Maiores terremotos do mundo

Os maiores terremotos do mundo foram:

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  • Valdívia (Chile), em 1960;

  • Alasca (Estados Unidos), em 1964;

  • Sumatra (Indonésia), em 2004;

  • Tohoku (Japão), em 2011;

  • Península de Kamchatka (Rússia), em 1952.

Todos eles apresentam magnitude igual ou superior a 9.0 na escala Richter, e foram registrados em países ou territórios localizados próximo ou no Círculo de Fogo do Pacífico, região de maior instabilidade tectônia do mundo. Devido à sua magnitude, os maiores terremotos da história provocaram sismos secundários em outras localidades e, também, foram responsáveis por tsunamis devastadoras. No Japão, inclusive, as ondas gigantes causaram um acidente nuclear que é comparado ao de Chernobyl, na Ucrânia.

O Brasil também tem terremotos, porém, muito diferente desses que veremos no presente artigo. Os tremores de terra brasileiros são, em sua maioria, de baixa magnitude e quase não implicam danos para a infraestrutura ou a população. O mais forte deles ocorreu em 2024 no Acre, e teve magnitude 6.6 na escala Richter.

Leia também: Como ocorre um tsunami e quais foram os 11 piores da história

Resumo sobre os maiores terremotos do mundo

  • Os maiores terremotos do mundo aconteceram em países localizados no Círculo de Fogo do Pacífico, área de elevada instabilidade tectônica. Eles foram registrados em:

    • Valdívia (Chile), em 1960;

    • Alasca (Estados Unidos), em 1964;

    • Sumatra (Indonésia), em 2004;

    • Tohoku (Japão), em 2011;

    • Península de Kamchatka (Rússia), em 1952.

  • Valdívia, cidade do Chile, vivenciou o que é, até hoje, o maior terremoto da história. Os sismos alcançaram magnitude 9.5 na escala Richter.

  • O tremor de Valdívia refletiu em países do outro lado do Oceano Pacífico e também no Havaí, tendo provocado tsunamis e tremores de menor intensidade.

  • No ano de 2011, o maior terremoto da história do Japão também desencadeou um desastre nuclear naquele país, na usina nuclear de Fukushima.

  • O Brasil é um país que registra, sim, terremotos. No entanto, a grande maioria deles é gerado em profundidade na crosta e apresenta baixa magnitude.

  • O terremoto mais forte já registrado no Brasil teve magnitude 6.6 na escala Richter, e foi sentido na cidade de Tarauacá, no estado do Acre.

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Quais foram os maiores terremotos da história?

  • Terremoto de Valdívia (Chile): magnitude 9.5

O maior terremoto da história até hoje aconteceu na América do Sul. Mais precisamente, o sismo acometeu os arredores de Valdívia, cidade localizada no sudoeste do Chile, país que está inserido na região de maior instabilidade tectônica do mundo que é o Círculo de Fogo do Pacífico. Os tremores tiveram início na tarde do dia 22 de maio de 1960, e tiveram duração de 10 minutos. Esse tempo é considerado longo para os terremotos, o que já nos indica se tratar de um abalo sísmico de grande magnitude. O terremoto do Chile marcou 9.5 na escala Richter, o que representa um terremoto extremo.

Homem caminhando próximo a casas destruídas em Valdívia, após o maior terremoto do mundo.
O terremoto que aconteceu em Valdívia na década de 1960 é, até hoje, o maior da história.

A zona de ruptura situada sobre o epicentro desse terremoto pode ter alcançado 1000 km de extensão, e está situada na costa chilena. Centenas de deslizamentos de terra foram registrados nas áreas próximas, sobretudo, em Valdívia, além de tsunamis terem atingido a região costeira do Havaí (Estados Unidos), onde causaram 61 mortes, do Japão, da Nova Zelândia e até mesmo das Filipinas devido às ondas sísmicas que foram propagadas no oceano Pacífico.

A destruição causada deixou mais de 2 milhões de pessoas desabrigadas e 3 mil feridas. O número estimado de mortes foi de 1.655, embora algumas fontes reportem que esse número pode ser muito maior.

  • Terremoto do Alasca (Estados Unidos): magnitude 9.2

O pior terremoto da história dos Estados Unidos foi, também, o segundo maior do mundo. Conhecido como o Grande Terremoto do Alasca, o tremor aconteceu no fim da tarde do dia 27 de março (na hora local), dia 28 de março conforme o horário do Meridiano de Greenwich, do ano de 1964 e atingiu a Enseada do Príncipe William, no Golfo do Alasca. Ocasionado pelo avanço da Placa do Pacífico sobre a Placa Norte-Americana, esse terremoto teve magnitude 9.2 na escala Richter e duração de 4,5 minutos.

Pessoas em uma cidade destruída no Alasca, em 1964, após o segundo maior terremoto do mundo.
Um forte terremoto de 9.2 na escala Richter deixou um rastro de destruição no Alasca.

O epicentro do terremoto do Alasca estava situado a apenas 121 km da cidade de Anchorage, que é a mais populosa daquele estado. Assim sendo, ela foi a mais afetada, com prejuízos à infraestrutura que somaram US$ 2,3 bilhões. O número de mortes desse terremoto chegou a 131, parte delas registrada em cidades distantes, na costa oeste dos Estados Unidos. Lembremos que o Alasca fica a noroeste do Canadá, onde faz fronteira com esse país norte-americano. Portanto, não é contíguo ao território estadunidense.

  • Terremoto de Sumatra (Indonésia): magnitude 9.1

O terremoto que atingiu países banhados pelo oceano Índico, com destaque para a ilha de Sumatra, na Indonésia, no ano de 2004, foi o mais intenso do continente asiático, e é considerado o terceiro maior da história. O sismo de magnitude 9.1 na escala Richter teve origem a 250 km da referida ilha, com hipocentro situado a 30 metros de profundidade. A repentina liberação de energia produziu uma falha geológica de 1.500 km, afetando, além da Indonésia, o Sri Lanka, a Tailândia e a Índia. Na Indonésia, contudo, a devastação foi maior, assim como o número de vítimas fatais.

Destruição causada pelo terceiro maior terremoto do mundo, que atingiu a Indonésia no final de 2004.
Destruição causada pelo terremoto que atingiu a Indonésia no final de 2004, que foi o mais forte da história do país.[1]

O sismo aconteceu na madrugada do dia 26 de dezembro e, junto dele, um tsunami atingiu o país insular e toda aquela região do oceano Índico, com ondas que chegaram a 30 metros de altura. Muitas cidades e vilas foram destruídas em função desses eventos combinados, com mais de 2 milhões de pessoas desabrigadas e centenas de milhares feridas. Na Indonésia, o terremoto fez 167 mil fatalidades, enquanto no Sri Lanka o número de mortos foi de 35 mil. Índia e Tailândia registraram, respectivamente, 18 mil e 8 mil perdas humanas.

No ano de 2011, o Japão foi atingido pelo que seria o pior terremoto em sua história, e o quarto em escala global. O epicentro do sismo estava situado a 72 km da principal e maior ilha japonesa, Honshu, e também cerca de 130 km de distância da maior cidade da província de Tohoku. De magnitude 9.0 na escala Richter, o sismo foi tão intenso que, mais tarde, pesquisadores concluíram que ele foi o responsável por deslocar a ilha de Honshu cerca de 2,5 metros na direção leste, além de ter provocado uma alteração entre 10 e 15 centímetros no eixo de rotação da Terra.

Destruição causada pelo terremoto de 2011 que atingiu o Japão, o quarto maior terremoto do mundo.
O terremoto de 2011 que atingiu o Japão foi o pior da história do país, e desencadeou um desastre nuclear.[2]

Como consequência dos tremores, tsunamis atingiram a costa leste da ilha de Honshu. As ondas chegaram a 40 metros de altura, e ocasionaram a destruição de áreas residenciais e da infraestrutura urbana, além de ter causado um desastre nuclear. As ondas afetaram a estrutura da Usina de Fukushima, resultando em explosões e na liberação de material radioativo para o ar e a água da região. Houve a evacuação de áreas residenciais, com o deslocamento de cerca de 160 mil pessoas. Considerando os danos do terremoto, a estimativa é de que 450 mil pessoas tenham ficado desabrigadas, e mais de 15 mil tenham perdido a vida.

  • Terremoto na Península de Kamchatka (Rússia): magnitude 9.0

Vulcão na Península de Kamchatka, onde ocorreu um dos maiores terremotos do mundo, em 1952.
A Península de Kamchatka é uma parcela tectonicamente ativa do território da Rússia.

A Península de Kamchatka fica no extremo leste da Rússia, onde os vulcões e os gêiseres permanecem ativos e os tremores de terra são frequentes. No ano de 1952 a região foi acometida pelo seu terremoto mais forte do século XX, que teve intensidade 9.0 na escala Richter e ocasionou a destruição da cidade de Severo-Kurilsk. Pouco tempo após o terremoto, um conjunto de ondas gigantes atingiu a península.

Enquanto a primeira poupou a vida de parte da sua população, que havia se refugiado em terrenos de maior altitude logo após os abalos sísmicos, as ondas sequentes causaram mortes e mais perdas materiais. Estima-se que 6 mil pessoas perderam a vida, e as consequências do terremoto afetaram outros territórios banhados pelo oceano Pacífico, como o estado do Havaí (EUA).

Já teve terremoto no Brasil?

Você certamente está familiarizado com a noção de que o Brasil está no centro de uma placa tectônica e, por isso, apresenta uma estrutura geológica estável. E o que você aprendeu é verdade. Porém, ser estável não significa que o país não seja acometido por tremores de terra ocasionalmente. Na realidade, a estabilidade tectônica do Brasil se refere ao fato de os sismos registrados apresentarem baixa magnitude, comumente entre 1 e 4 na escala Richter, sem maiores efeitos para as edificações e demais estruturas presentes na superfície.

A cidade de João Câmara, no Rio Grande do Norte, registrou o terremoto com maior destruição da história sísmica do Brasil. Os tremores aconteceram na madrugada do dia 30 de novembro de 1986, e alcançaram 5.1 na escala Richter. Mais de 4.350 residências foram destruídas, provocando um intenso movimento migratório de saída. Analisando, agora, a intensidade, a Região Norte do país registrou os terremotos de maior categoria na escala Richter: 6.6 em 2024 e 6.5 em 2022, ambos em Tarauacá, no Acre.

Os últimos tremores registrados no Brasil aconteceram no dia 25 de junho de 2026, tendo sido gerados a partir de ondas refletidas do forte terremoto de 7.2 de magnitude que ocorreu na Venezuela no mesmo dia. Eles tiveram menor intensidade, e foram percebidos por moradores dos estados do Amazonas e do Pará. Os locais exatos podem ser vistos na plataforma “Sentiu Aí?” criada pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (SP) para que a população possa deixar registrado qualquer tipo de tremor de terra na área em que reside ou está. A plataforma pode ser acessada neste link: https://www.moho.iag.usp.br/eq/dyfi.

Saiba mais: Por que é difícil ocorrer um furacão no Brasil?

Causas dos terremotos

Terremotos têm como causa a liberação repentina de energia que é armazenada no limite entre duas ou mais placas tectônicas. Essa energia é gerada a partir da tensão produzida entre esses blocos rochosos que estão ou indo de encontro um ao outro (limite convergente entre placas) ou deslizam lateralmente entre si em direções opostas (limite transformante). O ponto exato onde essa liberação de energia acontece é chamado hipocentro, que marca onde as ondas sísmicas tiveram origem. Já o epicentro é o ponto que fica acima algumas dezenas ou centenas de metros acima do hipocentro, porém, na superfície terrestre.

Créditos das imagens

[1] Frans Delian / Shutterstock

[2] takobue / Shuttesrtock

Fontes

ANDRADE, Gabriel. Brasil registra seu maior terremoto; confira lista de abalos históricos. Giz Brasil, 22 jan. 2024. Disponível em: https://gizmodo.uol.com.br/brasil-registra-seu-maior-terremoto-confira-lista-de-abalos-historicos/.

BBC. Os cinco terremotos mais fortes da história. G1, 09 set. 2023. Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2023/09/09/os-cinco-terremotos-mais-fortes-da-historia.ghtml.

Centro de Sismologia da USP. Disponível em: https://www.moho.iag.usp.br/.

CUTMORE, James. Top 10 biggest earthquakes ever recorded. BBC Science Focus, 01 mar. 2024. Disponível em: https://www.sciencefocus.com/planet-earth/biggest-earthquakes-ever.

GAMA, Rafaela; ALTINO, Lucas. Brasil registra 108 terremotos com epicentro no país em 2024, mas a maioria é imperceptível; entenda. Jornal O Globo, 19 jul. 2024. Disponível em: https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2024/07/19/brasil-registra-108-terremotos-em-2024-mas-a-maioria-e-imperceptivel-entenda.ghtml.

MÁXIMO, Wellton. Região Norte registra maior tremor de terra da história do Brasil. Agência Brasil, 21 jan. 2024. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2024-01/regiao-norte-registra-maior-tremor-de-terra-da-historia-do-brasil.

REDAÇÃO. Mar 11, 2011 CE: Tohoku Earthquake and Tsunami. Disponível em: https://education.nationalgeographic.org/resource/tohoku-earthquake-and-tsunami/.

REDAÇÃO. May 22, 1960 CE: Valdivia Earthquake Strikes Chile. National Geographic Education, [s.d.]. Disponível em: https://education.nationalgeographic.org/resource/valdivia-earthquake-strikes-chile/.

REDAÇÃO. The Night the Earth Shook. United States Geological Survey, 19 dez. 2024. Disponível em: https://www.usgs.gov/news/featured-story/night-earth-shook.

SILVEIRA, Evanildo. Brasil tem, sim, terremotos - e há registro até de tremor com 'pequenos tsunamis'. BBC, 09 abr. 2018. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-43671313.

USGS. M9.2 Alaska Earthquake and Tsunami of March 27, 1964. United States Geological Survey, [s.d.]. Disponível em: https://earthquake.usgs.gov/earthquakes/events/alaska1964/.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. The Great East Japan Earthquake. World Health Organization – Pacific Office: Manila, Filipinas, 2012. Disponível em:https://iris.who.int/home.

Escritor do artigo
Escrito por: Paloma Guitarrara Licenciada e bacharel em Geografia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e mestre em Geografia na área de Análise Ambiental e Dinâmica Territorial também pela UNICAMP. Atuo como professora de Geografia e Atualidades e redatora de textos didáticos.

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