Anemia de Fanconi

A Anemia de Fanconi caracteriza-se pela falência medular progressiva e pelas malformações congênitas.

A Anemia de Fanconi (AF), também chamada de Síndrome da Pancitopenia de Fanconi, é uma doença genética rara de caráter recessivo. Diversos são os genes responsáveis pela AF, porém todos atuam controlando o mecanismo de reparo do DNA.

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Ela foi descrita pela primeira vez em 1927, por Guido Fanconi, em um trabalho que avaliou uma família com três crianças que apresentavam alterações congênitas, hipogonadismo e comprometimento medular. Acredita-se que a doença atinja um em cada 100 mil indivíduos nascidos vivos. A frequência da AF no Brasil ainda é desconhecida.

Essa doença caracteriza-se principalmente por um comprometimento da medula que leva a uma falência medular progressiva (pancitopenia). A manifestação clínica inicia-se ainda na infância, com cerca de nove anos de idade, entretanto a maioria dos casos só é diagnosticada na fase adulta. A expectativa de vida desses pacientes é, em média, 30 anos, sendo a pancitopenia e a predisposição ao câncer os fatores que influenciam nessa morte precoce.

Portadores da doença apresentam frequentemente anormalidades congênitas, tais como malformações cardíacas e renais, bem como defeitos esqueléticos. Além disso, é comum o retardo mental, problemas no crescimento e diminuição na função das gônadas (hipogonadismo). Podem ser observadas na pele de alguns pacientes manchas que possuem coloração que se assemelha a café com leite.

Portadores da AF frequentemente apresentam uma maior predisposição às neoplasias, entre as quais se destacam a leucemia e os tumores sólidos. Acredita-se que nessas pessoas o risco de desenvolvimento de uma leucemia mieloide é 700 vezes maior que em pessoas normais. A anemia é um dos últimos sintomas a se instalar.

Entre os defeitos esqueléticos, destaca-se a ausência de alguns dedos e do rádio (um dos dois ossos que constituem o antebraço), bem como o surgimento de polegares bífidos. Além disso, são observadas malformações das vértebras, escoliose e alteração na implantação dos dedos dos pés.

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A falência progressiva da medula óssea geralmente ocorre na infância, com a redução dos valores hematimétricos. Classifica-se o comprometimento da medula em três graus: grau I (sem falha medular), grau II (falha medular inicial) e grau III (falha medular avançada).

O diagnóstico é feito principalmente por um exame denominado Teste de Sensibilidade ao Diepoxibutano, que é responsável por detectar quebras ou mutações cromossômicas nas células do sangue.

O tratamento deve ser feito com acompanhamento de diversos profissionais da saúde, tais como ortopedistas, endocrinologistas e otorrinolaringologistas, para melhorar as condições de vida desses pacientes. Geralmente é feito transplante de medula óssea para que sejam corrigidos os problemas hematológicos. Vale destacar que é fundamental o aconselhamento genético para todos os membros da família.

A Anemia de Fanconi é uma doença genética determinada por diversos genes
A Anemia de Fanconi é uma doença genética determinada por diversos genes
Escritor do artigo
Escrito por: Vanessa Sardinha dos Santos Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Goiás (2008) e mestrado em Biodiversidade Vegetal pela Universidade Federal de Goiás (2013). Atua como professora de Ciências e Biologia da Educação Básica desde 2008.

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