Medula óssea

A medula óssea é um tecido gelatinosos encontrado no interior dos ossos, sendo essa estrutura responsável pela produção dos componentes figurados do sangue: hemácias, leucócitos e plaquetas.

A medula óssea pode ser classificada em medula óssea vermelha e em medula óssea amarela.  A primeira é abundante no indivíduo recém-nascido, entretanto, sua quantidade reduz-se consideravelmente na vida adulta, sendo substituída pela segunda.

O transplante de medula óssea é uma técnica importante no tratamento de algumas doenças que afetam as células sanguíneas, como alguns casos de leucemia.

Leia mais: Doação de medula óssea – o que é e como ocorre

O que é a medula óssea?

A medula óssea é um tecido gelatinoso localizado no interior da cavidade dos ossos esponjosos e no canal medular da diáfise (parte cilíndrica do osso) dos ossos longos. A medula óssea é conhecida também como tutano.

  • Tipos de medula óssea

A medula óssea pode ser classificada em dois tipos: medula óssea vermelha e medula óssea amarela.

A medula óssea vermelha é formada basicamente pelas células sanguíneas e suas precursoras. Ao nascer, observa-se que toda a medula óssea tem a coloração vermelha devido à grande quantidade de hemácias, aos poucos, no entanto, percebe-se uma redução da produção de células sanguíneas e verifica-se que a medula vai sendo infiltrada por tecido adipso. A medula óssea amarela consitui-se basicamente de células adiposas. Estima-se que, nos adultos, metade da medula óssea é vermelha e a outra metade é amarela.

Qual a função da medula óssea?

A medula óssea é responsável pela produção de células sanguíneas.
A medula óssea é responsável pela produção de células sanguíneas.

A medula óssea atua na produção dos componentes figurados do sangue — hemácias, leucócitos e megacariócitos, células cujos fragmentos constituem as plaquetas. 

Todas as células sanguíneas derivam de um único tipo celular presente na medula óssea denominado célula-tronco pluripotente. Essas células desenvolvem-se em duas linhagens: linfoides e mieloides. As células linfoides são responsáveis pela formação dos linfócitos, enquanto as células mieloides originam eritrócitos, plaquetas, granulócitos e monócitos, sendo os dois últimos tipos de leucócitos. O processo em que células-tronco pluripotentes diferenciam-se em células sanguíneas é denominado hematopoese.

Leia mais: Células do sangue – características, problemas que as afetam e resumo

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O que é o transplante de medula óssea?

O transplante da medula óssea consiste na substituição da medula óssea doente por uma medula saudável e é uma forma de tratamento para doenças que afetam as células do sangue, como linfomas e leucemias. De acordo com o INCA, o transplante pode ser feito usando-se a medula do próprio paciente ou de um doador ou com base em células precursoras de medula óssea, as quais são obtidas do sangue circulante de um doador ou do sangue de cordão umbilical.

Para realizar-se o transplante de medula óssea, inicialmente se deve realizar testes a fim de constatar-se a compatibilidade entre o doador e o receptor. Após isso, inicia-se os procedimentos. O doador será submetido à retirada da medula em um processo realizado no centro cirúrgico e sob anestesia. O procedimento consiste em realizar várias punções nos ossos posteriores da bacia e a aspiração da medula.

O paciente que receberá o transplante, por sua vez, é submetido a um tratamento que destrói completamente sua medula. Ele receberá então a medula sadia em um processo similar ao da transfusão de sangue. As células da medula óssea sadia entram na corrente sanguínea, alojam-se no local da medula óssea que foi destruída e restabelecem a produção normal de células sanguíneas.

O transplante de medula óssea é importante no tratamento de doenças que afetam as células sanguíneas.
O transplante de medula óssea é importante no tratamento de doenças que afetam as células sanguíneas.

Vale destacar que os riscos do procedimento para os pacientes que receberão a medula estão relacionados, principalmente, com infecções e os medicamentos quimioterápicos. Pode ocorrer também a rejeição da medula e a chamada doença enxerto contra hospedeiro, na qual as células da nova medula podem reconhecer alguns órgãos do corpo do indivíduo como sendo estranhos, reagindo contra o organismo do paciente.

No que diz respeito ao doador, ele pode apresentar sintomas como dores no local da doação, dor de cabeça e fraqueza. A medula doada recupera-se após algumas semanas.

Publicado por: Vanessa Sardinha dos Santos
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