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24 de maio – Dia do Vestibulando

O Ensino Superior é um dos grandes sonhos do brasileiro, e milhões de estudantes dedicam-se anualmente a essa tarefa. Por isso, celebra-se o Dia do Vestibulando em 24 de maio. É uma forma de homenagear o esforço e dedicação dos estudantes na luta para alcançarem seus objetivos.

As primeiras instituições de Ensino Superior surgiram no Brasil no século XIX, e o vestibular foi estabelecido como critério de entrada nessa etapa da educação a partir de 1911. Atualmente, o Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, é o principal meio de ingressar em uma universidade pública em nosso país.

Acesse também: 10 dicas para o começo das aulas em uma universidade

Dia do Vestibulando

O dia 24 de maio é dedicado a homenagear o jovem que está dedicando-se para conseguir aprovação nos exames de ingresso no Ensino Superior.
O dia 24 de maio é dedicado a homenagear o jovem que está dedicando-se para conseguir aprovação nos exames de ingresso no Ensino Superior.

O Ensino Superior é uma das instâncias mais elevadas de aprendizagem em nosso país e é um caminho de garantia, a cada indivíduo, de uma profissão para a sua vida adulta, além de fornecer-lhe conhecimento científico e humanístico na sua formação enquanto ser humano. No entanto, chegar a essa etapa da vida educacional é ainda uma realidade para poucos.

Dados de 2019 mostram que apenas 21% dos brasileiros entre 25 e 34 anos possuem diploma universitário|1|. Isso demonstra um problema grave em nosso país: a desigualdade e a falta de investimento em educação, que excluem uma parcela significativa da população brasileira das universidades.

Ainda assim, todos os anos, milhões de brasileiros dedicam horas e horas de seu dia nos estudos para capacitarem-se a alcançar o sonho do diploma. Aquele que estuda para realizar os exames de seleção de vagas para as faculdades é conhecido como vestibulando. Esse termo deriva da forma como chamamos esse exame de seleção: o vestibular.

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A posição do vestibulando não é fácil, uma vez que o jovem encontra-se em um momento de fazer uma escolha crucial: a de sua carreira profissional. Escolher qual profissão seguir é uma escolha séria e que traz uma grande pressão por si só. Não bastando isso, o vestibulando sabe que ele precisará lidar com uma grande concorrência, e todo esse peso deve ser conciliado com as horas de estudo.

Pensando nisso é que existe uma data comemorativa como forma de homenagear e de incentivar o vestibulando. Comemora-se, em 24 de maio, o Dia do Vestibulando, e você pode aproveitar essa data para demonstrar seu afeto por alguém que você conheça e que esteja nessa posição, incentivando-o a continuar estudando.

Acesse também: Questões sobre Brasil Império no Enem

História do vestibular no Brasil

O vestibular estabeleceu-se em nosso país como forma de seleção de estudantes há pouco tempo e remonta ao começo do século XX. Ainda, as primeiras instituições voltadas para o Ensino Superior, como a Escola de Medicina em Salvador, foram criadas aqui apenas no século XIX, quando a família real portuguesa fugiu para o Brasil.

Uma das primeiras universidades brasileiras foi criada em 1920, por meio do Decreto nº 14.343, que estabeleceu a Universidade do Rio de Janeiro. Apesar disso, as instituições do tipo que já existiam em nosso país realizavam vestibulares para a seleção de alunos desde 1911, quando se viu a necessidade de criar-se um método de seleção. A primeira universidade que de fato surgiu no Brasil foi a Universidade Federal do Paraná, criada em 1913.

Em 1915, por meio do Decreto nº 11.530, o governo restabeleceu algumas responsabilidades do Estado nas questões relacionadas aos ensinos secundário e superior. Nesse documento consta-se, pela primeira vez, o uso da palavra “vestibular” para referir-se aos exames de seleção para o Ensino Superior.

Os critérios estabelecidos nesse decreto para determinar quem seria aceito em uma instituição de Ensino Superior eram:

  • 16 anos como idade mínima;

  • Idoneidade moral;

  • Aprovação no exame vestibular.

A realidade do Brasil nessa época ditava que o Ensino Superior era uma possibilidade apenas para os filhos das elites. Um dos momentos de maior crise nesse cenário foi a década de 1960, quando o acesso da população à educação secundária aumentou, o que não foi acompanhado por melhorias nas universidades.

Isso gerou superlotação nas universidades e fez com que milhares de estudantes não conseguissem ter acesso a elas. Com isso, surgiu a condição dos “excedentes”, isto é, alunos que alcançavam os índices para uma vaga na universidade, mas não conseguiam matricular-se porque os cursos estavam lotados.

A partir desse momento, os exames de seleção popularizaram-se nas universidades de todo o país, públicas ou privadas. Em muitas dessas instituições públicas, os exames organizavam-se em duas fases, uma de múltipla escolha e outra que incluía questões discursivas e elaboração de redação.

Atualmente, ainda existem vestibulares nesse modelo, como nas universidades estaduais e na USP, por meio da Fuvest, que seleciona seus estudantes. No entanto, esse modelo perdeu força significativa com o Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem.

Acesse também: Proposta de intervenção da redação do Enem

Exame Nacional do Ensino Médio - Enem

Atualmente, o Exame Nacional do Ensino Médio é o principal meio de ingresso no Ensino Superior público em nosso país.[1]
Atualmente, o Exame Nacional do Ensino Médio é o principal meio de ingresso no Ensino Superior público em nosso país.[1]

O Exame Nacional do Ensino Médio foi criado em 1998 como ferramenta de avaliação da qualidade do Ensino Médio no Brasil. O Enem acabou tornando-se o exame de vestibular mais importante do país porque transformou-se em caminho para que o estudante possa ingressar em diferentes universidades e institutos federais espalhados por todo o território nacional.

Atualmente a prova organiza-se em 180 questões e uma redação, aplicadas em dois dias de provas. Esse sistema começou a ser utilizado gradualmente com a implantação do Sistema de Seleção Unificado, o Sisu. Em 2019, mais de cinco milhões de estudantes fizeram o Enem e concorreram a mais de 230 mil vagas disponibilizadas pelo Sisu 2020/1.

Uma série de critérios conhecidos como cotas são estabelecidos para amenizar as desigualdades na formação dos alunos. Como o Ensino Médio público no país é deficitário e muitos alunos, por questões financeiras e sociais, não possuem condição para uma formação de qualidade, foram estabelecidas cotas sociais que tornam essa concorrência mais justa. No sistema em vigência, metade das vagas são distribuídas para alunos que se encaixam nos critérios de cotas.

Nota

|1| Com universidades em colapso, o Brasil tem uma das menores taxas de pessoas com Ensino Superior no mundo. Para acessar, clique aqui.

Créditos da imagem

[1] Brenda Rocha e Shutterstock

Publicado por: Daniel Neves Silva
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