Você está aqui
  1. Mundo Educação
  2. Biologia
  3. Gravidez
  4. Fertilização in vitro

Fertilização in vitro

A fertilização in vitro (FIV), conhecida popularmente como “bebê de proveta”, é um procedimento da reprodução assistida adotado quando a mulher, ou casal, tem dificuldades de engravidar; e tratamentos mais simples não surtiram efeito.

Geralmente tratam-se casos em que há:

- Obstrução em ambas as tubas uterinas;
- Endometriose mais significativa;
- Ovários policísticos;
- Alterações seminais;
- Insucesso na reversão de laqueadura tubária;
- Pouca produção de espermatozoides;
- Espermatozoides “lentos” (com pouca motilidade);
- Infertilidade sem causa aparente;
- Mulher com idade acima de 37 anos.

Diferentemente do que ocorre na inseminação artificial, na FIV a fecundação ocorre fora do corpo da mulher.

Um dos primeiros passos para realizar tal procedimento é o bloqueio da liberação de hormônios que estimulam o funcionamento dos ovários, permitindo acompanhar com mais facilidade o estágio de desenvolvimento dos folículos. Para tal, são utilizados fármacos específicos.

Em seguida, também com o uso de determinados alopáticos, inicia-se a estimulação ovariana, com o objetivo de provocar a ovulação. Tais etapas duram aproximadamente 15 dias, e são monitoradas via ultrassom.

Pouco mais de um dia após esse evento, os folículos ovarianos são aspirados, por meio de uma agulha e um aparelho especial de sucção. Como é bem rápido (cerca de 10 minutos) e basicamente indolor, a mulher estará liberada mais ou menos uma hora após este procedimento, que também é acompanhado pela ultrassonografia.

Os folículos serão transferidos para uma solução nutritiva, e mantidos em uma estufa. Nessa mesma data, será colhido o esperma do companheiro ou doador. Ovócitos e espermatozoides serão então analisados, com a finalidade de selecionar os mais aptos para serem fecundados.

Os gametas selecionados serão colocados em uma placa de petri ou tubo de ensaio, com meio de cultura adequado, em uma incubadora, estando em condições de temperatura e umidade semelhantes às encontradas nas trompas uterinas – local em que a fecundação geralmente ocorre. A proporção é de aproximadamente 100 mil espermatozoides móveis para cada ovócito. Cerca de dezoito horas depois, já há como saber se ocorreu ou não a fertilização.

Caso os resultados sejam favoráveis, alguns embriões (geralmente até 3 deles) serão transferidos para o corpo feminino. Para tal, utiliza-se um cateter que os conduzirá até a cavidade do útero. A mulher deverá ficar deitada, em repouso, por aproximadamente uma hora, sendo depois liberada. Provavelmente, ela fará o uso de hormônios, a fim de minimizar os riscos de a gravidez ser inviabilizada.

Geralmente quando tal procedimento resulta em mais do que quatro embriões viáveis, é recomendado que estes sejam congelados.
O sucesso dessa técnica é significativamente alto, com índice bem parecido com o de uma concepção pelo método tradicional. No entanto, em muitos casos, é necessário mais de uma tentativa até que se consiga, de fato, engravidar.


Importante:

O médico é quem sugere a adoção desta ou de outra técnica de reprodução assistida, baseado nas dificuldades específicas da mulher ou casal.

Uma solução de custo mais baixo é a FIV simplificada, na qual a utilização de medicamentos é consideravelmente menor.

Em casos em que é mínima ou inexistente a possibilidade de o espermatozoide fertilizar o ovócito por conta própria, pode ser recomendada a injeção intracitoplasmática de espermatozoides. Simplificadamente chamada de ICSI, nela, um único espermatozoide é introduzido no ovócito, com auxílio de instrumentais específicos.

Por Mariana Araguaia
Bióloga, especialista em Educação Ambiental
Na fertilização in vitro, os ovócitos são fertilizados pelos espermatozoides fora do corpo feminino.
Na fertilização in vitro, os ovócitos são fertilizados pelos espermatozoides fora do corpo feminino.
Publicado por: Mariana Araguaia de Castro Sá Lima
Assuntos relacionados
Médicos afirmam que o parto de cócoras é menos traumático à criança.
Parto de cócoras
Parto que tem ação potencializada pela ajuda da força da gravidade.
Conhecer para se prevenir
Eclâmpsia e Pré-eclâmpsia
Grávidas, fiquem atentas! O pré-natal e o acompanhamento contínuo da gestação são muito importantes, pois evitam doenças como a eclâmpsia e a pré-eclâmpsia.
 A ultrassonografia é um dos procedimentos que fazem parte do pré-natal.
Pré-natal
Pré-natal é o nome dado ao acompanhamento clínico e educativo fornecido a gestantes. Pelo pré-natal, muitos problemas de saúde podem ser evitados ou precocemente tratados.
O aconselhamento genético avalia a probabilidade de ocorrerem problemas hereditários.
Aconselhamento genético
O aconselhamento genético é um procedimento capaz de identificar problemas hereditários. O aconselhamento genético é indicado, por exemplo, em caso de união consanguínea.
A fecundação é o processo em que o espermatozoide funde-se ao ovócito secundário
Fecundação humana
Entenda como ocorre a fecundação humana, um processo em que o gameta masculino (espermatozoide) funde-se ao gameta feminino (ovócito secundário).
Ronnie e Donnie: os mais antigos gêmeos siameses do mundo
Gêmeos coligados, unidos, ou siameses
Entenda a formação de gêmeos siameses, e o porquê desta expressão.
A maioria dos exames do pré-natal é feita pela análise de conteúdo sanguíneo.
Os exames do pré-natal
Na primeira consulta do pré-natal, alguns exames devem ser feitos, a fim de checar o estado de saúde da gestante.
Na depressão pós-parto, a mãe pode ter dificuldades em criar laços com o filho
Depressão pós-parto
A depressão pós-parto é um quadro que afeta aproximadamente 15% das ex-gestantes. A depressão pós-parto se manifesta até seis meses após esse evento, e tende a ser incapacitante.
A pressão da mulher antes da gravidez não influencia na pré-eclâmpsia
Síndrome de Hellp
Clique aqui e saiba o que é a Síndrome de Hellp e quais as suas características.