Coronavírus

Os coronavírus ficaram conhecidos por causar problemas de saúde com sintomas respiratórios. Essa família viral já foi responsável por surtos de síndromes respiratórias graves, como é o caso da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers). Entretanto, alguns desses vírus são também responsáveis por resfriados comuns.

Um novo tipo de coronavírus foi isolado recentemente na China e tem causado bastante preocupação entre as autoridades internacionais, já que houve mais de 7 mil mortes e também mais de 170 mil casos confirmados em todo o mundo (até 16 de março de 2020).

Leia também: Diferenças entre gripe e o resfriado

Afinal, o que é um coronavírus?

Conhecidos desde meados de 1960, os coronavírus são uma família de vírus muito conhecida pelas infecções com sintomas respiratórios tanto em homens quanto em outros animais. As infecções variam de acordo com o tipo de vírus contraído, sendo esses organismos responsáveis por desencadear resfriados comuns e doenças mais graves, como é o caso da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS-CoV).

 Os coronavírus são vírus que podem provocar desde simples resfriados até síndromes respiratórias graves.

Os coronavírus são vírus que podem provocar desde simples resfriados até síndromes respiratórias graves.

Os coronavírus são zoonóticos, ou seja, podem ser transmitidos entre homens e outros animais. Vale salientar ainda que alguns coronavírus já conhecidos circulam entre outros animais, mas ainda não foram capazes de causar infeções em seres humanos.

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Características gerais das doenças causadas por coronavírus

Como dito, os coronavírus são responsáveis por provocar infecções que afetam o sistema respiratório. Sendo assim, o paciente geralmente apresenta dificuldade respiratória, falta de ar, tosse e febre. Em infecções mais graves, o paciente pode desenvolver insuficiência renal. É importante dizer também que algumas infecções por coronavírus podem ser fatais.

A transmissão pode ocorrer de uma pessoa para outra ou ainda de animais para humanos, a depender do tipo do vírus. Tendo isso em vista, deve-se evitar contato próximo com o doente, não compartilhar objetos de uso pessoal, como copos, não manter contato das mãos com mucosas quando as mãos estiverem sujas e lavar sempre as mãos. Recomenda-se também cozinhar bem ovos e carnes, uma vez que pode haver transmissão de outros animais para o homem.

Leia também: Gripe H1N1 – saiba tudo sobre esse tipo de gripe

Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS-CoV)

A Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) foi relatada pela primeira vez na China, no ano de 2002. A doença tornou-se uma epidemia global e espalhou-se rapidamente por várias áreas do planeta.  A epidemia, que foi controlada em 2003, causou a morte de cerca de 800 pessoas. Os sintomas dessa síndrome eram febre, dores no corpo, tosse e dificuldade respiratória. A doença não apresenta novos casos desde 2004. Estudos demonstraram que gatos selvagens provavelmente foram os responsáveis por passar o vírus ao seres humanos.

Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS-CoV)

A Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers) foi relatada pela primeira vez na Arábia Saudita, no ano de 2012. Alguns pacientes apresentavam-se assintomáticos, e os que tinham sintomas desenvolviam basicamente febre, falta de ar e tosse. Estudos mostraram que os humanos podem ter sido contaminados inicialmente por dromedários infectados. Para saber mais sobre essa síndrome, leia: Síndrome Respiratória do Oriente Médio.

Veja também: O que é uma quarentena?

Coronavírus (COVID-19)

As infecções por coronavírus podem ser graves e causar morte.
As infecções por coronavírus podem ser graves e causar morte.

Em 31 de dezembro de 2019, a Organização Mundial de Saúde foi informada a respeito de casos de pneumonia na China em que a causa era desconhecida. Em 7 de janeiro de 2020, descobriu-se uma nova cepa de coronavírus até então desconhecida, o SARS-CoV-2, que inicialmente foi chamado de 2019-nCoV.

O primeiro caso de morte em decorrência da infecção por esse novo tipo de coronavírus, que causa uma doença que ficou conhecida como COVID-19, foi confirmado no dia 11 de janeiro de 2020. Inicialmente, acreditou-se que a transmissão acontecia apenas entre humanos e outros animais, mas a doença avançou rapidamente, o que confirmou a transmissão também de uma pessoa para outra.

Com essa forma de transmissão, não demorou muito para que a doença se espalhasse da Ásia para outros locais do mundo, saindo da classificação de surto para a classificação de pandemia, em março de 2020.

Uma pandemia ocorre quando uma doença se espalha por uma grande quantidade de regiões do planeta, sendo observada em diferentes continentes de maneira simultânea. Foi isso que ocorreu com a COVID-19, que em março de 2020 já era registrada em todos os continentes do nosso planeta.

O COVID-19 é transmitido de uma pessoa para outra, principalmente por meio do contato com gotículas respiratórias do doente. Apesar de ter uma alta taxa de transmissão, as taxas de letalidade são baixas, sendo observada a morte de cerca de 2% das pessoas que adquiriram a doença. A mortalidade é maior, de acordo com estudos realizados na China, em pessoas com idade avançada e que apresentam problemas de coagulação.

Esse novo coronavírus causa febre e dificuldade respiratória, o que assemelha essa infecção a uma pneumonia ou uma gripe. Para se prevenir da doença, deve-se lavar sempre as mãos ou higienizá-las com álcool gel. Além disso, é importante não tocar olhos, nariz e boca sem a devida higienização das mãos e deve-se evitar contato com pessoa que apresenta sintomas respiratórios, como tosse. O uso de máscara não se faz necessário, sendo recomendado apenas para pessoas com doenças respiratórias e profissionais da saúde, quando tratarem pessoas com esses sintomas.

Até o dia 16 de março de 2020, já havia relatos de 7074 mil mortes decorrentes da doença e 178 mil casos confirmados. No Brasil, até a mesma data, havia 234 casos confirmados.

Publicado por: Vanessa Sardinha dos Santos
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