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Agentes endógenos do relevo

Os agentes endógenos do relevo são os elementos que atuam na transformação das formas externas a partir do interior da Terra.

O relevo – modelado superficial da Terra – não é um elemento natural estático, mas é essencialmente dinâmico, embora nem sempre percebamos. Ao longo do tempo geológico, ele sofre com sucessivas e ininterruptas transformações que lhe dão novos contornos e novas características morfológicas, estruturais e de composição. Isso ocorre porque ele é continuamente transformado por diversos fatores, chamados de agentes de transformação do relevo ou, simplesmente, em agentes do relevo.

Os agentes endógenos do relevo são, portanto, os elementos naturais que alteram a forma do modelado superficial terrestre a partir de seu interior e, por isso, são também chamados de agentes internos de transformação do relevo. Esses agentes, mais precisamente, são: o tectonismo, o vulcanismo e os terremotos, de modo que os dois últimos encontram-se diretamente influenciados pelo primeiro.

1. Tectonismo

O tectonismo é conceituado como o conjunto de fenômenos relativos ao movimento das placas tectônicas, que nada mais são dos que as várias fissuras pelas quais se segmenta a crosta terrestre. A interação entre as diferentes placas provoca uma série de transformações gradativas nas formas de relevo, com a alteração, em muitos casos, da composição das rochas.

Em muitos casos, o choque entre duas placas tectônicas provoca a formação de áreas inclinadas e caracterizadas por serem composições geologicamente jovens, ou seja, formadas há cerca de 300 ou 400 milhões de anos. É o caso, por exemplo, da Cordilheira dos Andes (América do Sul), do Himalaia (na Ásia) e dos Alpes (na Europa), além de outros conjuntos de cadeias montanhosas, todas elas formadas em áreas de encontro entre duas placas. Em áreas onde predomina o tectonismo, podem ser formadas também as fossas oceânicas, que compõem os pontos mais profundos do oceano terrestre.

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2. Vulcanismo

Nos pontos de choque e interação entre placas tectônicas é comum também a ocorrência de vulcanismos, que são importantes agentes de formação e alteração do relevo. Afinal, o magma expelido pelos vulcões na forma de lava nada mais é do que as rochas em temperaturas superiores ao ponto de fusão. Quando esse magma atinge a superfície, que apresenta temperatura ambiente, ele solidifica-se e converte-se em rochas, classificadas em ígneas extrusivas.

As formas de relevo oriundas das ações do vulcanismo são também consideradas geologicamente jovens, uma vez que as áreas mais antigas com esse tipo de gênese foram desgastadas pelos agentes externos do relevo, dando origem a solos muito férteis.

3. Terremotos

Os terremotos ou abalos sísmicos são movimentações abruptas da crosta terrestre, também causadas pela interação entre placas tectônicas, sobretudo por acomodações geológicas em pontos de contatos e a consequente liberação de energia. Eles promovem transformações abruptas no relevo, quase nunca previsíveis, embora ocorram em maior quantidade nas áreas de encontro entre duas placas.

Como se pode imaginar, as áreas impactadas por esse fenômeno sofrem com muitos estragos superficiais, podendo afetar locais de habitação humana e gerar grandes tragédias com muitos mortos. Em áreas oceânicas, os impactos gerados pelos terremotos podem provocar a formação de grandes tsunamis.

As áreas montanhosas são formadas, na maioria dos casos, por agentes endógenos do relevo
As áreas montanhosas são formadas, na maioria dos casos, por agentes endógenos do relevo
Publicado por: Rodolfo F. Alves Pena
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Lista de Exercícios

Questão 1

“O Círculo de Fogo do Pacífico (ou Anel de Fogo) é uma área formada no fundo do oceano por uma grande série de arcos vulcânicos e fossas oceânicas, coincidindo com as extremidades de uma das maiores placas tectônicas do planeta.

A região, de cerca de 40 mil km de extensão, tem formato de ferradura e circunda a bacia do Pacífico, abrangendo toda a costa do continente americano, além do Japão, Filipinas, Indonésia, Nova Zelândia e ilhas do Pacífico Sul. (…)

Alguns dos piores desastres naturais já registrados ocorreram em países localizados no Círculo de Fogo. Um deles foi o tsunami de dezembro de 2004, que matou 230 mil pessoas em 14 países no Oceano Índico, após um tremor de magnitude 9,1”.

Último segundo, 12 mar. 2011. Adaptado.

Considerando as informações acima apresentadas, podemos considerar que as atividades do Círculo de Fogo do Pacífico evidenciam:

a) a orogenia ocasionada pelas células de convecção do magma.

b) a maior presença de formações rochosas sedimentares.

c) o dinamismo geomorfológico causado por ações epirogenéticas.

d) o predomínio de atividades intempéricas de modelagem do relevo.

e) a pressão das águas oceânicas sobre as formações rochosas.

Questão 2

“O maior terremoto já registrado em solo brasileiro ocorreu em Mato Grosso, há exatos 60 anos. O tremor de terra, de magnitude 6,2 na escala Richter, foi na Serra do Tombador, região Norte do estado, a 100 km da cidade de Porto dos Gaúchos, no dia 31 de janeiro de 1955. Apesar de ter sido considerado de forte impacto, o abalo não trouxe danos à escassa população que na época vivia nas proximidades do tremor. Se tivesse acontecido no centro de uma cidade como Cuiabá, por exemplo, o sismo poderia derrubar casas e prédios, entre outras consequências”.

Holland, C. Portal G1, 31 jan. 2015.

Os terremotos no Brasil são pouco comuns e costumam acontecer em grandes profundidades, causando menores prejuízos sociais, graças à estabilidade geológica do relevo do país. No entanto, a existência de eventuais tremores, a exemplo do ocorrido na Serra do Tombador, explica-se:

a) pela ação direta do tectonismo andino

b) pelo acúmulo de rochas sedimentares instáveis

c) pela existência de falhas geológicas

d) pela ação dos fatores externos de transformação do relevo

e) pelos impactos ambientais oriundos da mineração

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