A Revolta da Armada

Em seus primeiros anos, o regime republicano brasileiro foi alvo de uma série de revoltas que colocavam em xeque a vigência do poder constituído. Mediante um cenário político confuso e sem grandes forças hegemônicas, os militares tentavam dar forma a uma república de feição centralizada. Em contrapartida, grupos civis e outras dissidências do próprio Exército Brasileiro almejavam uma participação efetiva na inédita situação política do país.

Nesse quadro de disputas, alguns membros da Marinha se viam completamente afastados do processo de organização do novo Estado. Já em 1891, em meio aos choques entre Deodoro da Fonseca e os deputados das elites cafeicultoras, a Marinha organizou um movimento que exigia a renúncia do presidente. Sob a chefia do almirante Custódio de Mello, navios de guerra apontaram seus canhões para a capital do país e deram fim ao mandato do marechal.

Em seu lugar, o vice-presidente Floriano Peixoto assumiu o posto presidencial com o expresso apoio dos cafeicultores. Os membros da Marinha, que haviam participado da revolta, foram estrategicamente prestigiados com a ascensão de Custódio de Mello ao Ministério da Guerra. Nesse primeiro instante, as conturbações políticas pareciam ter sido eficazmente contornadas. Contudo, em 1893, ano que antecedia as novas eleições, Custódio de Mello organizou outra revolta contra o governo.

Dessa vez, a insatisfação se dava pelo fato do presidente Floriano Peixoto apoiar o candidato civil Prudente de Morais nas próximas eleições. Dessa forma, os navios da Armada se dirigiram mais uma vez à Baía de Guanabara para impor uma nova ameaça de bombardeio à cidade do Rio de Janeiro. Contudo, ao contrário da primeira vez, Floriano resistiu ao levante com a aquisição de outros navios de guerra e o apoio dos paulistas.

Não resistindo à reação imposta na capital, os militares insurgentes se deslocaram para a região sul no intuito de dar sobrevida à revolta. Nesse instante foi buscada uma aliança com os participantes da Revolução Federalista, que havia eclodido na região sul do país. Apesar da tentativa, as tropas oficiais conseguiram abafar o movimento e preservar a integridade do governo florianista. Em março de 1894, os focos de tensão haviam sido integralmente controlados.

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O governo de Floriano Peixoto resistiu aos ataques promovidos pelos membros da Marinha.
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Publicado por: Rainer Gonçalves Sousa
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