Análise sintática
Análise sintática é como chamamos o processo de apontar e classificar os elementos que formam um período. Um período é composto por uma ou mais orações (frases com verbo). Os termos da oração apontados na análise sintática são os termos essenciais, integrantes e acessórios.
Os termos essenciais são o sujeito e o predicado. Já o objeto direto, o objeto indireto, o complemento nominal e o agente da passiva são termos integrantes. Por fim, os termos acessórios da oração são o aposto, o adjunto adnominal e o adjunto adverbial. Você precisa conhecer cada um desses termos para fazer uma análise sintática.
Leia também: Afinal, o que é sintaxe?
Resumo sobre análise sintática
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Análise sintática é o nome dado ao processo de examinar a estrutura de um período para apontar e classificar os termos da oração.
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Os termos essenciais da oração são o sujeito e o predicado.
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Os termos integrantes da oração são: objeto direto, objeto indireto, complemento nominal e agente da passiva.
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Os termos acessórios da oração são o aposto, o adjunto adnominal e o adjunto adverbial.
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Também faz parte da análise sintática a classificação das orações que compõem o período composto.
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O período composto pode apresentar orações coordenadas ou subordinadas.
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Orações coordenadas podem ser assindéticas (sem conjunção) ou sindéticas (com conjunção).
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Orações coordenadas sindéticas podem ser aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas ou explicativas.
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As orações subordinadas podem ser substantivas, adjetivas ou adverbiais.
Videoaula sobre análise sintática
O que é análise sintática?
A análise sintática é o estudo, análise ou exame da estrutura de um período. O período pode ser simples (com apenas uma oração, chamada de “oração absoluta”) ou composto (com mais de uma oração). Oração é qualquer frase que possui verbo. Por exemplo, a frase “Eles estão sonolentos” é uma oração, já que apresenta o verbo “estar”.
Quando fazemos a análise sintática de um período, apontamos e classificamos cada uma das partes que o compõem.
Começamos essa classificação pelo próprio período. Você deve saber que um período começa com letra maiúscula e termina com ponto-final, ponto de exclamação, ponto de interrogação e, às vezes, reticências. Isso entendido, vamos analisar o período abaixo:
| A turnê de verão foi cancelada pelos patrocinadores |
O período é simples, já que apresenta somente uma oração. A partir daí, podemos classificar cada uma das partes que compõem essa oração. Essas partes são chamadas, pela gramática normativa, de “termos”. Nos próximos tópicos, falaremos sobre cada um desses termos. Mas, antes disso, veja os termos que compõem a oração acima:
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sujeito: “A turnê de verão”;
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predicado: “foi cancelada pelos patrocinadores”;
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adjunto adnominal: “de verão”;
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agente da passiva: “pelos patrocinadores”.
Se você não sabe o que é sujeito, predicado, adjunto adnominal ou agente da passiva, leia os tópicos abaixo, onde vou explicar tudinho. Aqui eu só queria que você entendesse o é análise sintática, isto é, que a análise sintática consiste em apontar os termos de uma oração.
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ANÁLISE SINTÁTICA |
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Termos essenciais da oração |
Termos integrantes da oração |
Termos acessórios da oração |
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sujeito |
objeto direto |
aposto |
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predicado |
objeto indireto |
adjunto adnominal |
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complemento nominal |
adjunto adverbial |
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agente da passiva |
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Veja também: Frase, oração e período — qual a diferença afinal?
Termos essenciais da oração
Existem dois termos essenciais da oração: o sujeito e o predicado.
→ Sujeito
O sujeito é o termo da oração que pratica ou sofre a ação verbal. Ele também pode ser o elemento com o qual o verbo concorda.
Veja esta oração:
Nós entendemos a sua situação.
Quem pratica a ação de “entender”? A resposta é “nós”. Com que termo o verbo “entender” concorda? A resposta é “nós”, pois o verbo está na primeira pessoa do plural. Então, “nós” é o sujeito.
No quadro abaixo, veja a classificação do sujeito.
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CLASSIFICAÇÃO DO SUJEITO |
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Sujeito simples |
Possui apenas um núcleo, isto é, palavra central ou mais importante. |
Os astronautas chegaram. |
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Sujeito composto |
Possui dois ou mais núcleos. |
Os astronautas e os extraterrestres chegaram. |
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Sujeito implícito |
Está oculto ou não explícito. |
Concluí o curso. O sujeito “eu” está implícito. |
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Sujeito indeterminado |
Existe, mas não pode ser identificado.
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Dizem que sou louco. Quem diz? Eles dizem. Eles… quem? |
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Sujeito inexistente |
Nevou muito. |
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→ Predicado
O predicado sempre tem verbo (palavra que expressa ação, estado ou fenômeno natural) e pode exercer uma destas funções:
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atribuir ao sujeito uma qualidade, condição ou estado:
Adilson está pensativo.
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expressar a ação praticada ou sofrida pelo sujeito:
Adelaide deu-lhe uma advertência.
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oração sem sujeito:
Chovia muito naquele verão.
No quadro abaixo, veja a classificação do predicado.
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CLASSIFICAÇÃO DO PREDICADO |
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Predicado nominal |
Apresenta verbo de ligação (expressa estado) mais predicativo do sujeito. |
A chuva está fria. Verbo de ligação “está” mais predicativo do sujeito “fria”. |
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Predicado verbal |
Apresenta verbo transitivo (exige complemento) ou verbo intransitivo (não exige complemento) |
Comprei um livro. Cheguei agora. Verbo transitivo “comprei” e verbo intransitivo “cheguei”. |
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Predicado verbo-nominal |
Apresenta verbo transitivo ou intransitivo mais predicativo do sujeito ou predicativo do objeto. |
A chuva chegou fria. Verbo intransitivo “chegou” e predicativo do sujeito “fria”. |
Sujeito e predicado são considerados essenciais porque são a base da oração. Quero dizer com isso que toda oração possui um predicado. E quase todas possuem sujeito, exceto as orações com sujeito inexistente, como, por exemplo, aquelas que indicam fenômenos naturais:
Chovia muito naquele verão.
(oração sem sujeito)
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Predicativo do sujeito e do objeto
Por fim, é importante falar sobre o predicativo. Apesar de não ser classificado nem como essencial, integrante ou acessório, ele é um termo da oração. O predicativo é a parte do predicado que aponta a qualidade do sujeito ou do objeto direto.
Por exemplo:
Adilson está pensativo.
“Adilson” é o sujeito da oração e “pensativo” é o predicativo do sujeito.
Érica achou seu raciocínio equivocado.
Nesse exemplo, “equivocado” é o predicativo do objeto direto “seu raciocínio”, já que qualifica esse complemento do verbo “achar”.
Termos integrantes da oração
Os termos integrantes da oração são os seguintes: objeto direto, objeto indireto, complemento nominal e agente da passiva.
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Objeto direto
O objeto direto é um complemento verbal, já que completa o sentido do verbo, que não é iniciado por preposição (vocábulo que estabelece alguma relação entre duas palavras).
Por exemplo:
Construí uma casa de madeira.
Note que “uma casa de madeira” completa o sentido do verbo “construir”, pois quem constrói, constrói algo.
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Objeto indireto
O objeto indireto também é um complemento verbal, pois completa o sentido do verbo, mas é iniciado por preposição.
Por exemplo:
Obedecia a ordens misteriosas.
Observe que “a ordens misteriosas” completa o sentido do verbo “obedecer”, pois quem obedece, obedece a algo. Assim, o objeto indireto é iniciado pela preposição “a”.
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Complemento nominal
Como mostrei há pouco, o objeto direto e o objeto indireto são complementos verbais. Mas os nomes (substantivo, adjetivo e advérbio) também possuem complementos, chamados de complementos nominais. Eles sempre são iniciados por preposição:
Tenho certeza de seu amor.
Juvenal está apto para o trabalho.
Pietra agia opostamente aos costumes locais.
O substantivo é uma palavra que nomeia um ser. O adjetivo é a palavra que qualifica esse ser. E o advérbio é um vocábulo que pode indicar várias circunstâncias, tais como modo. Sabendo disso, você percebe que “de seu amor” completa o sentido do substantivo “certeza”, “para o trabalho” completa o sentido do adjetivo “apto” e “aos costumes locais” completa o sentido do advérbio “opostamente”.
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Agente da passiva
O agente da passiva é o termo que indica quem ou o que atua sobre o sujeito paciente (sujeito que sofre a ação verbal). Ele sempre é iniciado pela preposição “por” e, mais raramente, pela preposição “de”:
O livro foi publicado pela maior editora do país.
Quando a preposição “por” se junta com o artigo feminino “a”, obtemos o vocábulo “pela”. Então, “pela maior editora do país” é o agente da passiva, ou seja, termo iniciado pela preposição “por”, o qual indica o que exerce a ação sobre o sujeito paciente “o livro”. Afinal, “a maior editora do país” exerceu a ação de publicar o livro.
Veja este outro exemplo:
Minha prima está cercada de inimigos.
No caso, a preposição “de” é utilizada para iniciar o agente da passiva “de inimigos”. Tais inimigos exercem a ação de cercar “minha prima” (sujeito paciente).
Objeto direto, objeto indireto e complemento nominal são considerados integrantes porque eles integram, ou seja, completam o sentido de verbos ou nomes. Já o agente da passiva integra ou completa o sentido da oração.
Termos acessórios da oração
Aposto, adjunto adnominal e adjunto adverbial são considerados termos acessórios porque não são essenciais, ou seja, são termos secundários na oração.
→ Aposto
O aposto é o termo que explica, especifica, resume, compara, distribui ou comenta outro termo da oração e, às vezes, a própria oração.
Veja alguns exemplos:
Lúcia e Olavo, criminosos procurados, cruzaram a fronteira.
(explica quem é Lúcia e Olavo)
Queremos isto: amor e paz.
(numera, especifica o que é “isto”)
Amigos, familiares, colegas de trabalho, todos tinham segundas intenções.
(recapitula ou resume a expressão “Amigos, familiares, colegas de trabalho”)
A esperança, uma chama fraca, ainda vive em seu coração.
(é uma comparação feita com a “esperança”)
O tio José ganhou um prêmio.
(especifica quem é o tio)
Compre dois pastéis: um para mim e outro para você.
(faz uma distribuição)
Não compareceu a nenhuma festa, sinal de seu isolamento.
(comenta o fato expresso na oração “Não compareceu a nenhuma festa”)
→ Adjunto adnominal
O adjunto adnominal é o termo que acompanha o substantivo. Assim, qualifica, quantifica, especifica esse substantivo. Podem exercer tal função:
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adjetivos: expressam uma qualidade do substantivo;
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artigos: “a”, “o”, “um”, “uma” e seus plurais;
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numerais: um, dois, três etc.
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pronomes: principalmente, os possessivos (“meu”, “minha”, “teu”, “tua”, “seu”, “sua”, “nosso”, “nossa”, “vosso”, “vossa” e seus plurais), os demonstrativos (“este”, “esta”, “esse”, “essa”, “aquele”, “aquela” e seus plurais), além dos pronomes relativos “cujo”, “cuja” e seus plurais;
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locuções adjetivas: duas ou mais palavras que, juntas, exercem a função de adjetivo, como, por exemplo, “de aço”.
Agora que você já sabe o que é cada um desses elementos que exercem função de adjunto adnominal, eu vou apontar alguns deles em uma oração:
Essas três antigas cidades da ficção ficaram famosas.
Para essa análise, tomo como elemento central o substantivo “cidades”. Em torno dele, temos os seguintes adjuntos adnominais:
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“essas”: pronome demonstrativo;
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“três”: numeral;
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“antigas”: adjetivo;
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“da ficção”: locução adjetiva.
Uma oração pode ter, portanto, um ou mais adjuntos adnominais.
→ Adjunto adverbial
O adjunto adverbial é o termo da oração que aponta diversas circunstâncias, tais como:
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Tempo |
Tomei o remédio de manhã. |
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Lugar |
O corpo foi encontrado no quarto. |
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Modo |
Saiu alegremente do laboratório. |
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Intensidade |
Dormiu bastante. |
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Causa |
Tremia de frio. |
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Companhia |
Saia com eles, Alípio. |
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Instrumento |
Com a caneta dourada, assinou o decreto. |
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Dúvida |
Talvez você seja feliz. |
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Finalidade |
Vivia para a diversão. |
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Meio |
Viajou de trem até Tóquio. |
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Assunto |
Conversamos sobre o dilúvio. |
Orações coordenadas e orações subordinadas
Também faz parte da análise sintática a classificação das orações que compõem o período composto.
→ Oração coordenada
A oração coordenada é aquela que possui sentido completo. Portanto, as orações coordenadas que compõem um período são independentes.
Veja este exemplo:
Fomos ao Caribe e dormimos na praia.
Perceba que há duas orações independentes: Fomos ao Caribe. / Dormimos na praia.
As orações coordenadas são classificadas como:
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assindéticas;
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sindéticas (aditiva, adversativa, alternativa, conclusiva, explicativa).
As orações coordenadas assindéticas não apresentam conjunção (vocábulo que liga duas frases ou duas palavras). Já as sindéticas apresentam conjunção, de forma a expressarem adição (“e” etc.), oposição (“mas” etc.), alternância (“ou” etc.), conclusão (“portanto” etc.) e explicação (“porque” etc.).
Assim, no exemplo acima, temos um período composto por coordenação:
Fomos ao Caribe e dormimos na praia.
O período possui uma oração coordenada sindética aditiva, iniciada pela conjunção “e”: “e dormimos na praia”.
→ Oração subordinada
A oração subordinada é aquela que completa o sentido da oração principal. Portanto, ela só existe em função da principal. A oração subordinada depende da principal para existir. Mas a principal, que é a mais importante, não depende da subordinada.
Veja este exemplo:
Pedi que comprassem água.
A oração principal é “Pedi”, e a subordinada é “que comprassem água” (a subordinada indica o que “eu pedi” e, portanto, completa o sentido da oração principal).
No quadro abaixo, veja como as orações subordinadas são classificadas.
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Classificação das orações subordinadas |
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Substantiva |
subjetiva |
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objetiva direta |
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objetiva indireta |
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completiva nominal |
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predicativa |
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apositiva |
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Adjetiva |
explicativa |
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restritiva |
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Adverbial |
causal |
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comparativa |
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concessiva |
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condicional |
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conformativa |
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consecutiva |
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final |
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proporcional |
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temporal |
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Assim, as orações subordinadas substantivas exercem a função de sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicativo e aposto da oração principal. Também podem exercer função adjetiva, pois qualificam a oração principal. E, por fim, é possível atuarem como adjunto adverbial, já que apontam circunstâncias como causa, finalidade, tempo etc. As funções que tais orações exercem estão relacionadas aos termos essenciais, integrantes e acessórios.
Saiba mais: Como identificar um período composto por subordinação?
Como fazer análise sintática?
Para mostrar como você faz análise sintática, vou criar dois períodos:
-
A frustração é algo inevitável.
-
Meus pais me ensinaram que a frustração é algo inevitável.
Vejamos o primeiro exemplo:
|
A frustração é algo inevitável. |
1. Identifique o tipo de período:
-
É um período simples.
2. Identifique as orações:
-
Há apenas uma oração.
3. Classifique a orações do período:
-
É uma oração absoluta.
4. Identifique os termos essenciais:
-
Sujeito: a frustração;
-
Predicado: é algo inevitável.
5. Classifique o sujeito:
-
É um sujeito simples (um núcleo = frustração).
6. Classifique o predicado:
-
É um predicado nominal.
7. Identifique os termos integrantes da oração:
Na oração analisada, não há objetos direto ou indireto, complemento nominal e agente da passiva.
8. Identifique os termos acessórios da oração:
Na oração analisada, não há vestígios de aposto nem de adjunto adverbial. Mas é possível apontar os seguintes adjuntos adnominais:
A frustração é algo inevitável.
-
o artigo “a” e o adjetivo “inevitável”.
Agora, veja a análise sintática do segundo exemplo:
| Meus pais me ensinaram que a frustração é algo inevitável. |
1. Identifique o tipo de período:
-
É um período composto.
Meus pais me ensinaram que a frustração é algo inevitável.
(dois verbos, duas orações)
2. Identifique as orações:
-
Oração 1:
Meus pais me ensinaram
-
Oração 2:
que a frustração é algo inevitável.
3. Classifique a orações do período:
-
Oração principal:
Meus pais me ensinaram
-
Oração subordinada substantiva objetiva direta:
que a frustração é algo inevitável.
4. Identifique os termos essenciais:
-
Da oração principal:
-
Sujeito: meus pais;
-
Predicado: me ensinaram;
-
-
Da oração subordinada:
-
Sujeito: a frustração;
-
Predicado: é algo inevitável.
-
5. Classifique o sujeito:
-
Da oração principal: sujeito simples (um núcleo = pais);
-
Da oração subordinada: sujeito simples (um núcleo = frustração).
6. Classifique o predicado:
-
Da oração principal: predicado verbal;
-
Da oração subordinada: predicado nominal.
7. Identifique os termos integrantes da oração
No período que estamos analisando, temos uma oração que exerce função de objeto direto:
Meus pais me ensinaram que a frustração é algo inevitável.
(oração subordinada objetiva direta)
Também é possível apontar o objeto indireto “me” na oração principal:
Meus pais me ensinaram
(obj. indireto)
As funções de complemento nominal e agente da passiva não estão presentes nos períodos analisados. Afinal, um período não vai ser composto por todos os termos da oração. É por isso que fazemos a análise sintática, para apontar cada um dos termos presentes.
8. Identifique os termos acessórios da oração:
-
o pronome “meus” em:
Meus pais me ensinaram
-
o artigo “a” e o adjetivo “inevitável” em:
que a frustração é algo inevitável.
Exercícios resolvidos sobre análise sintática
Questão 1
Faça a análise sintática deste período:
Altamira era avessa a livros e só lia revistas.
Agora, analise estas informações:
I- O período é composto e apresenta oração subordinada.
II- O período não apresenta termos essenciais da oração.
III- O período apresenta termos integrantes da oração.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):
A) I apenas.
B) II apenas.
C) III apenas.
D) I e II apenas.
E) I, II e III.
Resolução: Alternativa C.
O período é composto pelas orações coordenadas “Altamira era avessa a livros” e [Altamira] “só lia revistas”. Ele apresenta termos essenciais da oração, já que “Altamira” é sujeito e são predicados “era avessa a livros” e “lia revistas”. O período também apresenta termos integrantes da oração, como “a livros” (complemento nominal) e “revistas” (objeto direto).
Questão 2
Faça a análise sintática deste período:
Um lindo pássaro de bronze foi erguido na praça.
Agora, marque V (verdadeiro) ou F (falso) para as seguintes afirmações:
( ) A palavra “lindo” é um adjunto adnominal.
( ) O sujeito “um lindo pássaro de bronze” é composto.
( ) O período apresenta uma oração absoluta e um adjunto adverbial.
A sequência correta é:
A) V, V, F.
B) F, V, V.
C) V, F, F.
D) V, F, V.
E) F, V, F.
Resolução: Alternativa D.
O adjetivo “lindo” qualifica e acompanha o substantivo “pássaro”, sendo, portanto, um adjunto adnominal. O sujeito simples “um lindo pássaro de bronze” possui apenas um núcleo, ou seja, a palavra “pássaro”. Por fim, o período apresenta uma oração absoluta, isto é, apenas uma oração, além do adjunto adverbial de lugar “na praça”.
Fontes
BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. 40. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2024.
CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima gramática da língua portuguesa. 49. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2020.
SANTOS, Márcia Angélica dos. Aprenda análise sintática. 6. ed. São Paulo: Saraiva, 2003.