Marco Polo
Marco Polo foi um mercador e viajante veneziano do século XIII cuja jornada ao Oriente se tornou uma das narrativas mais influentes da Idade Média. Seus relatos sobre a Rota da Seda, o Império Mongol e a China de Kublai Khan ajudaram a moldar a visão europeia sobre o Oriente. No entanto, sua trajetória permanece cercada por debates historiográficos sobre a veracidade de suas viagens.
O livro das maravilhas é uma obra que narra as viagens de Marco Polo. Escrito a partir dos relatos feitos por Polo ao escritor Rustichello de Pisa, quando esteve na prisão, em Gênova, o livro foi publicado durante a vida de Polo, em 1299, e ainda é frequentemente reimpresso e traduzido.
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Resumo sobre Marco Polo
- Marco Polo nasceu em 1254, em Veneza, importante centro comercial do Mediterrâneo e uma das cidades mais ricas da Europa medieval.
- A família Polo atuava no comércio entre Europa e Oriente, participando das rotas mercantis que atravessavam o Mediterrâneo e a Ásia.
- Em 1271, aos cerca de 17 anos, Marco Polo partiu de Veneza rumo ao Oriente ao lado do pai e do tio, iniciando a jornada que o tornaria célebre.
- Essa viagem atravessou regiões do Oriente Médio, da Ásia Central e da Rota da Seda, incluindo a travessia do deserto de Gobi antes da chegada à China.
- Marco Polo viveu cerca de 17 anos sob o domínio do Império Mongol, atuando na corte de Kublai Khan e viajando por diferentes regiões asiáticas.
- Seus relatos deram origem ao livro O livro das maravilhas, uma das obras mais influentes da Idade Média sobre o Oriente.
- Historiadores ainda debatem a autenticidade de suas viagens, embora a maior parte da historiografia atual considere que ele realmente esteve na China.
- A jornada completa de Marco Polo durou aproximadamente 24 anos, entre 1271 e 1295 e sua trajetória continua inspirando filmes, séries, romances, jogos e obras literárias até os dias atuais.
Biografia de Marco Polo
Marco Polo nasceu em 1254 em Veneza, na atual Itália, que era então um importante centro comercial, em uma família de importantes comerciantes que atuavam em rotas de comércio entre a Europa e o Oriente, por meio do Mar Mediterrâneo. Seu pai, Niccolo Polo e seu tio Maffeo Polo eram mercadores experientes e já tinham realizado viagens pela Ásia muito antes do filho e sobrinho famoso. Por isso, Marco Polo teve contato desde muito cedo com relatos de viagens a lugares longínquos, em busca de mercadorias exóticas e do contato com povos distantes.
A infância de Marco Polo foi marcada pela ausência do pai. Quando era ainda um recém-nascido, seu pai Niccolo partiu, com seu tio Maffeo, em uma longa viagem comercial para o Oriente, que os levou até territórios então controlados pelo Império Mongol. Após cruzarem a Rota da Seda e visitarem o imperador mongol Kublai Khan, os irmãos Polo regressaram a Veneza, em 1269, quando Marco já tinha cerca de 15 anos de idade. Foi nesse momento que ele conheceu o próprio pai.
A mãe de Marco Polo faleceu quando ele ainda era uma criança. Um dado importante ajuda a entender o mundo em que ele nasceu: na Veneza do século XIII, os testamentos, contratos comerciais e árvores genealógicas focavam quase inteiramente a linhagem masculina (patrilinear). Como a mãe de Marco Polo faleceu jovem e sem o marido presente para registrar formalmente detalhes em cartórios que sobrevivessem até hoje, seu nome próprio foi omitido dos registros da família Polo que restaram, enquanto os nomes e os feitos do pai ficaram registrados e detalhados com esmero.
Sem o pai e, logo, sem a mãe, Marco viveu na residência da família Polo em Veneza, sob os cuidados diretos de uma tia paterna e de outros tios que permaneceram na cidade administrando os negócios locais da família enquanto seu pai e seu tio viajavam. Essa criação pelos parentes paternos moldou o futuro de Marco Polo, pois foram esses tios que garantiram que ele recebesse uma excelente educação voltada para os negócios: ele aprendeu a avaliar mercadorias, calcular moedas estrangeiras, ler, escrever e gerenciar navios de carga, todos conhecimentos fundamentais para a sua futura jornada como mercador e viajante.
Em 1271, com apenas cerca de 17 anos, ele começou sua trajetória pela qual ficaria conhecido até os dias de hoje: Marco Polo partiu de Veneza junto de seu pai e seu tio em direção ao Oriente. Essa viagem atravessaria regiões do Oriente Médio, da Ásia Central e da China, em uma das jornadas mais conhecidas da Idade Média.
De acordo com os relatos de Marco Polo, a expedição percorreu desertos, montanhas e rotas comerciais utilizadas por mercadores, diplomatas e emissários mongóis, até chegar à China, centro do então gigantesco Império Mongol, onde ele teria conquistado a confiança do poderoso imperador Kublai Khan, atuando como emissário e funcionário do governante mongol e viajando por diversas regiões do império, sob suas ordens.
Marco Polo retornou a Veneza por volta de 1295, após duas décadas fora da Europa. Pouco tempo depois, em 1296, foi capturado e preso pelos genoveses, então rivais comerciais e militares de Veneza no Mediterrâneo e no contexto italiano, enquanto comandava uma embarcação militar veneziana em batalha.
Na prisão, em Gênova, conheceu o escritor Rustichello de Pisa, a quem narrou suas aventuras pelo Oriente. Ao ouvir os relatos fascinantes de Marco sobre o Império Mongol e a China, Rustichello transcreveu as memórias do explorador. Essas histórias deram origem ao livro que ficaria conhecido como O livro das maravilhas ou As viagens de Marco Polo, obra que circulou amplamente pela Europa medieval e influenciou gerações de exploradores posteriores.
Ao sair da prisão em 1299, após cerca de três anos encarcerado, Marco Polo retornou a Veneza e nunca mais partiu em grandes expedições. A partir de então, teve uma vida relativamente pacata em Veneza, operando como um próspero mercador. Embora ele mesmo não viajasse mais, passou a atuar como importante investidor dessas expedições.
Em 1300, pouco após retornar do cativeiro, Marco se casou com Donata Badoer, jovem pertencente a uma influente e tradicional família do patriciado veneziano. Desse casamento nasceram suas três filhas: Fantina, Bellela e Moreta Polo. O célebre viajante morreu em Veneza, em janeiro de 1324, com cerca de 69 anos de idade, no seio de sua família, próspero e já famoso, tendo nobres e intelectuais em toda a Europa que já admiravam seus relatos.
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História das viagens de Marco Polo
→ A viagem dos irmãos Polo (1254-1269)
A história das viagens de Marco Polo começou, de certa forma, antes mesmo de ele participar delas. Isso porque ele se insere numa história de contato com o Oriente iniciada em 1254 por seu pai, Niccolò Polo, e seu tio, Maffeo Polo, que deixaram Veneza em direção ao Oriente com objetivos comerciais. Os dois irmãos Polo viajaram inicialmente para Constantinopla, importante cidade do Império Bizantino e então importante entreposto comercial entre Europa e Ásia, e depois seguiram pelas rotas comerciais da Ásia Central.
Durante essa primeira viagem ao Oriente da família Polo, Niccolò e Maffeo entraram em contato com representantes do Império Mongol e acabaram convidados a visitar a corte de Kublai Khan, o grande imperador da China mongol. A viagem até os domínios de Kublai Khan representava algo raro para europeus daquele período, já que poucos ocidentais haviam alcançado regiões tão distantes da Ásia oriental.
Kublai Khan recebeu os venezianos de maneira amistosa e demonstrou interesse pelas sociedades europeias e pelo cristianismo. Segundo O livro das maravilhas, de Marco Polo, o governante mongol pediu que os irmãos retornassem ao Ocidente levando uma mensagem ao papa solicitando missionários e estudiosos cristãos para viverem na corte de Khan na China. Niccolò e Maffeo finalmente retornaram a Veneza em 1269, após uma jornada de cerca de 15 anos. Dois anos depois, em 1271, é que se inicia a célebre viagem que tornaria Marco Polo famoso.
→ A viagem de Marco Polo (1271-1292)
Com cerca de 17 anos, ele partiu acompanhado do pai e do tio em direção ao Oriente. Essa expedição saiu de Veneza e atravessou o Mediterrâneo até alcançar cidades do Oriente Médio, passando por regiões da Armênia, da Pérsia e do atual Afeganistão, enfrentando longas travessias em desertos e cadeias montanhosas até chegarem à Corte Imperial Mongol na China, em 1275.
Marco Polo permaneceu cerca de 17 anos a serviço do governante mongol. Durante esse período, ele afirma que teria atuado como emissário do imperador e viajado por diferentes regiões da China e de outros territórios asiáticos controlados pelos mongóis. Em suas descrições, aparecem cidades populosas, sistemas de correio imperial, uso do papel-moeda, produção de seda, comércio de especiarias e hábitos culturais desconhecidos para muitos europeus medievais, o que registra o quão sofisticada e avançada era a civilização chinesa de então.
Ele também descreveu costumes religiosos orientais, formas de governo e riquezas minerais observadas ao longo de suas viagens, informações que despertaram enorme curiosidade e estimularam a imaginação na Europa medieval.
→ O retorno de Marco Polo à Veneza (1295)
O retorno dos Polo à Europa teve início por volta do ano de 1292. A viagem de volta incluiu travessias pelo oceano Índico e passou por regiões próximas à Índia e ao golfo Pérsico e, após cerca de três anos de viagem, Marco Polo retornou finalmente a Veneza em 1295. Ele nunca mais partiu em grandes expedições, apesar de ter financiado algumas, mas seus relatos foram publicados e se tornaram célebres por toda a Europa.
Marco Polo realmente esteve no Oriente?
A autenticidade das viagens de Marco Polo à China e ao Oriente é tema de debate entre historiadores há muitos anos. Embora o consenso acadêmico majoritário defenda que ele realmente esteve na China, existe uma influente corrente cética que questiona a veracidade de seus relatos e argumenta que Marco Polo nunca teria passado da Pérsia ou de postos comerciais no Mar Negro. Segundo essa visão, ele teria compilado relatos orais e guias geográficos de mercadores árabes e persas para forjar suas memórias. Esses autores apontam omissões culturais importantes nos relatos de Polo.
Uma das principais autoras dessa linha, a historiadora Frances Wood|1|, afirma que Marco Polo teria omitido práticas culturais únicas da dinastia Yuan, tais como o uso de hashi (pauzinhos) para comer, o hábito de beber chá, a prática do atamento de pés (foot-binding) em mulheres nobres e a existência da Grande Muralha da China.
Além disso, críticos destacam a total ausência do nome de Marco Polo nos minuciosos registros oficiais da Dinastia Yuan, sendo que os diários e arquivos imperiais detalhavam exaustivamente os funcionários e visitantes estrangeiros na corte de Kublai Khan.
Outro ponto destacado é o da possível interferência de ficção de outro autor, isso porque o manuscrito original não foi escrito por Marco Polo, mas sim ditado a Rustichello de Pisa na prisão, que era um conhecido escritor de romances de cavalaria ficcionais (como histórias do rei Artur). Esses críticos argumentam que ele floreou, exagerou ou inventou boa parte do tom heroico das narrativas contadas por Marco Polo.
No entanto, a maior parte dos historiadores modernos e especialistas em história chinesa defende que os detalhes técnicos e econômicos contidos em seu livro seriam impossíveis de serem inventados ou copiados de terceiros na Europa do século XIII. Um desses detalhes é a precisão monetária e econômica extrema do relato de Polo. O historiador alemão Hans Ulrich Vogel|2| comprovou que Marco Polo descreveu com exatidão matemática absoluta os sistemas de produção de sal, o monopólio estatal e os complexos formatos de papel-moeda da China daquela época (incluindo as marcas de autenticidade e valores), detalhes que nenhum texto árabe ou persa de então possuía.
Além disso, historiadores como Stephen G. Haw|3|, demonstram que as omissões apontadas por Frances Wood possuem justificativas históricas lógicas. Por exemplo, em relação à Grande Muralha, a muralha de pedra que conhecemos hoje foi construída muito depois, na Dinastia Ming, sendo que na época mongol de Marco Polo, as barreiras eram de terra batida, estavam severamente degradadas e não tinham sentido defensivo já que os próprios mongóis governavam os dois lados da fronteira.
Quanto ao chá e aos pés atados, os governantes mongóis de Pequim (com quem Marco Polo convivia diretamente) rejeitavam orgulhosamente esses hábitos puramente chineses e, quanto à explicação para a sua ausência nos registros chineses, os nomes ocidentais eram rotineiramente traduzidos e registrados sob fonéticas mongóis, persas ou chinesas nos arquivos imperiais e, tendo sido Marco Polo um funcionário menor ou emissário estrangeiro temporário de Kublai Khan, sua relevância política para o império era pequena, justificando o fato de seu nome não constar em grandes decretos dinásticos.
A historiografia contemporânea conclui majoritariamente que Marco Polo esteve de fato na China, mas que seu livro deve ser lido como um relato misto: misturam-se ali suas observações geográficas e factuais reais do mercador que era com os exageros e floreios literários e fantasias medievais introduzidos tanto por ele quanto pelo seu “copiloto” escritor de romances de cavalaria, Rustichello de Pisa.
Como Marco Polo chegou à China?
Segundo os relatos do próprio Marco Polo, em seu O livro das maravilhas, a expedição que o levou à China partiu de Veneza, em 1271, e atravessou inicialmente o Mar Mediterrâneo em direção a Constantinopla (atual Istambul, na Turquia) e, posteriormente, ao Oriente Médio. Os viajantes passaram por regiões controladas por diferentes povos e reinos, seguindo caminhos utilizados há séculos por comerciantes da Rota da Seda.
Os Polo aproveitaram, para isso, a estrutura comercial criada pelos mongóis, que desenvolveram um sistema de estradas, postos de descanso e comunicação conhecidos como yam, utilizados para deslocar mensageiros e funcionários imperiais. Esses pontos de apoio ajudavam viajantes autorizados a obter abrigo, animais e suprimentos durante o percurso.
Durante a primeira etapa da viagem, os venezianos atravessaram territórios da Armênia e da Pérsia, atual Irã. Marco Polo descreve ali cidades comerciais, caravanas de mercadores e regiões marcadas por conflitos e dificuldades naturais. Em muitos trechos, eles precisaram adaptar a viagem devido a guerras locais e condições climáticas adversas. A travessia da Ásia Central foi uma das partes mais difíceis da jornada, em que eles passaram por áreas montanhosas próximas ao atual Afeganistão, sendo que algumas dessas áreas tinham altitudes elevadas, frio intenso e pouca oferta de alimentos, o que tornava a viagem mais lenta e perigosa.
Um dos pontos mais comentados entre as narrativas de Marco Polo é sua travessia do deserto de Gobi, entre a Mongólia e o norte da China. Em O livro das maravilhas, ele descreve o Gobi como uma região extremamente árida, silenciosa e hostil, onde viajantes podiam morrer por falta de água ou se perder facilmente. Polo descreve essa como sendo a parte mais difícil e perigosa de toda a jornada. O deserto foi atravessado em caravanas, com guias locais experientes, com o uso de camelos para transportar pessoas e mercadorias. Por fim, essa etapa foi vencida e então eles finalmente chegaram à China, por volta de 1275, após cerca de quatro anos de deslocamento constante.
A família Polo alcançou os domínios de Kublai Khan, o governante mongol que controlava a China por meio da dinastia Yuan, fundada após as conquistas iniciadas por Genghis Khan. Kublai Khan havia estabelecido sua capital em Cambaluc, nome utilizado por Marco Polo para se referir à atual Pequim (ou Beijing). A chegada de Marco Polo à China representou um acontecimento raro para um europeu do século XIII. Embora missionários e comerciantes já tivessem alcançado partes da Ásia antes dele, poucos deixaram relatos tão extensos e detalhados sobre aquela região e cultura.
Duração da viagem de Marco Polo
As viagens de Marco Polo duraram aproximadamente 24 anos, entre 1271 e 1295. Segundo sua obra O livro das maravilhas, o início da viagem aconteceu em 1271, quando Marco Polo tinha cerca de 17 anos de idade, partindo de Veneza e retornando a essa cidade em 1295, quando a jornada chegou ao fim.
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Filmes, séries, livros e jogos sobre Marco Polo
A figura histórica de Marco Polo inspirou diversas mídias ao longo do tempo, dividindo-se entre biografias realistas, romances ficcionais e adaptações de época.
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Filmes sobre Marco Polo
Entre os filmes, podemos citar As Aventuras de Marco Polo, de 1938, que é um dos filmes mais clássicos de Hollywood, estrelado pelo renomado ator Gary Cooper, embora recheado de “licenças poéticas” diante da obra de Marco Polo e muitas infidelidades históricas.
Algumas décadas depois, temos o filme Marco Polo, O Magnífico (La fabuleuse aventure de Marco Polo), de 1965, que é uma produção europeia dirigida por Denys de La Patellière e Noël Howard, contando com grandes astros da época como Anthony Quinn no papel de Kublai Khan, Horst Buchholz (como Marco Polo), Orson Welles (Akerman) e Omar Sharif (Sheik Alla Hou).
Outra obra cinematográfica é Marco Polo, de 2007, um filme de aventura coproduzido pelos EUA e China, feito para a televisão e focado na permanência do explorador no Oriente enquanto seu pai e tio retornam temporariamente a Veneza.
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Séries sobre Marco Polo
Uma série de grande sucesso é Marco Polo, produzida pela Netflix entre 2014 e 2016. Tendo sido uma das séries de maior orçamento da plataforma de streaming, ela enfoca os primeiros anos do explorador na corte de Kublai Khan, misturando intrigas políticas, artes marciais e traições imperiais. Apesar da ambientação histórica detalhada, a produção recebeu críticas por alterar eventos e personagens históricos para ampliar o drama narrativo.
Outra série sobre o aventureiro é também denominada Marco Polo, uma minissérie ítalo-americana de 1982, dirigida pelo cineasta e roteirista italiano Giuliano Montaldo e exibida originalmente pela NBC e pela RAI italiana. Essa série premiada narra as histórias contadas por Marco Polo em suas obras, mostrando tanto as viagens do protagonista quanto o período sombrio de sua vida, em que ele foi mantido preso pelos genoveses e ali ditou suas memórias ao romancista Rustichello de Pisa.
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Livros sobre Marco Polo
Entre os livros de ficção que se inspiram e recriam o universo narrado por Marco Polo em suas obras, podemos citar a trilogia Marco Polo|4|, de Muriel Romana, que é um conjunto de três romances históricos detalhados que reconstroem a jornada do veneziano com base em pesquisas de época. Outra é As Cidades Invisíveis|5|, de Ítalo Calvino, uma obra de ficção literária estruturada em forma de diálogos poéticos e fictícios entre o imperador Kublai Khan e Marco Polo sobre as cidades do império.
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Jogos sobre Marco Polo
As Viagens de Marco Polo é um jogo de tabuleiro inspirado na obra do viajante italiano. Trata-se de um jogo de estratégia em estilo europeu de grande popularidade. Nele, os jogadores controlam viajantes ao longo da Rota da Seda, gerenciam recursos e abrem postos comerciais, o que emula pontos centrais da jornada dos Polo. Uma sequência independente do jogo anterior é Marco Polo II: A Serviço do Khan, que expande o mapa para o oeste do império e adiciona novas mecânicas de pontuação e recursos.
Passando para os jogos eletrônicos, Polo aparece numa famosa franquia de jogos de estratégia para PC e consoles, que é Civilization VI: Marco Polo. Outro jogo é Uncharted 2: Among Thieves que, embora seja um jogo de ação moderno, tem um enredo que gira inteiramente em torno do mistério dos navios perdidos de Marco Polo e de sua jornada em busca da cidade mística de Shambhala.
Notas
|1| WOOD, Frances. Did Marco Polo Go to China? London: Secker & Warburg, 1995.
|2| VOGEL, Hans Ulrich. Marco Polo Was in China: New Evidence from Currencies, Salts and Revenues. Leiden; Boston: Brill, 2013. (Monies, Markets, and Finance in East Asia, 1600-1900, v. 2).
|3| HAW, Stephen G. Marco Polo's China: A Venetian in the realm of Khubilai Khan. London; New York: Routledge, 2006. (Routledge Studies in the Early History of Asia).
|4| Livro 1: ROMANA, Muriel. Marco Polo: a caravana de Veneza. Tradução de Flávia Nascimento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2008. v. 1. 357 p.; Livro 2: ROMANA, Muriel. Marco Polo: além da grande muralha. Tradução de Flávia Nascimento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2008. v. 2. 321 p.; Livro 3: ROMANA, Muriel. Marco Polo: o tigre dos mares. Tradução de Flávia Nascimento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2008. v. 3. 336 p. ISBN 9788528609486.
|5| CALVINO, Italo. As cidades invisíveis. Tradução de Diogo Mainardi. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. 152 p. ISBN 9788571641495.
Créditos da imagem
[1] Wikimedia Commons (reprodução)
Fontes
BERGREEN, Laurence. Marco Polo: de Veneza a Xanadu. Tradução de Cristina Cavalcanti. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009.
HAW, Stephen G. Marco Polo's China: A Venetian in the realm of Khubilai Khan. London; New York: Routledge, 2006. (Routledge Studies in the Early History of Asia).
POLO, Marco. O livro das maravilhas: as viagens de Marco Polo. Porto Alegre: L&PM, 1996.
VOGEL, Hans Ulrich. Marco Polo Was in China: New Evidence from Currencies, Salts and Revenues. Leiden; Boston: Brill, 2013. (Monies, Markets, and Finance in East Asia, 1600-1900, v. 2).
WOOD, Frances. Did Marco Polo Go to China? London: Secker & Warburg, 1995.