Hibernação

Segundo o dicionário, hibernação significa sono letárgico de certos animais durante o inverno. Esta letargia é conseqüência de uma grande redução no metabolismo – e temperatura e é uma maneira dos animais homeotérmicos sobrevi- verem durante o inverno e/ou quando a disponibilidade de alimentos é escassa, podendo durar muitos meses.
Nestes momentos, o corpo busca formas de sobrevivência, evitando perda de energia desnecessária para ter condições de manter a temperatura corporal e, consequentemente, as funções vitais. Em frios intensos e prolongados, essa “economia de energia” já não basta e, assim, determinados animais hibernam. O primeiro passo é uma queda da temperatura corporal até que seus níveis sejam próximos aos da temperatura ambiente. A taxa metabólica, a freqüência cardíaca, taxa de respiração e capacidades sensoriais também diminuem. Assim, há uma redução nos gastos energéticos.
Muitos animais buscam abrigos para se hibernarem, outros fazem tocas ou casulos, podendo ficar em grupos ou solitários. Apesar destes indivíduos se submeterem a condições de pouco gasto de energia, esta é necessária para manter suas funções vitais e para o uso ao fim da hibernação - período onde há o maior gasto energético.
Assim, muitos se alimentam bastante antes da letargia, acumulando o suprimento na forma de gordura; outros, ainda, despertam em alguns momentos para alimentarem-se, eliminar excreções e para ativação do sistema imunológico, eliminando patógenos que tenham invadido seu corpo.
Há nos hibernantes a gordura marrom, um tecido adiposo rico em mitocôndrias, as quais liberam energia em forma de calor. Ao fim da hibernação, o sistema nervoso ativa a contração de certos músculos para aquecimento do corpo (é o mesmo mecanismo que nos faz tremer, quando sentimos frio) e as mitocôndrias do tecido marrom entram em grande atividade, contribuindo para a elevação da temperatura e das funções vitais normais do animal.
Muitos roedores, morcegos e aves hibernam, nas épocas extremas do ano. Entretanto, o urso, ao contrário do que a maioria das pessoas acredita, não é considerado um verdadeiro hibernante: apesar de dormir durante quase todo o inverno, não tem a temperatura do corpo diminuída e tampouco entra em estado de letargia. Assim, considera-se que este animal – inclusive o urso polar – passa por momentos de estivação.
Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia
Nestes momentos, o corpo busca formas de sobrevivência, evitando perda de energia desnecessária para ter condições de manter a temperatura corporal e, consequentemente, as funções vitais. Em frios intensos e prolongados, essa “economia de energia” já não basta e, assim, determinados animais hibernam. O primeiro passo é uma queda da temperatura corporal até que seus níveis sejam próximos aos da temperatura ambiente. A taxa metabólica, a freqüência cardíaca, taxa de respiração e capacidades sensoriais também diminuem. Assim, há uma redução nos gastos energéticos.
Muitos animais buscam abrigos para se hibernarem, outros fazem tocas ou casulos, podendo ficar em grupos ou solitários. Apesar destes indivíduos se submeterem a condições de pouco gasto de energia, esta é necessária para manter suas funções vitais e para o uso ao fim da hibernação - período onde há o maior gasto energético.
Assim, muitos se alimentam bastante antes da letargia, acumulando o suprimento na forma de gordura; outros, ainda, despertam em alguns momentos para alimentarem-se, eliminar excreções e para ativação do sistema imunológico, eliminando patógenos que tenham invadido seu corpo.
Há nos hibernantes a gordura marrom, um tecido adiposo rico em mitocôndrias, as quais liberam energia em forma de calor. Ao fim da hibernação, o sistema nervoso ativa a contração de certos músculos para aquecimento do corpo (é o mesmo mecanismo que nos faz tremer, quando sentimos frio) e as mitocôndrias do tecido marrom entram em grande atividade, contribuindo para a elevação da temperatura e das funções vitais normais do animal.
Muitos roedores, morcegos e aves hibernam, nas épocas extremas do ano. Entretanto, o urso, ao contrário do que a maioria das pessoas acredita, não é considerado um verdadeiro hibernante: apesar de dormir durante quase todo o inverno, não tem a temperatura do corpo diminuída e tampouco entra em estado de letargia. Assim, considera-se que este animal – inclusive o urso polar – passa por momentos de estivação.
Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia
Publicado por Mariana Araguaia de Castro Sá Lima
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