Tuberculose

A tuberculose é uma doença infectocontagiosa transmitida pelo ar causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, também conhecida como bacilo de Koch. É uma doença grave que acomete todas as idades, mas apresenta maior incidência em crianças. Afeta, principalmente, os pulmões, desencadeando sintomas como tosse, febre e sudorese noturna. Todavia, pode acometer outros órgãos, sendo esse caso mais comum em pessoas com sistema imunológico comprometido.

Exames bacteriológicos e por imagem podem ser realizados para confirmar o diagnóstico da doença, a qual é tratada utilizando-se quatro medicamentos distintos. Apesar de grave, a maioria dos casos consegue cura completa. Apesar de curável, a tuberculose ainda mata cerca de 4,7 mil pessoas todos os anos no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. A melhor forma de prevenção da doença é a vacinação.

O bacilo Mycobacterium tuberculosis afeta, principalmente, os pulmões.
O bacilo Mycobacterium tuberculosis afeta, principalmente, os pulmões.

Transmissão da tuberculose

A tuberculose é desencadeada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, também chamada de bacilo de Koch. O bacilo recebeu esse nome em homenagem a Robert Koch, que identificou esse agente etiológico no ano de 1882.

A transmissão do Mycobacterium tuberculosis ocorre de uma pessoa para outra. Quando uma pessoa contaminada conversa, tosse ou espirra, as gotículas de saliva, onde estão presentes os bacilos, são lançadas no ar. Isso faz com que a transmissão ocorra de maneira relativamente simples, uma vez que a bactéria pode ser inalada facilmente por uma pessoa sadia.

O bacilo, quando inalado, pode ficar restrito ao sistema respiratório superior ou, então, atingir os alvéolos. Nesse último caso, inicia-se a infecção, com a multiplicação dessa bactéria e sua migração para todo corpo pela corrente sanguínea.

O sistema imune, por intermédio da ação dos macrófagos, pode manter a infecção sob controle, mas quando ele não consegue mais barrar a infecção, ocorre o desenvolvimento da tuberculose. Estima-se que apenas cerca de 10% das pessoas infectadas pela bactéria desenvolvam a patologia, e isso pode ocorrer em qualquer fase da vida. É importante dizer também que pessoas infectadas, mas que não apresentam os sintomas da doença, não são capazes de disseminá-la.

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Sintomas da tuberculose

Qualquer órgão pode ser acometido pelo bacilo de Koch, entretanto há mais registros de envolvimento dos pulmões, pleura, rins, cérebro e ossos. Classificamos a tuberculose em duas formas básicas, a pulmonar e a extrapulmonar. Quando a tuberculose é pulmonar, os sintomas clássicos são tosse persistente por três semanas ou mais (com ou sem catarro), febre vespertina sem calafrios, sudorese noturna e emagrecimento. À medida que a doença avança, pode evoluir para tosse com pus ou sangue. Já na forma extrapulmonar, os sinais e sintomas da tuberculose estão ligados ao órgão acometido.

Diagnóstico da tuberculose

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde, estima-se que “cerca de 20% dos doentes não são diagnosticados, e muitos casos somente são descobertos após a internação ou óbito”. Um diagnóstico precoce é a chave para um tratamento mais efetivo e também para interromper o ciclo de transmissão da doença, uma vez que um paciente com tuberculose pulmonar sem tratamento pode ser responsável por infectar até 15 pessoas.

A tosse persistente por várias semanas pode ser um sinal de tuberculose.
A tosse persistente por várias semanas pode ser um sinal de tuberculose.

Para diagnosticar a doença, deve-se analisar os sintomas e realizar exames bacteriológicos, como a baciloscopia ou cultura. Algumas vezes, solicita-se a realização de exames de imagem como um método auxiliar para o diagnóstico, uma vez que eles permitem a verificação da extensão do comprometimento do pulmão. Em casos de suspeita de tuberculose pulmonar, deve-se fazer obrigatoriamente a radiografia do tórax.

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Tratamento da tuberculose

O tratamento é realizado por meio da administração diária de vários medicamentos por um período de aproximadamente seis meses. Se feito corretamente e de acordo com as recomendações médicas, pode haver a cura total da doença. Vale destacar que muitas pessoas, após algumas semanas de tratamento, sentem-se melhor e param de medicar-se, o que pode desencadear complicações.

O Ministério da Saúde salienta que é fundamental que o paciente seja orientado pelo profissional de saúde a realizar o tratamento até fim, independentemente da melhora clínica. É importante deixar claro que o tratamento da tuberculose é gratuito e disponibilizado no Sistema Único de Saúde (SUS).

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Prevenção da tuberculose

O melhor método de prevenção é a vacinação. A vacina BCG (Bacillus Calmette-Guérin), que combate a tuberculose, deve ser aplicada em crianças, se possível, logo após seu nascimento, uma vez que não é eficiente em indivíduos já contaminados. De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina deve ser dada às crianças ao nascer, ou, no máximo, até 4 anos, 11 meses e 29 dias. É importante destacar que a vacina protege contra as formas graves da doença, como a tuberculose meníngea, que afeta as meninges.

Além da vacinação, para se prevenir contra a tuberculose, deve-se evitar o contato íntimo com pessoas doentes e manter o ambiente sempre arejado e com a entrada de luz. Uma alimentação adequada e prática de exercícios também são formas de prevenção, uma vez que são práticas que garantem uma melhoria no nosso sistema imune.

Dia Mundial de Combate à Tuberculose

O Dia Mundial de Combate à Tuberculose é celebrado no dia 24 de março de cada ano. Essa data foi escolhida pela Organização Mundial de Saúde porque foi o dia em que Robert Koch descobriu o agente causador da tuberculose, em 1882. A data é um importante momento para se conhecer mais sobre a tuberculose e se engajar na luta contra essa doença.

Publicado por: Vanessa Sardinha dos Santos
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