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Diferenças entre conjunção integrante e pronome relativo

Encontrarmo-nos diante de um mesmo vocábulo, estando ele uma vez demarcado em contextos linguísticos distintos, representa, sem dúvida, um fato recorrente quando nos situamos em meio aos estudos da língua propriamente dita. Diante de tal questão, resta-nos considerar se realmente estamos aptos para compreender e atribuir a essas palavras as classificações adequadas, sim? Por esse motivo, sentimo-nos então motivados a propor a discussão que agora se firma, cujo intuito maior é fazer com que essas habilidades sejam sempre manifestadas, obtendo como consequência disso a sua competência linguística, cada vez mais aprimorada.  Mas antes de prosseguirmos, nada que alguns exemplos não nos façam compreender de forma ainda mais efetiva:

Nós queremos [que você tão logo venha nos visitar.]

Voltando àquela velha e aplicável prática de fazermos a pergunta ao verbo, no sentido de encontrarmos o complemento, analisemos:

“Nós queremos” - Temos uma oração que se constitui de um sujeito e predicado, cujo aspecto a faz se apresentar como a oração principal do período em questão.

Mas, o quê queremos?

Que você tão logo venha nos visitar.

Encontramos, pois, o que faltava para que o verbo “querer” se apresentasse dotado de sentido – o que nos faz inferir que se trata de um objeto direto, dada a não presença da preposição. Contudo, outro elemento se faz preponderante nessa questão – demarcado pela palavra “que”. Ele, por sua vez, iniciou a segunda oração, que em termos de classificação, apresenta-se como uma oração subordinada substantiva objetiva direta.  Dessa forma, dispondo da competência necessária, podemos classificá-lo (o termo em destaque) como sendo uma conjunção integrante, haja vista que introduz as orações subordinadas substantivas.

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Vamos a outro exemplo:

Os garotos [que estão de férias] foram se divertir durante esta semana.

Desejando substituir a palavra demarcada por “os quais”, tal procedimento em nada acarretaria para a clareza da mensagem, como expresso a seguir:

Os garotos os quais estão de férias foram se divertir durante esta semana.

Partindo desse princípio, ou seja, o da substituição, constatamos que a palavra demarcada (que) substitui uma palavra anteriormente expressa, que no caso se refere a “garotos”.  Outra questão, não menos relevante, diz respeito ao fato dele introduzir uma oração subordinada adjetiva restritiva.

Com base então em tais pressupostos, afirmamos se tratar de um pronome relativo.

Aspectos específicos demarcam as diferenças entre conjunção integrante e pronome relativo
Aspectos específicos demarcam as diferenças entre conjunção integrante e pronome relativo
Publicado por: Vânia Maria do Nascimento Duarte
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