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Texto expositivo

O texto expositivo é aquele que tem o objetivo de apresentar um assunto ou acrescentar informações sobre determinado tema. Sua estrutura baseia-se na composição ou decomposição de um assunto, utilizando, para isso, explicações e dados de outras áreas, a fim de funcionar como um texto informativo. É importante, ainda, que o texto expositivo apresente dados verídicos e comprováveis.

Leia também: Cinco passos para escrever um bom texto dissertativo

O que é o texto expositivo?

O texto expositivo é uma produção que tem como função principal sintetizar ou analisar alguma ideia, conceito, teoria ou fenômeno. Desse modo, esse tipo textual auxilia principalmente na identificação, instrução e informação de determinado assunto, sendo muito utilizado, por isso, em ambientes educativos (educação escolar, acadêmica, profissional etc.).

Além disso, é comum encontrarmos variações do texto expositivo, e cada subtipo refere-se a outras funções exigidas pelo texto. Para ampliar o conhecimento dessas categorias, segue-se a definição de dois tipos de textos expositivos.

  • Texto expositivo informativo

O texto expositivo informativo tem o objetivo de apresentar determinado tema, no intuito de informar o leitor a respeito de dados importantes sobre ele. Nesse sentido, esses textos apresentam caráter explicativo e, muitas vezes, descritivo, no intuito de instruir o leitor por meio da exposição e explicação de novas informações.

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  • Texto expositivo argumentativo

O texto expositivo argumentativo possui como segunda característica predominante o traço argumentativo, desse modo, além de apresentar informações sobre determinado assunto, o autor também procura defender um posicionamento, ou seja, apresentar uma opinião embasada em argumentos sólidos. Por esses motivos, esse tipo de texto expositivo tem o intuito de informar e convencer o leitor.

Estrutura e características do texto expositivo

Diversos gêneros textuais possuem o tipo expositivo na sua composição.
Diversos gêneros textuais possuem o tipo expositivo na sua composição.

Os textos do tipo expositivo podem apresentar inúmeras variações em sua composição formal, a depender do gênero utilizado e das intenções comunicativas. Entretanto, alguns aspectos podem ser considerados essenciais a todos os textos expositivos. A seguir, algumas dessas características serão exploradas.

De início, os textos expositivos têm preferência pelo conteúdo, pela mensagem, desse modo, a linguagem utilizada tenta ser acessível e, muitas vezes, impessoal, tentando garantir um teor de neutralidade. Além disso, eles podem ser divididos em duas categorias, que se referem ao método de exposição utilizado no texto:

  • Composição: é a estrutura que prioriza a identificação de fenômenos individuais, desse modo, são os textos que pretendem apresentar diversas informações a respeito de um único tema ou assunto. Essa estrutura é utilizada principalmente para informar o leitor a respeito de determinado conteúdo. Outra característica dela é a preferência pela estrutura sintática sujeito + predicado + complemento, utilizados no tempo presente.
  • Decomposição: processo em que o texto estrutura-se com o intuito de conectar fenômenos, desse modo, não se limita a um único tema ou assunto, como no método anterior, mas estabelece relações entre diferentes tópicos, buscando decompor as partes do grande tema. Nesses textos, é comum a utilização do verbo ser com predicativo nominal ou outros verbos com complementos diretos.

Além desses aspectos, ainda é possível acrescentar-se outras características do tipo textual expositivo. A intertextualidade é uma ferramenta que pode ser muito utilizada nesses textos, principalmente quando o autor pretende aprofundar um assunto ou, além de expor, propor um ponto de vista. Nesses casos, o uso de informações e dados de outros textos pode potencializar a produção textual bem como fornecer subsídios para sustentação dos argumentos.

A descrição é um outro elemento que pode ser muito presente no texto expositivo. Quando o autor possuir intenção de instruir e informar o leitor a respeito dos detalhes de determinada questão, é possível que ele descreva aspectos visuais ou funcionais do fenômeno analisado, no intuito de qualificar o texto e auxiliar a compreensão do leitor.

Como fazer um texto expositivo?

Para fazer um texto expositivo, é necessário, antes da escrita, fazer uma organização pré-textual, na qual se escolhe o tema e se define a sua intenção comunicativa com o texto. Em seguida, é importante pesquisar sobre o assunto, buscando aprofundar seus conhecimentos e, com isso, garantir propriedade intelectual à sua escrita.

Durante esse processo, é importante checar as fontes de informação, pois o texto expositivo visa a informar e instruir, desse modo, todo cuidado com a verdade dos relatos é essencial. Selecione as informações e dados mais relevantes para o seu texto e então prossiga à escrita.

Sempre priorize iniciar pelas informações mais conhecidas pelo público em geral, pois assim você ajuda o leitor a acionar os conhecimentos prévios que auxiliam na leitura e compreensão do texto. Em seguida, estrategicamente vá adicionando as informações mais completas e relacionando-as sempre que necessário.

Além disso, é imprescindível que o texto apresente explicações, sempre que algo novo e desconhecido for apresentado, pois é essencial nesse tipo de texto que o leitor compreenda a mensagem, ou a função principal do texto não será cumprida: informar o leitor.

Por fim, é importante lançar mão dos recursos coesivos para que as ideias sejam adequadamente encadeadas e toda relação estabelecida seja identificada facilmente pelo leitor. Nesse sentido, é necessário atentar-se ao uso repetitivo de conectivos mais comuns: “que”; “como”; “pois” etc., pois isso pode sobrecarregar e prejudicar seu texto.

Leia também: Como usar adequadamente os conectivos?

Exemplo

O narrador é a voz que conta a história, pode referir-se tanto a uma voz real de determinada pessoa como a uma voz verbal, no caso dos textos escritos.

Na literatura, o narrador possui papel fundamental para a classificação dos textos narrativos. Existe uma diversidade de jeitos de criar-se um narrador no terreno literário. Por exemplo, no famoso livro Vidas secas, de Graciliano Ramos, quem narra a história, muita vezes, é a cachorra da família, a baleia.

A escolha do tipo de narrador influencia na perspectiva ou no ponto de vista adotado para contar a história. Essa escolha pode surpreender o leitor.

Assim, o narrador sempre precisa ser considerado em todos os seus detalhes. Todas as características dele interferem na condução e no efeito da história.

 

No exemplo anterior, percebe-se que há uma estrutura de composição, na qual o autor pretende apresentar apenas o tópico “narrador. Assim, ele inicia o seu texto por informações mais conhecidas, para introduzir o leitor, e, em seguida, aprofunda o tópico apresentando a importância do narrador para a literatura. Por fim, conclui com a afirmação da importância dos detalhes na análise do narrador.

Com base nessa construção expositiva, o autor consegue apresentar o tópico escolhido e destacar as informações que julga relevantes para o leitor, sem, contudo, apresentar nenhum ponto de vista nem argumentação, pois o foco é informar.

Publicado por: Talliandre Matos
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