apresenta terminação “-ado” ou “-ido” é porque ele é um particípio regular.
Assim, “tenho tomado” é a forma do pretérito perfeito composto do indicativo (formado pelo verbo auxiliar no presente seguido de particípio). Já “havíamos caído” é a forma do pretérito mais-que-perfeito composto do indicativo (formado pelo verbo auxiliar no pretérito imperfeito seguido de particípio). Nos exemplos acima, o sujeito “eu” pratica a ação de tomar café, já o sujeito “nós” pratica a ação de cair em uma armadilha.
Quando o sujeito sofre a ação verbal, dizemos que a voz verbal é passiva. Nesses casos, os tempos compostos são formados pelos verbos auxiliares “haver” ou “ter” (com indicação de tempo, modo e pessoa) seguidos de “ser” (no particípio) mais o verbo principal no particípio.
Observe estes enunciados:
Tenho sido amado por todos.
Eles haviam sido encontrados pelos cães farejadores.
Observe que “tenho”, no primeiro exemplo, está na primeira pessoa do singular (“eu”) do presente do modo indicativo. Já “haviam”, no segundo exemplo, está na terceira pessoa do plural (“eles”) do pretérito imperfeito do modo indicativo. O auxiliar “sido” (“ser” no particípio) é que imprime o caráter passivo do sujeito.
Os verbos principais são “amado” (particípio de “amar”) e “encontrados” (particípio plural de “encontrar”), já que carregam a ideia central da locução verbal. Essa estrutura composta por três verbos forma o pretérito perfeito composto do indicativo na voz passiva.
Nos exemplos acima, o sujeito “eu” sofre a ação de ser amado, já o sujeito “eles” sofre a ação de ser encontrado. Os tempos compostos, como você percebeu, são formados apenas com os auxiliares “ter” ou “haver”. Existem os seguintes tempos compostos:
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pretérito perfeito composto do indicativo: tenho ou hei amado;
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pretérito mais-que-perfeito composto do indicativo: tinha ou havia sonhado;
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futuro do presente composto do indicativo: terei ou haverei amado;
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futuro do pretérito composto do indicativo: teria ou haveria sonhado;
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pretérito perfeito do subjuntivo: tenha ou haja partido;
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pretérito mais-que-perfeito do subjuntivo: tivesse ou houvesse sofrido;
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futuro composto do subjuntivo: tiver ou houver partido.
Por fim, há também outros tipos de locuções verbais, com auxiliares distintos de “ter” e “haver”. Elas são formadas pelo verbo auxiliar mais verbo principal no infinitivo (terminação “-ar”, “-er”, “-ir”, “-or”) ou no gerúndio (terminação “-ndo”):
Estou lendo um livro de Machado de Assis.
Ela não deve trabalhar hoje.
Juçara anda dizendo inverdades sobre mim.
Comecei a dizer coisas muito interessantes.
Conjugação dos verbos auxiliares
Os verbos auxiliares sofrem flexão de número (“eu”, “tu”, “ele” ou “ela”, “nós”, “vós”, “eles” ou “elas”), tempo (pretérito, presente, futuro) e modo (indicativo, subjuntivo, imperativo). Já os verbos principais ficam em uma das três formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.
Vou retomar um exemplo que dei lá em cima:
[Eu] Acabo de concluir que suas intenções não são boas.
Nessa frase, o verbo auxiliar “acabo” está na primeira pessoa do singular do presente do indicativo (o modo indicativo expressa certeza).
Mas é possível também dizer:
[Eles] Acabaram de concluir que suas intenções não são boas.
Assim, o verbo “acabaram” está na terceira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo.
Ou ainda:
[Nós] acabaremos de concluir que suas intenções não são boas.
Nesse caso, o verbo “acabaremos” está na primeira pessoa do plural do futuro do presente do indicativo.
Agora veja o mesmo verbo auxiliar no presente do subjuntivo (o modo subjuntivo expressa dúvida ou hipótese):
Espero que ela acabe de fazer o relatório o mais rápido possível.
No pretérito do subjuntivo:
Esperava que ela acabasse de fazer o relatório o mais rápido possível.
E no futuro do subjuntivo:
Quando ela acabar de fazer o relatório, iremos embora.
Por fim, o verbo “acabar” pode ser auxiliar em uma frase no modo imperativo (expressa ordem):
Nora, acabe de fazer o relatório.
Verbos auxiliares e verbos principais
Uma locução verbal é formada por um verbo auxiliar (com flexão de número, pessoa, tempo e modo) seguido de um verbo principal em uma das três formas nominais. As formas nominais são: infinitivo (terminação “-ar”, “-er”, “-ir” ou “-or”), gerúndio (terminação “-ndo”) e particípio (quando regular, terminação “-ado” ou “-ido”).
Observe estes exemplos:
Nós começamos a chorar de emoção.
Elas ficam chorando o dia todo.
Se eu houvesse chorado o suficiente, não estaria tão triste.
Nesses enunciados, os verbos auxiliares são: “começamos” (primeira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo), “ficam” (terceira pessoa do plural do presente do indicativo) e “houvesse” (primeira pessoa do singular do pretérito imperfeito do subjuntivo).
Já os verbos principais são as seguintes formas nominais: “chorar” (infinitivo), “chorando” (gerúndio) e “chorado” (particípio). Assim, a locução verbal é formada por verbo auxiliar seguido de verbo principal.
Leia também: Quais são as flexões verbais?
Exercícios sobre verbos auxiliares
Questão 1
No dia seguinte fez-se o enterro, que foi um dos mais concorridos que ainda viram os moradores do Andaraí. Cerca de duzentas pessoas acompanharam o finado até à morada última, achando-se representadas entre elas as primeiras classes da sociedade. O conselheiro, posto não figurasse em nenhum grande cargo do Estado, ocupava elevado lugar na sociedade, pelas relações adquiridas, cabedais, educação e tradições de família. Seu pai fora magistrado no tempo colonial, e figura de certa influência na corte do último vice-rei. Pelo lado materno descendia de uma das mais distintas famílias paulistas. Ele próprio exercera dois empregos, havendo-se com habilidade e decoro, do que lhe adveio a carta de conselho e a estima dos homens públicos. Sem embargo do ardor político do tempo, não estava ligado a nenhum dos dois partidos, conservando em ambos preciosas amizades, que ali se acharam na ocasião de o dar à sepultura. Tinha, entretanto, tais ou quais ideias políticas, colhidas nas fronteiras conservadoras e liberais, justamente no ponto em que os dois domínios podem confundir-se. Se nenhuma saudade partidária lhe deitou a última pá de terra, matrona houve, e não só uma, que viu ir a enterrar com ele a melhor página da sua mocidade.
MACHADO DE ASSIS. Helena. Rio de Janeiro: Livreiro-editor do Instituto Histórico Brasileiro, 1876.
Analise os trechos destacados abaixo do texto de Machado de Assis e assinale a alternativa que apresenta verbo auxiliar.
A) “No dia seguinte fez-se o enterro, que foi um dos mais concorridos que ainda viram os moradores do Andaraí.”
B) “Seu pai fora magistrado no tempo colonial, e figura de certa influência na corte do último vice-rei.”
C) “Ele próprio exercera dois empregos, havendo-se com habilidade e decoro, do que lhe adveio a carta de conselho e a estima dos homens públicos.”
D) “Sem embargo do ardor político do tempo, não estava ligado a nenhum dos dois partidos, conservando em ambos preciosas amizades, que ali se acharam na ocasião de o dar à sepultura.”
Resolução:
Alternativa D.
A expressão “estava ligado” é uma locução verbal formada pelo verbo auxiliar “estava” e o verbo principal “ligado”. Já a expressão “foi um dos mais concorridos” não apresenta locução verbal, pois o verbo “foi” atua como verbo de ligação entre o sujeito “o enterro” e o predicativo “um dos mais concorridos”. Por fim, a expressão “fora magistrado” também não é locução verbal, já que “magistrado” exerce função de predicativo do sujeito “pai”, sendo “fora” o verbo de ligação.
Questão 2
Marque V (verdadeiro) ou F (falso) para as seguintes afirmações:
( ) A frase “O professor permitiu que entrasse na sala” apresenta verbo auxiliar.
( ) A frase “Quero que entre na sala, apesar do atraso” apresenta verbo auxiliar.
( ) A frase “Estava entrando na sala sempre atrasado” apresenta verbo auxiliar.
A sequência correta é:
A) V, V, F.
B) V, V, V.
C) V, F, F.
D) F, F, V.
E) F, V, F.
Resolução:
Alternativa D.
Em “permitiu que entrasse”, “que entrasse” atua como oração subordinada, além de não estar no gerúndio, infinitivo ou particípio. O mesmo ocorre com “quero que entre”. Já “estava entrando” é uma locução formada pelo verbo auxiliar “estava” e pelo verbo principal “entrando” (no gerúndio).
Fontes
BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. 40. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2024.
CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima gramática da língua portuguesa. 49. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2020.