Natação
A natação é um dos esportes mais antigos praticados pela humanidade. Atualmente ela é realizada em quatro estilos: crawl, costas, peito e borboleta. A maioria das competições de natação são realizadas em piscinas internas ou externas, mas existem também as maratonas aquáticas, realizadas em águas abertas, e o nado artístico, conhecido como nado sincronizado.
A natação é uma modalidade olímpica, e está presente desde a primeira edição das Olimpíadas, enquanto as outras modalidades foram acrescentadas ao longo dos anos. Nadar oferece muitos benefícios para a saúde, desde a primeira infância, no decorrer da vida do praticante.
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Resumo sobre natação
- A natação é uma atividade praticada pela humanidade desde as primeiras civilizações.
- Oferece benefícios para todas as faixas etárias.
- Auxilia no desenvolvimento e no fortalecimento do sistema cardiorrespiratório e na recuperação de lesões.
- A natação é um dos esportes olímpicos mais antigos, presente desde a primeira edição das Olimpíadas modernas.
- Existem quatro estilos de nado, crawl, costas, peito e borboleta.
- A maratona aquática e o nado artístico são outras modalidades de natação.
- A natação no Brasil foi influenciada pelo remo e surgiu oficialmente somente no final do século XIX.
- Povos indígenas já praticavam natação antes do desenvolvimento do esporte no Brasil.
- A primeira participação brasileira na natação olímpica foi em Antuérpia, em 1920.
- O Brasil tem 21 medalhas olímpicas na natação.
- A natação paralímpica é separada em classes para que os atletas possam participar da competição.
- O brasileiro Daniel Dias é o maior medalhista na natação paralímpica da categoria masculina.
- Na Antiguidade Clássica, a natação era tão importante quanto a leitura.
- A natação começou a ser organizada como esporte na Inglaterra, no século XIX.
Benefícios da natação
A natação, bem como a prática de outras atividades físicas, apresenta inúmeros benefícios para o bem-estar do ser humano, que podem variar acordo com a necessidade de cada praticante. Durante a primeira infância, de 0 a 6 anos, a prática da natação pode melhorar o tônus muscular, a capacidade de equilíbrio, a coordenação, a agilidade, a lateralidade, e, principalmente, o sistema cardiorrespiratório, além de auxiliar o bebê a andar mais cedo.
Na adolescência, a natação tem o poder de atenuar a tensão gerada pelas mudanças enfrentadas durante a transição da infância para a vida adulta. Além disso, também auxilia no desenvolvimento cognitivo e corporal. A prática da natação pode servir como uma válvula de escape do cotidiano e das responsabilidades da vida adulta. Também é comum que adultos procurem a natação por recomendação médica, para recuperar dores musculares e articulares.
Para idosos, é uma boa opção de atividade física por exigir uma sobrecarga menor nas articulações e reduzir a possibilidade de lesões e quedas. A prática de exercícios aquáticos na terceira idade também serve para prevenir doenças, como a osteoporose, e para melhorar o equilíbrio.
Além de oferecer benefícios nas várias fases da vida, a natação também auxilia na evolução em aspectos fisiológicos, motores, sociais e cognitivos de crianças com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), quando trabalhada de forma a suprir as necessidades dos alunos. Também pode ser utilizada no processo de reabilitação do sistema respiratório pós-covid-19 ou outras doenças respiratórias. A capacidade de treinar e fortalecer os músculos da via respiratória melhora a expansão torácica e auxilia na respiração.
→ Objetivos da natação
Os objetivos da prática da natação são relativos, variam de acordo com a pessoa que realiza essa atividade, e também estão relacionados aos benefícios que a natação pode oferecer aos seus praticantes. Portanto, são objetivos da natação:
- Melhorar a respiração: trabalha a fortificação e tonificação das vias respiratórias.
- Aliviar dores musculares: atua na diminuição de espasmos e no relaxamento muscular.
- Melhorar o equilíbrio corporal: proporciona uma melhora significativa na estabilidade do corpo.
- Aliviar dores articulares: possibilita manutenção e aumento da amplitude articular.
- Desenvolver a coordenação motora: exercita membros superiores e inferiores de forma simultânea.
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Modalidades da natação
A natação é dividida em quatro estilos:
- crawl,
- borboleta,
- costa e
- peito.
As competições de natação são separadas por estilo de nado. É possível competir em um único tipo de modalidade ou no estilo medley, em que o competidor percorre os quatro estilos de nado diferentes. Nas Olimpíadas, também são realizadas competições em outras duas modalidades de natação: maratona aquática e nado artístico. Confira a seguir as características de cada modalidade:
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Nado crawl
O nado crawl, conhecido como estilo livre, é o estilo de natação mais rápido e pode ser considerado uma habilidade motora contínua. Esse estilo é muito popular tanto entre nadadores profissionais quanto entre entusiastas da natação.
No nado crawl, os braços desempenham função locomotora e as pernas têm função equilibradora. O nadador fica com o corpo estendido e a barriga para baixo, e deve combinar a respiração com batidas de pernas alternadas, com a movimentação contínua e circular dos braços.
A respiração no nada crawl pode ser feita de três maneiras: bilateral, unilateral e sem respirar de forma contínua. A respiração bilateral é usada para que o nadador mantenha um melhor equilíbrio, ao respirar para ambos os lados; a unilateral é feita somente para um lado, o que pode fazer o nadador pender para esse lado; a respiração contínua é a mais fácil, mas impede que o nadador tenha uma propulsão contínua e, por segurar muito a respiração, ele pode ter dificuldades de manter a técnica.
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Nado costas
A técnica do nado costas se assemelha bastante à do nado crawl. Nesse estilo, o nadador está de costas com a cabeça apoiada na água, de forma que orelhas e nuca ficam submersas. Essa posição facilita a respiração, uma vez que o rosto do nadador fica fora da água. Os braços produzem um movimento circular completo, entrando na água, acima da cabeça, e realizando um impulso na altura dos quadris.
Já as pernas mantêm um movimento de batimento constante e ritmado, gerando estabilidade e impulso adicional. Os joelhos e pés devem acompanhar os movimentos da perna, estendendo e flexionando quando necessário. Inicialmente, a finalidade do nado costas era a de proporcionar uma flutuação que pudesse descansar o nadador. O estilo surgiu como forma de competição somente nos Jogos Olímpicos de Paris, em 1900.
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Nado peito
O estilo de nado peito foi o primeiro a ser usado de forma competitiva, quando a natação começou a ser organizada como esporte de competição, no século XIX. Nesse estilo, o corpo mantém a flutuação natural e o nadador pode visualizar melhor sua direção, devido à posição do corpo.
O corpo do nadador permanece o tempo todo submerso, apenas com a cabeça acima da água, em momentos de respiração. O quadril deve afundar somente o necessário para que o nadador possa realizar a flexão de joelhos, sem elevar o calcanhar à superfície da água. O movimento dos braços deve ser coordenado com os movimentos das pernas, logo, as braçadas se tornam mais curtas, embaixo do peito, e são utilizadas como suporte da respiração e das pernadas.
Devido a alterações nas competições de nado, o estilo peito já foi extinto como modalidade competitiva, além de ter sofrido mudanças de regras. O nado peito também ficou conhecido como “movimentos da rã e do sapo”, “braçada inglesa”, “braçada francesa” e “nado chicotaço”.
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Nado borboleta
A posição do corpo no nado borboleta se assemelha à posição do nado crawl, no entanto, os braços e as pernas se movimentam de forma simultânea. Durante a execução desse estilo, o corpo deve assumir três posições que atuam na redução da resistência hidrostática da água:
- o corpo deve estar mais nivelado durante a primeira braçada, alinhado com o deslocamento para cima e para frente do quadril;
- a segunda batida de perna não deve ser muito forte, para evitar que o nadador erga muito o quadril;
- nesse momento, a força deve ser usada para impedir o afundamento do quadril.
O movimento das pernas é importante para dar velocidade à propulsão, de forma a realizar uma ondulação fundamental para a propulsão e as braçadas satisfatórias. Como nesse estilo há momento que não é gerada uma força propulsiva, a coordenação dos membros é fundamental para a eficiência no nado.
O estilo de nado borboleta é o mais novo dos quatro, e surgiu por causa de falhas nas regras do nado peito, na década de 1930. Foi somente duas décadas depois que o nado borboleta passou a ser considerado como um estilo competitivo.
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Maratona aquática
As maratonas aquáticas são competições em que os participantes devem realizar o percurso de 10 km em águas abertas, como mar, rios e lagos. As largadas são realizadas em massa, e os participantes saltam de uma plataforma para a água, todos juntos. Por ser praticada em águas abertas, os atletas devem se adaptar a mudanças de correntes e ao contato com outros competidores. Também é um teste de força mental, capacidade técnica e resistência física.
Esse conceito foi inventado quando o capitão Matthew Webb realizou a primeira travessia do Canal da Mancha, que separa a ilha da Grã-Bretanha do norte da França, em 1875. Nos Jogos Olímpicos, a maratona aquática foi praticada oficialmente pela primeira vez em Pequim 2008.
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Nado artístico
Também conhecido como nado sincronizado, o nado artístico tem suas origens nas acrobacias aquáticas. Essa modalidade é relativamente nova e inicialmente era chamada de balé aquático, quando foi praticada pela primeira vez no final do século XIX.
A forma como o nado artístico é realizado atualmente foi desenvolvida por Katherine Curtis, que idealizou a combinação de acrobacias aquáticas com músicas. Foi durante uma apresentação de seus alunos na Feira Century of Progress, de Chicago, de 1933-1934, que o locutor e ex-medalhista olímpico Norman Ross chamou a modalidade de “nado sincronizado”.
O nado artístico se tornou uma modalidade olímpica somente na edição de Los Angeles 1984, com a entrega de medalhas para duplas femininas e solo feminino. No entanto, em Helsinque 1952, a modalidade já havia participado das Olimpíadas como esporte de demonstração.
Regras da natação
Durante as competições, os nadadores largam ao som de um sinal, após completar o trajeto da prova, o primeiro nadador a tocar a parede da piscina é o vencedor. Os competidores que mergulharem na piscina antes do sinal de largada estão automaticamente desclassificados. As provas individuais são separadas por gênero.
Em todas as provas, quando o nadador realizar uma virada ou na chegada final, é preciso que ele toque na parede da piscina. Nos estilos livre, peito e borboleta os nadadores largam de uma plataforma elevada, enquanto no estilo costas, os competidores partem já da piscina, segurando no bloco de largada. No revezamento medley, o nado costas inicia a prova.
Em provas de revezamento, as equipes devem ser compostas por quatro nadadores; no revezamento misto, devem ter dois homens e duas mulheres. Os demais atletas da equipe saem do bloco de largada após o nadador anterior tocar na parede da piscina. Não é permitido que os nadadores utilizem qualquer vestimenta ou dispositivo que auxilie na velocidade, flutuabilidade ou resistência durante a prova, como luvas, nadadeiras ou substâncias adesivas.
Natação no Brasil
Os povos nativos já praticavam a natação, não como um esporte de competição, mas como forma de fugir de ataques de animais ferozes. A natação esportiva surgiu, no Brasil, somente no final do século XIX, influenciada pelo remo, muito praticado no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Em 1897, foi fundada a União de Regatas Fluminense, no Rio de Janeiro, pelos clubes Icaraí, Gragoatá, Flamengo e Botafogo. A instituição, renomeada de Conselho Superior de Regatas e Federação Brasileira das Sociedades de Remo, realizou a primeira competição de 1.500 m no ano seguinte.
O primeiro brasileiro a conquistar vitórias internacionais na natação foi Abraão Saliture, que venceu as provas de 100 m e 500 m de nado livre em Montevidéu, no Uruguai. A natação como esporte competitivo foi regulamentada, no Brasil, pela Federação Brasileira das Sociedades de Remo em 1912 e, no ano seguinte, aconteceu o primeiro campeonato nacional.
O Brasil estreou na natação olímpica nos Jogos de Antuérpia, em 1920. Porém, somente na edição de Berlim, em 1936, o país teve uma representante mulher, Maria Lenk, que foi semifinalista dos 200 m costas. O primeiro brasileiro a atravessar o Canal da Mancha a nado foi Abílio Couto, em 1958. Por esse feito ele se transformou em um dos primeiros mitos da natação brasileira.
Natação nas Olimpíadas
A natação está presente nos Jogos Olímpicos modernos desde Atenas 1896, sendo um dos esportes mais antigos da competição. Nas Olimpíadas, a natação pode ser disputada de forma individual e coletiva, em piscinas internas ou externas, com 50 m de comprimento e oito raias. Além da modalidade em piscinas, também são disputadas a maratona aquática, que tem o percurso de 10 km em águas abertas, e o nado artístico, conhecido como nado sincronizado.
A primeira vez que foi utilizada uma piscina para a competição de natação das Olimpíadas foi nos Jogos de Londres 1908, até então, as disputas eram feitas no mar, em rios e lagos. Foi somente na edição de 1912, realizada em Estocolmo, que mulheres passaram a competir na natação olímpica.
A prova individual de natação mais curta é de 50 m no estilo livre; nos estilos costas, peito e borboleta, a prova mais curta é de 100 m. O uso de óculos de natação passou a ser permitido na competição a partir dos Jogos de Montreal, em 1976. Nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, os nadadores puderam utilizar roupas de neoprene, popularmente conhecida como “roupa de borracha”. Esse traje oferece isolamento térmico e melhor flutuabilidade. Mas, devido às inúmeras quebras de recordes nessa edição, a veste foi banida no ano seguinte.
O atleta com maior número de medalhas olímpicas na natação é o estadunidense Michael Phelps, ao todo ele ganhou 28 medalhas: 23 ouros, três pratas e dois bronzes. Da mesma forma, os Estados Unidos da América são o principal país na natação olímpica.
Natação nas Paralimpíadas
Nas Paralimpíadas, a natação é competida nos quatro estilos, crawl, costas, peito e borboleta, além do medley. Os atletas passam por uma classificação esportiva para serem separados em classes de disputa funcional (para atletas com deficiência física), visual e intelectual.
Nadadores com menor grau de funcionalidade física podem realizar a largada de dentro d’água ou contam com o auxílio de um staff. Esse auxílio é feito somente para transferência da cadeira para o bloco ou equilíbrio — não é permitido nenhum tipo de impulso. Atletas com deficiências visuais também podem largar de dentro da água, caso não consigam sair do bloco. Além disso, eles recebem o auxílio do tapper, um profissional ou voluntário que utiliza um bastão com ponta de espuma para sinalizar aos atletas a proximidade das bordas.
No Brasil, a natação é comandada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro. É nesse esporte que o Brasil tem a segunda maior condecoração nos Jogos Paralímpicos, somente atrás do atletismo. São ao todo 125 medalhas para a natação brasileira nas Paralimpíadas. O nadador Daniel Dias é o brasileiro com maior número de medalhas: são 26 conquistas, um total que lhe rendeu também o título de maior nadador paralímpico no masculino.
Medalhistas olímpicos da natação no Brasil
Em Olimpíadas, o Brasil tem 15 atletas que receberam medalhas na natação. Ao todo, são 21 medalhas olímpicas para brasileiros no esporte: um ouro, duas pratas e 18 bronzes. O primeiro brasileiro a receber uma medalha olímpica na natação foi Tetsuo Okamoto, que ganhou bronze nos 1500 m livres em Helsinque 1952. O único ouro olímpico do Brasil na natação é de Cesar Cielo, nos 50 m livres, em Pequim 2008.
Veja quem foram os brasileiros que já receberam medalha olímpica na natação:
- Bruno Giuseppe Fratus;
- Carlos Alberto Borges Jayme;
- Cesar Augusto Cielo Filho;
- Cyro Marques Dogado;
- Djan Garrido Madruga;
- Edvaldo Valério Silva Filho;
- Fernando de Queiroz Scherer;
- Fernando Muhlenberg Sheffer;
- Gustavo França Borges;
- Jorge Luiz Leite Fernandes;
- Manoel dos Santos Júnior;
- Marcus Labore Mattioli;
- Ricardo Prado;
- Tetsuo Okamoto;
- Thiago Machado Vilela Pereira.
Natação infantil
Ainda dentro do útero, os bebês estão adaptados ao meio líquido, por essa razão eles apresentam um desempenho surpreendente durante aulas de natação infantil. A prática dessa atividade proporciona às crianças um desenvolvimento natural e espontâneo em sua evolução. Exercícios de natação que respeitam o desenvolvimento maturacional e neuromotor das crianças proporcionam o fortalecimento muscular bem como auxiliam na lateralidade, no equilíbrio, na orientação espacial e na coordenação motora. Além disso, possibilitam que as crianças andem mais cedo.
A idade mínima para o início das aulas não é um consenso entre especialistas, mas a natação pode ser praticada a partir de três a seis meses de vida. Além do desenvolvimento físico, a natação infantil permite que a criança progrida em aspectos afetivos e trabalhe a autoconfiança e a criatividade.
O tempo de aula também pode ser uma forma de estabelecer o convívio e o vínculo entre o bebê e seus pais ou responsáveis, uma vez que eles participam das atividades. A presença dos pais é importante para que eles adquiram confiança no desenvolvimento da criança na água e possam compreender as técnicas adequadas para manejar os bebês nesse ambiente.
A relação entre a natação e a mobilidade desenvolvida na água exige da criança uma organização psicomotora e estabelece novas informações sinestésicas que auxiliam no processo de aprendizagem. A natação também contribui no aspecto neuromotor das crianças e pode ser uma via para monitoramento de seu desenvolvimento. Os professores devem estar atentos à reação dos alunos e alertar aos pais sobre possíveis problemas neurológicos. Dessa forma, a natação também pode ser utilizada como prevenção e tratamento de doenças e patologias.
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História da natação
A história da natação remete às primeiras civilizações, que se desenvolveram próximas de rios, lagos e oceanos. Arqueólogos encontraram pinturas rupestres que indicam a prática da natação. Além das necessidades físicas, essas civilizações perceberam na água a possibilidade de entretenimento e diversão. Acredita-se que o homem desenvolveu a forma de nadar ao observar animais aquáticos, percebendo que, ao modificarem a posição, saindo de bípede para quadrúpede, sua locomoção era facilitada.
Na Antiguidade Clássica, nadar era tão importante quanto saber ler e era parte do treinamento de soldados. Para os romanos, banhos públicos eram espaços de lazer e socialização. No Japão, a natação passou a ser parte obrigatória da grade escolar ainda no século XVI. Já no Ocidente, ganhou popularidade no século XIX quando as técnicas foram aprimoradas e surgiram os estilos de natação.
As primeiras provas de natação aconteceram em 1837, em Londres, quando o Lord Byron nadou em público pela primeira vez. Logo após esse episódio, a ideia de nadar em público se popularizou. Dois anos depois já existiam seis piscinas na cidade. Nessa época, a maioria das provas eram realizadas em águas abertas, como mar, rios ou lagos. Um dos primeiros marcos da história da natação aconteceu em 1875, quando o capitão inglês Matthew Webb atravessou o Canal da Mancha, uma distância de aproximadamente 33 km em 22 horas.
A natação esteve presente nas Olimpíadas, como uma modalidade esportiva, desde a sua primeira edição moderna, em 1896. Inicialmente, a competição ocorria no mar e era separada em três provas: 100, 500 e 1.200 metros livres. Foi somente em 1908, nos Jogos Olímpicos de Londres, que a natação passou a ser disputada em piscinas.
Créditos das imagens
[1], [2] e [5] A.RICARDO/ Shutterstock
[4] Victor Velter/ Shutterstock
Fontes
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