Fusos horários do Brasil
Os fusos horários do Brasil são quatro:
- GMT-2;
- GMT-3, que é o horário de Brasília;
- GMT-4;
- GMT-5.
Como o Brasil está posicionado a oeste do Meridiano de Greenwich, todos os fusos do país são negativos, o que significa que os horários são atrasados em relação ao meridiano de referência.
O que explica a quantidade de fusos brasileiros é a sua ampla extensão longitudinal que, considerando também as suas ilhas e arquipélagos, faz com que o território esteja inserido em quatro zonas horárias mundiais.
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Resumo sobre os fusos horários do Brasil
- O Brasil tem quatro fusos horários por causa da sua grande extensão territorial.
- O primeiro fuso do Brasil é o GMT-2, e inclui somente os arquipélagos do oceano Atlântico como Fernando de Noronha e o Arquipélago de São Pedro e São Paulo.
- O segundo fuso é o GMT-3, que foi estabelecido como horário oficial de Brasília. Abrange parte do Centro-Oeste e do Norte, e todos os estados do Nordeste, do Sudeste e do Sul.
- O terceiro fuso é o GMT-4. Nele estão incluídos os estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Roraima e a maior parte do Amazonas.
- O quarto fuso é o GMT-5, e inclui somente o estado do Acre e parte do oeste do Amazonas.
- Todos os fusos brasileiros são atrasados em relação ao Meridiano de Greenwich.
Quais são os fusos horários do Brasil?
O Brasil é dividido em quatro fusos horários, ou zonas horárias:
- Fuso 1: GMT-2 (ou UTC-2);
- Fuso 2: GMT-3 (ou UTC-3), que é o horário de Brasília;
- Fuso 3: GMT-4 (ou UTC-4);
- Fuso 4: GMT-5 (ou UTC-5).
Vamos descrever cada um deles a seguir.
→ Fuso 1: GMT-2 (ou UTC-2)
O primeiro fuso horário brasileiro está duas horas atrasado em relação ao Meridiano de Greenwich. Fazem parte deles somente as ilhas e arquipélagos localizados no oceano Atlântico e que fazem parte do território brasileiro, dentre os quais estão Fernando de Noronha (PE), Atol das Rocas (RN) e o Arquipélago de São Pedro e São Paulo (PE). Em relação ao horário oficial de Brasília, esse fuso está adiantado em uma hora. Então, por exemplo, se são 12h00 na capital federal, são 13h00 em Fernando de Noronha.
→ Fuso 2: GMT-3 (ou UTC-3)
O segundo fuso horário brasileiro está três horas atrasado em relação ao Meridiano de Greenwich. Ele é o mais abrangente em se tratando de área, nele está incluída a capital do país, a cidade de Brasília (DF). Por isso mesmo, determinou-se o fuso GMT-3 como referência para as horas no território nacional, ficando conhecido como Horário Oficial de Brasília.
Assim sendo, cerimônias e eventos que possuem abrangência nacional e acontecem de forma coordenada, a exemplo das eleições e de provas como Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), têm o seu horário estabelecido com base nesse fuso horário. Aquelas localidades fora dessa zona horária devem, portanto, se adequar para o cumprimento de tais compromissos.
Todos os estados das regiões Nordeste e Sudeste estão inseridos nesse fuso horário, com exceção das ilhas e arquipélagos que fazem parte deles. No Centro-Oeste, além do Distrito Federal, temos Goiás como parte do segundo fuso. Já na região Norte, ele compreende o Tocantins, o Pará e o Amapá.
→ Fuso 3: GMT-4 (ou UTC-4)
O terceiro fuso horário brasileiro está quatro horas atrasado em relação ao Meridiano de Greenwich. Estão compreendidos nessa zona horária os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, da região Centro-Oeste do país, além de Rondônia, Roraima e a maior extensão do estado do Amazonas, pertencentes à região Norte.
Tomemos como exemplo um evento de ocorrência nacional, que é a aplicação do Enem. Segundo o horário de Brasília, os portões dos locais de prova são fechados às 13h00. No entanto, nas cidades que estão localizadas no terceiro fuso, como as capitais Cuiabá (MT), Campo Grande (MS), Manaus (AM), Porto Velho (RO) e Boa Vista (RR), o fechamento acontece às 12h00, no horário local.
→ Fuso 4: GMT-5 (ou UTC-5)
O quarto fuso brasileiro está cinco horas atrasado em relação ao Meridiano de Greenwich. Ele havia sido incorporado ao terceiro fuso no ano de 2008, mas o resultado de um referendo realizado no estado do Acre fez com que o quarto fuso fosse restabelecido. Além do território acriano, esse fuso horário compreende o extremo oeste do estado do Amazonas.
As cidades que estão situadas nessa zona horária estão duas horas “atrasadas” em relação à Brasília. Retomando o exemplo do Enem, no quarto fuso brasileiro, o fechamento dos portões, que no horário de Brasília acontece às 13h00, ocorre às 11h00 no horário local.
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Por que o Brasil tem 4 fusos horários?
O Brasil tem 4 fusos horários porque é um país de ampla extensão longitudinal. Considerando os pontos extremos do país, o território brasileiro está inserido nas longitudes compreendidas no intervalo que vai de 34° 47'35" O até 73° 59'26" O, que é uma distância aproximada de 4.326 km e que se insere em quatro diferentes zonas horárias mundiais.
Lembrando que a distância longitudinal mencionada não inclui os arquipélagos. Além disso, os fusos horários efetivamente utilizados em cada território consideram as fronteiras internas, principalmente as municipais.
Quantos fusos horários existem no mundo?
Existem 24 fusos horários no mundo: 12 a leste do Meridiano de Greenwich, e 12 a oeste. O motivo pelo qual temos essa quantidade de zonas horárias é simples: o planeta demora aproximadamente 24 horas para rotacionar em torno do seu próprio eixo e completar uma volta de 360º. Cada hora, portanto, corresponde a um intervalo de 15º longitudinais, que ficou determinado como um fuso horário.
Os países e territórios que estão posicionados a leste do Meridiano de Greenwich, que é o marco zero para a contagem das horas, apresentam horários adiantados. Em contrapartida, aqueles situados a oeste de Greenwich têm horários atrasados. Esse é o caso do Brasil.
Saiba mais: Qual é a extensão do território brasileiro e como ele está dividido?
Mapa dos fusos horários do Brasil
Créditos da imagem
Fontes
IBGE. Atlas Geográfico Escolar. Rio de Janeiro: IBGE, [2024]. Disponível em: https://atlasescolar.ibge.gov.br/.
LUCCI, Elian Alabi. Território e sociedade no mundo globalizado, 1: ensino médio. São Paulo: Saraiva, 2016, 289p. 1ª edição.