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Vulcanização da Borracha

Para melhorar a qualidade da borracha e deixá-la propicia para ser usada industrialmente para as mais diversas finalidades, ela precisa passar por um processo denominado vulcanização.

A vulcanização da borracha é a adição de enxofre sob aquecimento e na presença de catalisadores. Durante esse processo, os átomos de enxofre quebram as ligações duplas e formam ligações unindo as moléculas da borracha, que são os poli-isoprenos.

Essa nova estrutura é melhor porque, como se pode ver na imagem abaixo, sem a vulcanização, as moléculas de poli-isopreno podem deslizar umas sobre as outras. Agora, com a realização da vulcanização, os átomos de enxofre unem as estruturas lineares iniciais, formando pontes de enxofre que aumentam a resistência e a dureza da borracha.

Processo de vulcanização da borracha

Quanto mais enxofre for adicionado à borracha, maior será a sua dureza:

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  • Borrachas comuns: 2% a 10% de teor de enxofre;
  • Borrachas usadas em pneus: 1,5% a 5% de teor de enxofre;
  • Borrachas empregadas em revestimentos protetores de máquinas e aparelhos de indústrias químicas: cerca de 30% de teor de enxofre.

Estrutura molecular da borracha vulcanizada, constituída por fios de poli-isopreno de enxofre reticulados

Esse processo foi descoberto por Charles Goodyear (1800-1860) em 1838. Ele percebeu que uma mistura de borracha e enxofre que caiu sobre o fogão quente não chegou a derreter, mas apenas queimou um pouco. Com isso, ele percebeu que com a adição de enxofre, a borracha tornava-se mais resistente.

Charles Goodyear
Charles Goodyear

Foi o próprio Goodyear que deu o nome para esse processo de vulcanização, em homenagem ao deus grego do fogo, Vulcano.

A borracha usada na fabricação de câmaras de ar de pneus recebe um teor de 1,5% a 5% de enxofre, no processo de vulcanização
A borracha usada na fabricação de câmaras de ar de pneus recebe um teor de 1,5% a 5% de enxofre, no processo de vulcanização
Publicado por: Jennifer Rocha Vargas Fogaça
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