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Sucuri

Sucuri é o nome dado a serpentes do gênero Eunectes. Atualmente são conhecidas quatro espécies de sucuris, sendo apenas uma delas não observada no Brasil.
A sucuri é considera uma das maiores serpentes do mundo.
A sucuri é considera uma das maiores serpentes do mundo.

Sucuri é o nome dado a serpentes pertencentes ao gênero Eunectes. Atualmente, existem quatro espécies de sucuris: Eunectes murinus (sucuri-verde), Eunectes notaeus (sucuri-amarela) Eunectes beniensis (sucuri-de-beni) e Eunectes deschauenseei (sucuri-malhada). Apesar de existirem diferenças entre as espécies, elas compartilham algumas características em comum, como o fato de serem animais semiaquáticos que matam suas presas por constrição — um aperto no corpo da vítima que interrompe o fluxo sanguíneo e, consequentemente, a chegada de oxigênio aos órgãos.

Leia também: Jiboia — pode ser encontrada em quase todos os biomas brasileiros

Resumo sobre sucuri

  • Sucuri é o nome dado a serpentes pertencentes ao gênero Eunectes.
  • Existem quatro espécies: Eunectes murinus (sucuri-verde), Eunectes notaeus (sucuri-amarela), Eunectes beniensis (sucuri-de-beni) e Eunectes deschauenseei (sucuri-malhada).
  • Apenas a sucuri-de-beni não foi observada no Brasil.
  • A sucuri apresenta hábito semiaquático.
  • Sucuris matam sua presa por constrição.

Classificação taxonômica da sucuri

As sucuris, também conhecidas como anacondas, sucurijus, viborões e boiaçus, são serpentes que fazem parte do gênero Eunectes. Esse gênero é pertencente à família Boidae, a mesma das jiboias. Veja, a seguir, a classificação taxonômica completa da sucuri:

Reino: Animalia

Filo: Chordata

Classe: Reptilia

Ordem: Squamata

Família: Boidae

Gênero: Eunectes

Espécies: Eunectes murinus / Eunectes notaeus / Eunectes beniensis / Eunectes deschauenseei

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Características da sucuri

Sucuri na água
Sucuri apresenta hábito de vida semiaquático.

Sucuris são serpentes que apresentam hábito de vida semiaquático e que podem ser observadas em rios, brejos, pântanos e outros ambientes aquáticos da América do Sul. Geralmente, são observadas em ambientes aquáticos rasos e cobertos por vegetação aquática.

As sucuris são dotadas de grande força muscular e são muito ágeis na água, deslocando-se lentamente em terra. Existem quatro espécies de sucuris viventes: Eunectes murinus (sucuri-verde) Eunectes notaeus (sucuri-amarela), Eunectes beniensis (sucuri-de-beni) e Eunectes deschauenseei (sucuri-malhada). A única espécie que ainda não foi observada no Brasil é a chamada sucuri-de-beni.

Todas as sucuris são serpentes consideradas de grande porte. A espécie Eunectes murinus, por exemplo, destaca-se como a maior espécie de serpente do mundo em volume corpóreo. Apesar de não ser a maior serpente em comprimento, a sucuri-verde pode atingir mais de seis metros de comprimento. Atualmente, a píton-reticulada é considerada a maior serpente do mundo em comprimento, podendo atingir sete metros.

Apesar de serem grandes serpentes, as sucuris também possuem predadores, como os jacarés e o ser humano. Estes, além de as matarem, destroem seu habitat e provocam redução de suas presas naturais, afetando diretamente a manutenção dessa espécie na natureza.

  • Eunectes murinus (sucuri-verde)

A sucuri-verde, também conhecida como anaconda verdadeira, é a espécie mais bem estudada de sucuri. Ela apresenta uma ampla distribuição geográfica, ocorrendo, por exemplo, no Brasil, Colômbia, Paraguai, Venezuela, Equador, Bolívia, Peru, Guiana, Guiana Francesa, Suriname e Trinidad.

A sucuri-verde apresenta cor de fundo verde-oliva, que pode variar, sendo mais claro ou mais escuro. Em alguns indivíduos, a coloração pode ser marrom. A sucuri-verde apresenta manchas dorsais marrons com bordas pretas dispersas ao longo do comprimento do corpo.

A sucuri-verde presenta atividade tanto diurna quanto noturna. São serpentes que se destacam por seu grande tamanho. Algumas pessoas afirmam ter visto sucuris de mais de 10 metros de comprimento, entretanto, observa-se com maior frequência sucuris-verdes com comprimento entre quatro e cinco metros e pesando cerca de 100 kg. Vale destacar que o tamanho máximo que essa espécie pode atingir ainda é motivo de muita discussão.

Essa espécie apresenta um sistema de acasalamento bastante característico, formando o que conhecemos como bolo de reprodução. A fêmea libera substâncias que atraem machos, os quais ficam enrolados ao redor da fêmea e se posicionam próximos à cloaca.

Nos bolos de reprodução, ocorrem de um a 13 machos e uma única fêmea. Frequentemente o bolo de reprodução é confundido com a fêmea e seus filhotes. A gestação da sucuri-verde é, em média, de seis a sete meses. O tamanho da ninhada varia entre cinco e 75 filhotes. O mais comum é que a ninhada varie entre 20 e 40 filhotes.

  • Eunectes notaeus (sucuri-amarela)

A sucuri-amarela, também chamada de sucuri-do-pantanal, é uma espécie que possui, como sugere seu nome, fundo do corpo amarelado. Assim como a sucuri-verde, apresenta grande porte, com fêmeas podendo atingir quatro metros de comprimento e machos com cerca de 2,5 m. Pode ser observada em regiões alagadas das bacias dos rios Paraná e Paraguai, e apresenta-se ativa durante o dia e a noite. Nessa espécie a gestação dura entre 120 e 180 dias.

  • Eunectes beniensis (sucuri-de-beni)

Essa espécie de sucuri era, anteriormente, considerada um híbrido de Eunectes murinus e Eunectes notaeus. Estudos mais aprofundados, no entanto, confirmaram que se tratava de uma nova espécie. A sucuri-de-beni ficou assim conhecida, pois os primeiros exemplares observados estavam no departamento de Beni, na Bolívia. Há poucas informações sobre essa espécie, e poucos indivíduos foram estudados. Considera-se uma espécie de porte médio, sendo que o maior indivíduo macho medido apresentava 2,17 m e a maior fêmea, 3,30 m.

  • Eunectes deschauenseei (sucuri-malhada)

A sucuri-malhada se trata de uma espécie pouco estudada e que apresenta uma pequena distribuição geográfica. A espécie ocorre no Brasil, Guiana Francesa e possivelmente no Suriname. Dentre as espécies de sucuri, destaca-se como a menor delas, com machos atingindo até 1,92 m e fêmeas medindo até três metros de comprimento.

É uma espécie considerada de hábito noturno por alguns autores, apesar de poucos indivíduos terem sido estudados. Dados sobre reprodução, como tempo de gestação e tamanho da ninhada, são desconhecidos.

Leia mais: Dentição de serpentes peçonhentas

Sucuris possuem veneno?

Diferentemente do que muitas pessoas acreditam, as sucuris não possuem veneno. Apesar de sua mordida ser bastante dolorosa, ela não provoca a morte por envenenamento. As sucuris matam suas presas por constrição. Elas enrolam seu corpo musculoso ao redor da presa e vão apertando o corpo da vítima. O aperto interrompe o fluxo sanguíneo de modo que o oxigênio não chega aos órgãos vitais, provocando o que se conhece como isquemia. Se a serpente se enrolar na região do peito da presa, pode também dificultar a sua respiração.

  • Videoaula sobre as cobras mais venenosas do planeta

Alimentação das sucuris

Sucuri no rio se alimentando
A sucuri pode se alimentar de grandes presas, as quais ela mata por constrição.

As sucuris são animais carnívoros que se alimentam tanto de animais de pequeno porte quanto de grande porte. São consideradas espécies generalistas em relação à sua alimentação, sendo observados diferentes animais em sua dieta.

Algumas das presas já descritas para a sucuri-verde são peixes, aves, como o tuiuiú, lagartos, quelônios, capivaras e até mesmo uma onça-parda. Jacarés, capivaras, cágados, aves, peixes e carniça já foram descritos como alimento de sucuris-amarelas. A sucuri-malhada se alimenta de peixes, aves e mamíferos.

Publicado por Vanessa Sardinha dos Santos

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