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Desemprego estrutural

O desemprego estrutural está relacionado às mudanças tecnológicas nas áreas de produção e de consumo, que são resultado da modernização da sociedade capitalista mundial.
Vista aproximada de um braço robótico em uma fábrica.
A robotização das linhas de montagem é um elemento disparador do desemprego estrutural.

O desemprego estrutural é caracterizado pela modernização das atividades produtivas e de consumo por meio da inserção de ferramentas tecnológicas na produção econômica. Ele é causado, em especial, pela substituição da mão de obra humana por máquinas e equipamentos diversos. Diferentemente do desemprego conjuntural, que se relaciona a um determinado contexto, o desemprego estrutural representa uma mudança permanente das atividades produtivas.

Leia também: Fordismo — o modelo de produção industrial que visou à automatização dos processos industriais

Resumo sobre desemprego estrutural

  • O desemprego estrutural é aquele gerado pela substituição da mão de obra humana por máquinas e equipamentos diversos.

  • Um exemplo do desemprego estrutural é a implementação de uma linha de produção totalmente mecanizada.

  • As causas do desemprego estrutural estão ligadas à modernização da produção econômica mundial.

  • São consequências do desemprego estrutural o aumento da pobreza, da violência e da vulnerabilidade social da população.

  • O Brasil registra grandes índices de desemprego estrutural especialmente por meio da modernização das atividades produtivas globais.

  • Além do desemprego estrutural, há ainda outras modalidades de desemprego, como o natural, o conjuntural e o sazonal.

O que é desemprego estrutural?

O desemprego estrutural é aquele gerado pelas mudanças na produção das unidades industriais e pelas alterações nos hábitos de consumo da população. Geralmente, o desemprego estrutural é ocasionado por meio de inovações tecnológicas diversas, especialmente pela substituição da mão de obra braçal por equipamentos tecnológicos. Essas mudanças visam, principalmente, à diminuição dos custos produtivos e ao aumento da produtividade.

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→ Exemplos de desemprego estrutural

O desemprego estrutural se dá, por exemplo, quando ocorre a substituição da produção braçal de uma indústria automotiva por uma linha de produção automatizada, por meio do uso de máquinas e equipamentos, que substituem a mão de obra humana no processo industrial. Também ocorre em relação à substituição do serviço braçal no campo por meio da sua mecanização.

Linha de montagem automatizada na fabricação de veículos elétricos.
A linha de montagem automobilística moderna é um claro exemplo de desemprego estrutural.

Causas do desemprego estrutural?

O desemprego estrutural tem como causa elementar o avanço das mudanças tecnológicas no âmbito econômico, especialmente a partir do desenvolvimento de máquinas e equipamentos, que substituíram a mão de obra humana nas atividades produtivas. Assim, a modernização dos processos industriais foram propulsionadores do chamado desemprego estrutural, por meio do uso acelerado de novas tecnologias de produção e consumo.

Logo, são consideradas ações que geram o desemprego estrutural a informatização de sistemas diversos, a utilização de robôs e demais equipamentos robotizados nas indústrias, a instalação de terminais de serviços de autoatendimento, a ampliação do uso de internet e demais redes de comunicação e informação para a realização de comércios e serviços, assim como, de forma geral, a inserção dos mais diferentes tipos de novas tecnologias nos processos de produção industrial, comercial e de serviços.

Desemprego estrutural x emprego conjuntural

O desemprego estrutural está ligado ao avanço das novas tecnologias de produção, como máquinas e equipamentos, que substituíram a necessidade de trabalhadores físicos nas linhas de produção e nos espaços de consumo.

Por sua vez, o desemprego conjuntural está vinculado a um determinado momento histórico, político e econômico, ou seja, uma conjuntura momentânea, como uma crise econômica, capaz de gerar um grande número de desempregados em um curto período de tempo.

Consequências do desemprego estrutural

As consequências do desemprego envolvem fatores de ordem econômica, social e humana que afetam diretamente a qualidade de vida dos indivíduos e o desenvolvimento da sociedade como um todo.

Primeiramente, o desemprego estrutural tem uma grande consequência econômica, visto que gera um número significativo de desempregados, que perdem acesso à renda e demais benefícios trabalhistas, culminando assim no aumento da situação de vulnerabilidade social de uma população.

Nesse sentido, destaca-se o aspecto social do desemprego estrutural, como o aumento da fome e da violência, a perda da qualidade de vida e até mesmo eventos de maior magnitude, como a emigração e o adoecimento.

O desemprego estrutural, assim como os outros tipos de desemprego, gera problemas de ordem física e mental nos trabalhadores, que ficam vulneráveis mediante uma situação de substituição da sua mão de obra.

Desemprego estrutural no Brasil

O desemprego estrutural no Brasil é considerado recente, visto que o país passou por um processo de industrialização tardia e possui um parque industrial ainda em processo de modernização.

As transformações na indústria brasileira, especialmente as mudanças tecnológicas a partir do final do século XX, como a acelerada mecanização das atividades industriais, aumentou de forma considerável o desemprego estrutural no país.

O campo brasileiro vislumbrou o mesmo movimento, por meio da modernização das atividades agropecuárias locais, que substituíram a mão de obra braçal pelo uso de máquinas e equipamentos.

Na atualidade, verifica-se uma expansão do desemprego estrutural no país que vai além das atividades primárias e secundárias, com enfoque especialmente ao setor de comércio e serviços. A redução de custos e a informatização das empresas possibilita a instalação de terminais de autoatendimento, abertura de lojas virtuais, utilização de robôs e atendentes virtuais, dentre outras ferramentas que ocasionaram a substituição dos trabalhadores físicos em bancos, mercados, lojas de conveniência, entre outros locais. Portanto, avalia-se que à medida que há modernização dos setores produtivos, o desemprego estrutural tende a crescer cada vez mais.

Veja também: Industrialização em países subdesenvolvidos — como se dá?

Quais são os tipos de desemprego?

As classificações da economia apontam, no geral, quatro grandes tipos de desemprego. Eles estão listados abaixo.

→ Desemprego estrutural

Esse tipo de desemprego está diretamente ligado à modernização das atividades produtivas, que muitas vezes ocorre por meio da substituição da mão de obra humana por máquinas e equipamentos diversos.

→ Desemprego natural

Esse tipo é caracterizado pela movimentação típica e natural do mercado, por meio da saída de trabalhadores em busca de melhores empregos, assim como os processos de demissão e admissão que ocorrem de forma cotidiana em uma sociedade.

→ Desemprego conjuntural

Esse tipo está atrelado ao momento histórico, econômico ou político de uma sociedade, ou seja, há o aumento do desemprego em razão de uma determinada conjuntura, como uma crise econômica, uma guerra ou uma catástrofe climática.

→ Desemprego sazonal

Esse tipo de desemprego está relacionado à movimentação do mercado econômico, como épocas de colheita e temporadas de férias, que impactam na geração de empregos em setores como a agricultura e o turismo.

Publicado por Mateus Campos

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