Desemprego

O desemprego deve ser entendido como uma situação social de não emprego, na qual o indivíduo não realiza trabalho remunerado. As principais causas do desemprego estão relacionadas com os aspectos econômicos, sociais e políticos, como:

  • crise econômica;
  • redução de postos de trabalho;
  • falta de qualificação profissional.

Os principais tipos de desemprego são:

  • sazonal;
  • cíclico;
  • friccional;
  • estrutural.

O desemprego gera inúmeros problemas, geralmente de ordem social, econômica, e até mesmo psicológica, pois afeta a qualidade de vida da pessoa, o modo de vida e o bem-estar.

Leia também: Trabalhos informais – realização de atividades sem vínculos empregatícios

Conceito de desemprego

O conceito de desemprego refere-se às pessoas que possuem idade para trabalhar e não estão trabalhando. Esse conceito está relacionado a uma situação social de não emprego, na qual o indivíduo não trabalha e não recebe nenhum retorno salarial.

Socialmente, entende-se como emprego a venda de mão de obra ou força de trabalho em troca de uma remuneração ou salário, que pode ser diário, semanal ou mensal, havendo vínculo empregatício ou não, caso não haja, desempenha-se o trabalho informal.

Trabalho e emprego são conceitos, muitas vezes, confundidos. De modo prático, trabalho refere-se a qualquer atividade desenvolvida no meio em que o ser humano encontra-se. Emprego, por sua vez, deve ser entendido como atividade que o indivíduo realiza e obtém salário ou remuneração em troca, significa pensar que há a venda da força de trabalho.

O emprego é o desenvolvimento de uma atividade remunerada.
O emprego é o desenvolvimento de uma atividade remunerada.

Principais causas do desemprego

As causas do desemprego são muitas, e acabam sendo complexas, pois envolvem algumas estruturas, como a social, econômica e política. Nesse cenário, explicar tal fator não é uma tarefa fácil.

O desemprego é gerado a partir do momento que um posto de trabalho é fechado. O principal fator que gera o fechamento dos postos de trabalho é a crise econômica de um país, quando a economia não vai bem e algumas empresas, grandes ou pequenas, deixam de funcionar e demitem seus funcionários, gerando, assim, o desemprego. Essas crises podem ser setoriais, afetando mais um setor que outro, por exemplo: crise na indústria afetaria o funcionamento e existência de pequenas ou grandes indústrias, e não afetaria o comércio.

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Outro fator gerador de desemprego é a redução de custos, acontece nas indústrias e grandes empresas, que demitem funcionários a fim de reduzir sua folha de pagamento. A falta de qualificação profissional também é um forte fator de desemprego. As empresas da atualidade precisam de funcionários e colaboradores especializados, se o indivíduo não possui qualificação profissional, ele não serve mais para a vaga e acaba perdendo seu emprego.

A substituição de mão de obra também é um fator relevante nessa análise, pois muitos postos de trabalho substituem a mão de obra das pessoas pelas máquinas. Esse fator ocorreu com mais intensidade na Primeira Revolução Industrial, quando a mão de obra humana foi substituída por máquinas. Hoje, falamos que o desenvolvimento tecnológico vem a substituir as pessoas no trabalho, gerando maquinários cada vez mais tecnológicos e sofisticados.

Veja também: Industrialização em países subdesenvolvidos – em busca de mão de obra barata

Tipos de desemprego

Os principais tipos de desemprego são: o sazonal, cíclico, friccional e estrutural.

  • Desemprego sazonal: acontece em determinada época do ano. Ele é causado por variações da oferta de trabalho em algumas épocas do ano. Bastante comum na agricultura, em função da época de plantio e colheita, e no comércio, em função das datas comemorativas.
  • Desemprego cíclico: acontece em função de alguma crise econômica ou política, pois, nesse caso, há a diminuição de produção e recessão da economia, obrigando empresas a diminuírem gastos com a mão de obra e demitirem seus funcionários.
  • Desemprego friccional: acontece quando os indivíduos saem de seus empregos naturalmente em busca de uma chance melhor. Portanto, levam um tempo procurando um novo posto, caracterizando assim o desemprego friccional. 
  • Desemprego estrutural: acontece quando aqueles que, por motivo de qualificação, não podem atuar mais naquela empresa e são demitidos por isso. Esse fenômeno é comum em indústrias que mudam sua produção mais tradicional para uma produção automatizada.
Indivíduo que acaba de perder o emprego: desempregado.
Indivíduo que acaba de perder o emprego: desempregado.

Consequências do desemprego

As consequências do desemprego não são apenas sociais, elas também podem ser psicológicas, por afetar diretamente o modo de vida da pessoa, e políticas. Alguns estudos apontam que o desemprego aumenta os problemas relacionados com a saúde física e mental do trabalhador, como: 

  • autoestima
  • insatisfação
  • frustração e mudança no humor
  •  bem-estar

Os aspectos sociais que mais se destacam são relacionados com as condições econômicas das pessoas ou grupo familiar, como a diminuição da renda, que pode levar o indivíduo a migrar de uma classe social à outra, promovendo-se o aumento da pobreza e a consequente falta de acesso a determinados bens ou serviços, em outras palavras, a exclusão social.

Nessas circunstâncias, há a redução da qualidade de vida da pessoa, família e grupo social envolvido. Há também o aumento da desigualdade social, que passa a ser um problema político, de ordem governamental.

Taxa de desemprego

A taxa de desemprego refere-se a uma medida do número de pessoas desempregadas em determinado país ou região. Esse número é adquirido estatisticamente com o total de pessoas que buscam emprego naquela nação.

Todo país tem uma população economicamente ativa (PEA), a que tem idade para trabalhar. Participam da força de trabalho as pessoas que têm idade para trabalhar (16 anos ou mais) e que estão trabalhando ou procurando trabalho (ocupadas e desocupadas).

Atualmente, a PEA brasileira corresponde a cerca de 100 milhões de habitantes em 2020. As taxas de desemprego são medidas com base nesse número, ou seja, a referência sempre será esse índice.

Desemprego no Brasil

Para considerarmos o número de desemprego em determinado país, precisamos saber qual é a sua população econômica ativa (PEA) — que é o número de trabalhadores que desempenham função remunerada e buscam emprego naquele país. No Brasil, a PEA é de cerca de 100 milhões de pessoas, segundo o IBGE (2020).

As taxas de desemprego no Brasil, no início do ano de 2020, apresentaram uma suave queda. Dados do IBGE apontaram para uma queda no número de pessoas desocupadas de 0,4%. Em números reais, a população desocupada, que era de 11,6 milhões de pessoas, apresentou queda de mais de 400 mil pessoas que entraram para o mercado de trabalho. Dessa forma, o número de pessoas desocupadas, no primeiro trimestre de 2020, era de 11,2 milhões.

Em março de 2020, com o início da nova pandemia do coronavírus, houve um aumento significativo no número de pessoas desocupadas. Dados oficiais do governo apontaram para um aumento no número delas, chegando a 13,8% da população econômica ativa em setembro de 2020, ou seja, mais de 13,8 milhões de brasileiros sem postos de trabalho.

A situação social do Brasil tornou-se um dever do Estado, estando agora na mão dos governantes criar políticas de controle da pobreza e aumento da renda no país, como é o caso da criação do auxílio emergencial, exemplo de medida paliativa, para enfrentar a pandemia.

Acesse também: Trabalho na globalização: flexibilização, terceirização e crescimento da informalidade

Exercícios resolvidos

Questão 1 – Os tipos de desemprego surgem por meio das relações econômicas e sociais, dessa forma, assinale a alternativa que não se configura como um tipo de desemprego:

A) sazonal

B) cíclico

C) relacional

D) estrutural

E) friccional

Resolução

Alternativa C. Os principais tipos de desemprego são: o desemprego sazonal, desemprego cíclico, desemprego friccional e desemprego estrutural.

Questão 2 – (Fepese - 2017) Assinale a alternativa que corresponde ao desemprego friccional.

A) Desemprego que experimentam as economias em períodos de depressão econômica.

B) Desemprego que existe na economia no momento da retomada cíclica dos investimentos.

C) Desemprego que existe na economia resultado do deslocamento dos indivíduos entre empregos e a procura por novos empregos.

D) Desemprego que surge em determinados locais em períodos específicos do ano pela queda de uma de suas atividades econômicas principais, como o turismo de veraneio de algumas cidades litorâneas.

Resolução

Alternativa C. O desemprego friccional é aquele que o trabalhador sai do seu posto de trabalho e fica desempregado, em busca de uma carreira ou empresa melhor.

Publicado por: Gustavo Henrique Mendonça
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