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Anúbis

Anúbis foi um deus egípcio considerado o primeiro deus dos mortos e da mumificação. Com o tempo, foi perdendo esses atributos para Osíris.
Anúbis, primeiro deus egípcio dos mortos e da mumificação.
Anúbis, primeiro deus egípcio dos mortos e da mumificação.

Anúbis foi um deus egípcio representante dos mortos e da mumificação, mas que, gradualmente, perdeu esses atributos para outro deus egípcio, Osíris. De toda forma, ele permaneceu como protetor dos túmulos e cemitérios e guia dos mortos na vida após a morte, participando também do julgamento no Tribunal de Osíris.

Acredita-se que o culto a Anúbis tenha surgido em algum momento do período Pré-Dinástico (entre 6100 a.C. e 3500 a.C.), e as primeiras representações desse deus remontam a cerca de 3100 a.C. Por sua relação com a morte, era comum que os túmulos no Egito fossem decorados com desenhos de Anúbis. Na mitologia egípcia, ele era filho de Néftis e Osíris.

Acesse também: Aton o deus único do Universo visível

Resumo sobre Anúbis

  • Anúbis foi o deus dos mortos e da mumificação no Antigo Egito.
  • Por volta de 2000 a.C., foi substituído por Osíris como o principal deus dos mortos.
  • Permaneceu como o protetor dos túmulos e dos cemitérios.
  • Guiava os mortos na vida após a morte e participava do Tribunal de Osíris.
  • Existiam amuletos fabricados em sua homenagem, e os túmulos eram decorados com imagens dele.

Quem foi Anúbis

Anúbis foi um deus da religiosidade dos egípcios antigos, representando os mortos e a mumificação. Com o tempo, uma significativa mudança nas crenças egípcias aconteceu e Anúbis foi cedendo esses atributos a Osíris. Assim, aquele se converteu em uma espécie de auxiliar deste.

Além disso, passou a ser o protetor dos túmulos e cemitérios e quem guiava e protegia os mortos no além. Os egípcios o representavam com o corpo humano, mas com o rosto de chacal, de cor preta, que tinha duplo significado na cultura egípcia.

Por um lado, o preto representava a decomposição do corpo, portanto, a morte e a passagem para o além, mas também se referia ao renascimento da vida, pois era a mesma cor do solo fértil às margens do rio Nilo.

O conhecimento atual dos historiadores permite dizer que as primeiras representações a esse deus remontam a cerca de 3100 a.C. Essas representações foram encontradas por meio de escavações arqueológicas em tumbas egípcias. Entretanto, acredita-se que o culto a Anúbis tenha se estabelecido durante o período Pré-Dinástico, entre 6100 a.C. e 3500 a.C.

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A ascensão de Osíris na religiosidade egípcia se deu por volta de 2000 a.C., e, a partir disso, Anúbis foi perdendo espaço para esse novo deus, que passou a ser o principal representante dos mortos para os egípcios. Essa mudança trouxe alterações até mesmo nos mitos que envolviam Anúbis, e ele passou a ser visto como filho de Néftis e Osíris.

Com a popularização de Osíris, Anúbis foi colocado como uma espécie de auxiliar daquele, passando a proteger os túmulos e guiar os mortos na vida após a morte. Era ainda um dos deuses que participavam do Tribunal de Osíris, que julgava os mortos por suas ações, e também atuava na balança desse tribunal.

Essa balança era determinante para o destino dos mortos: se eles gozariam da vida após a morte ou se seriam devorados por um monstro. Nessa balança, o coração do morto era pesado com uma pena, e, caso fosse mais leve, a morto poderia gozar da vida após a morte. Esse mito trazia o coração como símbolo das ações da pessoa em vida e a pena como símbolo do conceito de justiça para os egípcios.

  • Nascimento de Anúbis

Vimos que a popularização de Osíris fez com que Anúbis passasse a ser visto como seu filho. O mito do seu nascimento se iniciava com uma artimanha de Néftis, deusa da noite. Ela tinha interesse em Osíris, pois o achava muito bonito. Assim, ela se disfarçou de Ísis, a esposa de Osíris, e o seduziu.

Néftis engravidou depois de se relacionar com Osíris, e, para evitar que seu marido, Set, descobrisse sua traição, decidiu abandonar a criança. Essa criança era Anúbis, que foi adotado por Ísis quando essa deusa descobriu o que havia acontecido. Eventualmente, Set também descobriu o que aconteceu e vingou-se assassinando Osíris.

Saiba mais: Faraó — tinha fundamental importância no sistema de crenças do povo egípcio

Anúbis na religiosidade egípcia

Anúbis era cultuado em determinados locais do Egito e existiam santuários em sua homenagem espalhados por diversas regiões. A cidade de Saka guardava um dos principais locais de culto a Anúbis, e Mênfis transformou esse deus em seu patrono da mumificação. Isso porque essa cidade ficou conhecida por ter diversas necrópoles.

Ritual de mumificação representado por hieróglifos, com Anúbis preparando o sarcófago do faraó
Anúbis era o patrono da mumificação.[1]

As necrópoles, basicamente, eram locais em que ficavam os túmulos, o que evidenciava a ligação de Anúbis com a morte e com os rituais funerários presentes na cultura egípcia. Havia amuletos produzidos em referência a esse deus, além das tumbas serem decoradas com imagens dele.

Na religião egípcia, Anúbis era conhecido como Inpu ou Anpu, sendo o termo “Anúbis” oriundo do grego. Além disso, os egípcios tinham uma série de epítetos usados para se referir a esse deus, entre eles: “o primeiro dos ocidentais”, “mestre dos segredos”, “aquele que está na montanha sagrada”.

Todos esses epítetos ressaltavam o vínculo de Anúbis com a morte, a vida após a morte e a mumificação. Inclusive, o termo “ocidental”, na religiosidade egípcia, era usado para se referir àqueles que estavam no local para onde iam os mortos.

  • Videoaula sobre Egito Antigo: religião

Crédito de imagem

[1] Shuttestock / matrioshka

Publicado por Daniel Neves Silva

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