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Fungos

Fungos são organismos heterotróficos, eucariontes, que podem ser unicelulares ou multicelulares. Os fungos multicelulares são formados por filamentos chamados de hifas.
Pequeno cogumelo em uma vegetação baixa, um tipo de fungo.
Fungos são seres vivos muito diversificados que podem ocorrer em diferentes ambientes.

Fungos são seres vivos que apresentam células com núcleo individualizado, parede celular com quitina e ausência de pigmentos fotossintéticos e plastos. Destacam-se ainda por não serem capazes de produzir seu próprio alimento e por poderem ser uni ou pluricelulares.

O corpo dos fungos multicelulares é formado por uma rede de filamentos finos chamados de hifas, as quais formam um enovelado chamado de micélio. Os fungos são classificados no domínio Eukarya e reino Fungi, sendo reconhecidos atualmente cinco grupos principais: quitrídeos, zigomicetos, glomeromicetos, ascomicetos e basidiomicetos. Reproduzem-se, principalmente, por meio de esporos. 

Leia também: Candida auris — fungo multirresistente que já causou surtos no Brasil e no mundo

Resumo sobre fungos

  • Os fungos são organismos eucariontes, heterotróficos e unicelulares ou pluricelulares.

  • A principal substância de reserva dos fungos é o glicogênio.

  • Em relação à estrutura corporal, as formas mais comuns são as células isoladas e os filamentos multicelulares.

  • A maioria dos fungos se reproduz por meio de esporos.

  • Fungos podem ser classificados em quitrídeos, zigomicetos, glomeromicetos, ascomicetos e basidiomicetos.

  • Fungos, junto com bactérias, atuam na decomposição da matéria orgânica.

  • Fungos podem estabelecer diferentes relações ecológicas, tais como mutualismo e parasitismo.

  • Fungos podem causar doenças em seres humanos.

Videoaula sobre fungos

Características gerais dos fungos

Fungos são organismos eucariontes (possuem célula com núcleo individualizado) e heterotróficos (não são capazes de produzir seu próprio alimento). As células desses seres vivos destacam-se pela presença de uma parede celular de quitina e a ausência de pigmentos fotossintéticos e plastos. A sua principal substância de reserva é o glicogênio.

Em relação à estrutura corporal, as formas mais comuns são as células isoladas e os filamentos multicelulares. O corpo dos fungos multicelulares é constituído por uma rede de filamentos finos conhecidos como hifas. Podemos observar nos fungos dois tipos diferentes de hifas: hifas que apresentam paredes transversais ou septos e hifas sem septos.

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Nas hifas septadas existem poros que permitem a movimentação de organelas de uma célula para outra. As hifas sem septo (hifas cenocíticas) formam uma massa citoplasmática contínua. As hifas formam uma massa enovelada denominada micélio. Ele é capaz de se infiltrar no material no qual o fungo está se desenvolvendo, apresentando um crescimento rápido. Para saber mais sobre essas características, clique aqui.

Ilustração de dois tipos de hifas que podem estar presentes nos fungos.
As hifas podem ser de dois tipos: septadas ou cenocíticas.

Nutrição dos fungos

Fungos são seres vivos heterotróficos, ou seja, que precisam obter materiais orgânicos já formados para sobreviver, não sendo capazes de produzirem seu próprio alimento. Para se alimentarem, esses organismos absorvem os nutrientes de que necessitam, podendo atuar como saprófitas, parasitas ou mutualistas.

Os fungos saprófitas vivem em restos orgânicos, sendo os responsáveis pela decomposição da matéria morta. Os fungos parasitas retiram as substâncias necessárias para o seu desenvolvimento de seus hospedeiros. Já nas relações mutualísticas, esses organismos interagem com outros em uma relação em que ambos se beneficiam.

Os líquens são um exemplo de relação mutualística em que os fungos estão envolvidos. Nessa associação, a qual ocorre entre fungos e algas ou cianobactérias, os organismos fotossintetizantes fornecem os compostos de que o fungo necessita para a sua nutrição, enquanto o fungo proporciona um ambiente propício para o desenvolvimento da alga ou cianobactéria.

Veja também: Relações ecológicas — como acontece a interação entre as espécies?

Reprodução dos fungos

Os fungos podem se reproduzir de maneira assexuada ou sexuada, a depender da espécie estudada. Em geral, a maioria é capaz de produzir um grande número de esporos, os quais podem ser levados a longas distâncias pelo vento ou água, por exemplo. Se caírem em um local propício para o seu desenvolvimento, os esporos germinam e produzem um novo micélio.

Os esporos dos fungos podem ser formados por meio de ciclos de vida sexuado ou assexuado.

Ilustração do ciclo de reprodução de um cogumelo, tipo conhecido de fungo.
Os esporos liberados pelos fungos podem viajar longas distâncias, promovendo a reprodução da espécie.

No ciclo de vida sexuado, observa-se inicialmente a fusão das hifas, sendo essa união citoplasmática conhecida como plasmogamia. Posteriormente, ocorre a chamada cariogamia, que consiste na fusão dos núcleos das células. Esse processo pode demorar horas, dias ou anos para ocorrer. Após a fusão dos núcleos, as células passam por meiose, produzindo esporos.

No que diz respeito aos processos assexuados, diferentes formas de reprodução podem ser observadas. Algumas espécies produzem esporos por mitose, enquanto outras não produzem esporos e se reproduzem por divisão binária ou brotamento.

Classificação dos fungos

Os fungos são seres vivos que estão incluídos no domínio Eukarya e reino Fungi. A maioria dos autores reconhece atualmente cinco grupos principais de fungos:

  • Quitrídeos: nesse grupo estão incluídas cerca de 1000 espécies, que podem ser encontradas no solo e em ambiente aquático. São encontrados representantes unicelulares e também multicelulares. Destacam-se por serem os únicos fungos que apresentam esporos flagelados.

  • Zigomicetos: abrangem cerca de 1000 espécies, destacando-se as espécies de mofo responsáveis pela deterioração dos alimentos. Além de fungos decompositores, nesse grupo há representantes que atuam como parasitas ou como simbiontes comensais (não causam danos ao hospedeiro).

  • Glomeromicetos: nesse grupo podem ser observadas cerca de 160 espécies. Quase todas as espécies formam micorrizas arbusculares com raízes de vegetais. Essa associação mutualística promove benefícios para ambos os organismos, sendo o vegetal responsável por fornecer os produtos da fotossíntese e o fungo responsável por absorver nutrientes, sais minerais e água do solo e transferi-los para a planta.

  • Ascomicetos: trata-se do maior grupo do reino Fungi, incluindo cerca de 65 mil espécies. São encontrados em diferentes ambientes, tais como ambiente terrestre, água doce e ambiente marinho. A característica marcante no grupo é a produção de uma estrutura chamada de asco, onde os esporos, chamados de ascóporos, são produzidos.

  • Basidiomicetos: abarcam cerca de 30 mil espécies. Nesse grupo há importantes espécies decompositoras de madeira e outros materiais vegetais e também espécies mutualistas que formam micorrizas. São comumente chamados de cogumelos e possuem estruturas de reprodução típicas conhecidas como basídios. Para saber mais sobre a classificação dos fungos, clique aqui.

Importância dos fungos

No meio ambiente

Os fungos são organismos essenciais para o equilíbrio do ecossistema. Esses seres vivos atuam como decompositores primários da matéria orgânica, garantindo a reciclagem de nutrientes e também a limpeza do ambiente. Ao promoverem a reciclagem de nutrientes, os fungos, junto às bactérias, permitem que os nutrientes possam ser utilizados por outros seres vivos, garantindo a manutenção e equilíbrio do ecossistema.

Não podemos deixar de citar, no entanto, que apesar de os fungos serem bastante importantes por realizarem a decomposição, esse mesmo processo pode causar prejuízos aos seres humanos. Isso se deve ao fato de que fungos podem, por exemplo, provocar danos em alimentos e madeira.

Pão com pedaço esverdeado em decomposição causada pela ação de fungos.
Ao se desenvolver nos alimentos, os fungos podem causar prejuízos aos seres humanos.

Além da decomposição, fungos podem se relacionar com outros seres vivos nos ecossistemas, estabelecendo importantes relações ecológicas. Uma dessas relações ocorre entre fungos e raízes de vegetais, formando as chamadas micorrizas. Líquens também são relações ecológicas estabelecidas entre fungos e algas ou fungos e cianobactérias.

Alguns fungos são parasitas, como é o caso do Cordyceps, muito conhecido por sua interação com formigas. Os esporos desse fungo, que entram em contato direto com a superfície externa da formiga, se desenvolvem consumindo estruturas musculares desse artrópode. A formiga permanece viva e realizando suas atividades até o fungo atingir o sistema nervoso do animal. A partir desse momento, a formiga começa a se movimentar de maneira diferente, devido à ocorrência de convulsões. Por fim, a formiga fixa suas mandíbulas em um vegetal e morre.

Na alimentação

Fungos destacam-se ainda por serem muito importantes economicamente, sendo usados na fabricação de diferentes alimentos. Os fungos, por realizarem fermentação, são utilizados na panificação. Além disso, são usados na fabricação de vinho, cerveja e queijos. Alguns fungos também podem ser consumidos sem nenhum processamento, sendo esse o caso do champignon.

Na medicina

Fungos também podem ser usados como matéria-prima para a produção de medicamentos. Dentre os medicamentos produzidos com fungos podemos citar a penicilina, um importante antibiótico, e a ciclosporina, que é utilizada em pacientes transplantados para deprimir o sistema imunológico.

Saiba mais: Como os fungos podem ser utilizados na alimentação e na natureza?

Doenças causadas por fungos

Os fungos podem ser responsáveis por provocar doenças em outros seres vivos, incluindo plantas, seres humanos e outros animais. No caso dos seres humanos, podemos destacar doenças como candidíase, aspergilose, meningite fúngica, rinossinusite, onicomicose e outras. As doenças causadas por fungos são conhecidas como micoses. Para saber mais sobre esse tópico, clique aqui.   

Publicado por Vanessa Sardinha dos Santos
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