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Deuses do Egito

Deuses do Egito eram as divindades que formavam o panteão egípcio e estavam presentes na religião tradicional que existiu no Egito Antigo.
Os egípcios tinham uma religião politeísta e adoravam vários deuses. Na imagem estão representados Tot, Rá e Anúbis.
Os egípcios tinham uma religião politeísta e adoravam vários deuses. Na imagem estão representados Tot, Rá e Anúbis.

Os deuses do Egito eram as divindades que formavam o panteão egípcio e que tinham relação com a religiosidade dos egípcios antigos. Eles acreditavam que seus deuses atuavam pelo bem dos seres humanos e buscavam garantir a preservação da harmonia no Universo. Algumas divindades egípcias chegaram a ser adoradas por outros povos da Antiguidade. Alguns dos principais deuses egípcios foram: Rá, Amon, Osíris, Ísis e Hórus.

Acesse também: Atonismo e a tentativa de culto a somente um deus no Egito

Resumo sobre deuses do Egito

  • A ideia de harmonia (ma’at) era algo muito importante na religiosidade egípcia, e os egípcios acreditavam que seus deuses mantinham essa harmonia.

  • Os egípcios eram politeístas e tinham uma variedade extensa de deuses.

  • Os egípcios faziam preces aos seus deuses, pedindo pelas bençãos deles.

  • Entre alguns dos deuses mais conhecidos da religiosidade egípcia, estão: Rá, Ísis, Hórus, Osíris, Amon, entre outros.

  • Os egípcios tinham diversos mitos envolvendo seus deuses, e um dos mais famosos falava da inveja de Set por Osíris.

Religiosidade no Egito Antigo

O Egito Antigo, como qualquer sociedade da Antiguidade, possuía suas práticas religiosas, entre as quais estava incluída a crença em diversos deuses. Um importante ponto de partida é o fato de que os egípcios eram politeístas e, portanto, acreditavam em um grande número de deuses. Cada deus possuía seus próprios atributos, e uns eram mais importantes que outros.

A religiosidade egípcia se manifestava por dois conceitos muito importantes para os egípcios. Primeiro havia o ma’at, a ideia de harmonia no Universo. Os egípcios acreditavam que os seus deuses atuavam sempre tentando preservar a harmonia e impedir que o Universo fosse lançado no caos.

Isso refletia diretamente nas pessoas que procuravam levar a vida sempre respeitando essa harmonia. Os egípcios entendiam que a melhor maneira de garantir isso era seguindo a vontade dos deuses. A adoração dos deuses era uma parte importante dessa procura.

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Além disso, os egípcios entendiam que os poderes divinos, a vontade divina e a relação dos fiéis com os deuses formavam um poder chamado heka. Essa palavra é com frequência traduzida como “mágica” e faz menção a um poder fundamental que sempre existiu no Universo.

A religião tinha um papel crucial na sociedade egípcia e estava por trás de práticas como as técnicas de mumificação de corpos, além de influenciar diretamente o modelo político local. Os egípcios também organizavam rituais e festivais em homenagem aos seus deuses. Esses festivais se tornavam também um ponto de socialização das pessoas. Caso queira saber mais sobre o tema deste tópico, leia: Religiosidade no Egito Antigo.

  • Deuses do Egito

Representação hieroglífica da deusa Ísis
Ísis, deusa da fertilidade, conhecida por ser irmã e esposa de Osíris e mãe de Hórus.

Uma parte importante da religiosidade egípcia era a crença em seus deuses, como já foi mencionado. Os egípcios acreditavam que os deuses regiam o Universo e eram os criadores da Terra e dos seres humanos. Acreditavam também que as divindades cooperavam pelo bem das pessoas.

Para os egípcios, sua terra era uma dádiva dos deuses, e eles atribuíam o seu conhecimento civilizatório a Osíris, um dos deuses mais conhecidos da religião egípcia. Eles acreditavam que Osíris havia sido quem os ensinou a agricultura, a como viver em sociedade, quem lhes transmitiu a cultura e ensinou as leis. Em suma, para os egípcios, todo o seu modo de vida civilizado provinha desse deus.

Os egípcios recorriam a seus deuses em preces e pediam pela manutenção da sua saúde, mas também os consultavam em busca de orientação. Muitas dessas preces eram realizadas em pequenos santuários, porque a população em geral não tinha acesso aos templos oficiais.

Os egípcios também acreditavam que certos animais poderiam ser manifestações de seus deuses, por isso, esses animais eram venerados, e, quando morriam, recebiam honrarias funerárias e até passavam pelo processo de mumificação. Havia também certas plantas associadas aos deuses.

Os egípcios entendiam que uma forma de desonrar os deuses era demonstrar ingratidão, pois atitudes ingratas afetavam aquela harmonia universal. Além disso, é importante mencionar que, na religião egípcia, os deuses tinham papel crucial na vida após a morte de cada pessoa.

Isso porque toda pessoa que morria passava pelo Tribunal de Osíris, que decidiria o destino de cada pessoa no pós-vida. Nesse tribunal, a decisão de Osíris era a mais importante, mas as atitudes de cada pessoa também eram julgadas por outros 42 juízes, dos quais nove se destacavam por serem deuses e deusas do panteão egípcio.

Outro ponto importante dos deuses do Egito é o fato de que o culto a eles se espalhou por diferentes locais do mundo antigo. Os cuxitas, povo que habitava a Núbia, ao sul do Egito, adoravam alguns deuses egípcios. Os romanos também passaram por esse sincretismo religioso.

As imagens dos deuses egípcios ficavam dentro dos templos religiosos, e eles poderiam ser representados de forma humana, animal ou das duas formas juntas. Entre os deuses mais importantes, podemos destacar:

  • Amon

  • Osíris

  • Ísis

  • Hórus

  • Shu

  • Hator

  • Héftis

  • Set

  • Geb

  • Bastet

  • Maat

  • Anúbis

  • Téfnis

  • Tot

  • Videoaula sobre Egito Antigo (parte 3: religião)

Surgimento dos deuses

Os egípcios acreditavam que por intermédio de heka (o poder) havia surgido um morro no vazio do Universo, e nele habitava um deus chamado Atum (outras versões falam que esse morro era habitado por Rá ou Ptá). De Atum, foram gerados Shu, deus do ar, e Téfnis, deusa da umidade. Ambos deram forma à Terra, estabelecendo nela os princípios da vida.

Shu e Téfnis abandonaram o pai para viverem na Terra, mas a falta de seus filhos fez com que Atum sofresse. Quando os irmãos retornaram, Atum chorou, e de suas lágrimas surgiram os seres humanos. Posteriormente, Shu e Téfnis tiveram dois filhos, Geb e Nut.

Geb e Nut se apaixonaram, o que foi reprovado por Atum, que decidiu separá-los. Nut foi aprisionada no céu, enquanto Geb ficou preso na terra. Assim, eles poderiam se ver, mas não se tocar. Contudo, Nut estava grávida de filhos com Geb, dando origem a cinco deuses: Osíris, Ísis, Set, Néftis e Hórus.

Dentro da mitologia egípcia, existem diferentes versões do nascimento de Hórus. Outra versão o aponta como filho de Ísis e Osíris. De toda forma, percebemos que, por meio de Geb e Nut, nasceram cinco importantes deuses do Egito. Desses cinco, outros deuses foram surgindo.

Leia mais: Deuses gregos — seres imortais que habitaram o Monte Olimpo e fizeram parte da religião grega antiga

Set e Osíris

Representação hieroglífica do deus Osíris
Na mitologia egípcia, Osíris foi assassinado por Set e ressuscitado por sua esposa, Ísis.

Uma das histórias mais conhecidas que envolvem os deuses do Egito é a que narra a inveja de Set por Osíris. Ambos eram irmãos, mas Osíris governava o Egito junto de sua esposa e irmã, Ísis. Osíris era considerado um bom governante e, como mencionado, o responsável por levar a civilização ao Egito.

Isso fez com que Set começasse a sentir inveja do governante, e essa inveja aumentou quando sua esposa, Néftis, disfarçou-se de Ísis e deitou-se com Osíris, engravidando de Anúbis. Então Set decidiu vingar-se de Osíris e mandou construir um sarcófago com as medidas exatas de Osíris.

Set ofereceu o sarcófago aos convidados de uma festa e argumentou que seria um presente para aquele que coubesse perfeitamente nele. Assim que Osíris experimentou o sarcófago, Set o trancou e o lançou no fundo do rio Nilo. A água levou o corpo de Osíris até Biblos, na Fenícia.

Ísis, a esposa de Osíris, iniciou uma busca pelo corpo de seu marido e o encontrou na Fenícia. Ela trouxe o corpo de volta ao Egito, mas Set descobriu e o esquartejou em 42 partes (algumas versões falam em 14 partes). Então, Set espalhou as partes do corpo de seu irmão por todo o Egito.

Ísis novamente iniciou uma jornada para encontrar todas as partes do corpo de seu marido pelo Egito e contou com a ajuda de Néftis. Ela encontrou todas as partes, menos uma. A deusa então realizou um ritual para ressuscitar seu marido, e logo em seguida engravidou de um filho com ele. Entretanto, como faltava uma parte do seu corpo, Osíris não podia governar o Egito novamente, assim, passou a viver na vida após a morte, tornando-se o deus dos mortos.

Ísis deu à luz Hórus, e, anos depois, seu filho batalhou com Set pelo controle do mundo. Set foi derrotado, e Hórus passou a governar tudo junto de sua mãe.

Publicado por Daniel Neves Silva

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