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Próclise ou Mesóclise? Circunstâncias de uso

Faz-se se necessário conhecermos as circunstâncias de uso da próclise e da mesóclise
Faz-se se necessário conhecermos as circunstâncias de uso da próclise e da mesóclise

Os termos, aos quais fazemos referência, integram um fato linguístico relacionado à colocação pronominal. Esse, semelhantemente a tantos outros, representa alvo de questionamentos por uma parte significativa de usuários da língua. Tais dúvidas talvez decorram das muitas regras a ele atribuídas – aspecto esse em que o emissor às vezes se sente perdido no meio do caminho.

Dada essa realidade, sobretudo em se tratando das normas (uma vez passíveis de serem seguidas), o presente artigo tem por objetivo fazer algumas abordagens no sentido de deixar você, caro (a) usuário (a), ciente das circunstâncias em que deverá fazer uso, ora da próclise, ora da mesóclise. Vamos a elas, portanto:

Sabe-se que a mesóclise não se manifesta assim de forma tão recorrente, sendo que o uso dela se restringe de forma específica aos textos literários e àqueles considerados extremamente formais. Em ocasiões específicas de comunicação, muitas vezes o usuário opta por formas mais viáveis, dada tal ocorrência. Mas o fato é que ela existe, por conseguinte devemos saber utilizá-la de forma adequada. Dessa forma, ela somente é empregada em se tratando de verbos expressos no futuro do presente e no futuro do pretérito, ambos do modo indicativo. Vejamos alguns exemplos:

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Os perdoarei o mais breve possível.

Trata-se de uma incorreção por dois motivos:

Primeiro porque perante a gramática é inaceitável iniciarmos uma oração fazendo uso de pronomes oblíquos, e segundo porque em se tratando do tempo verbal ora expresso (futuro do presente), a mesóclise se faz necessária. Assim, retificando, temos:

Perdoá-los-ei o mais breve possível.

Mas observe que em ambos os tempos também se aplica o uso da próclise, demarcado por meio dos exemplos que seguem:

Não os perdoarei mais.

Jamais os perdoarei.

Prometi que os perdoaria o mais breve possível.

Em todos enunciados houve um fator que possibilitou o uso de tal modalidade (necessária, por sinal) - a existência de alguns elementos, respectivamente demarcados por um advérbio de negação (não), outro advérbio de negação (jamais) e por um pronome, o qual em se tratando da sua classificação sintática representa uma conjunção integrante (introduzindo uma oração subordinada substantiva objetiva direta).

Assim, conscientize-se de que havendo um fator de próclise, essa poderá ser perfeitamente utilizada em ambos os tempos relacionados ao futuro (do presente e do pretérito).

Publicado por Vânia Maria do Nascimento Duarte
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