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Mitos e verdades sobre o uso de máscaras de proteção

As máscaras de proteção são utilizadas para proteger as nossas vias respiratórias. Elas cobrem nosso nariz e boca, evitando que diversas partículas, inclusive vírus, tenham acesso ao nosso sistema respiratório.

As máscaras já são comumente utilizadas por profissionais da área da saúde para se protegerem durante o cuidado com alguns pacientes, sendo também usadas por pessoas que apresentam doenças que podem ser transmitidas por gotículas eliminadas durante a fala, espirro ou tosse, como a gripe. Outros profissionais também fazem uso de máscaras de proteção, para evitar, por exemplo, contato com poeiras e gases.

Apesar de seu uso já ser bem conhecido, a adoção de máscaras de proteção para prevenir doenças ganhou os noticiários do Brasil e do mundo durante a pandemia de COVID-19, em 2020. Diante disso, separamos alguns mitos e verdades sobre o uso de máscaras e sua eficiência na proteção contra doenças ocasionadas por agentes biológicos, como os vírus.

Leia também: Coronavírus – a família de vírus responsável pela pandemia de COVID-19

Mitos e verdades sobre o uso de máscaras de proteção

Profissionais da saúde devem fazer uso de máscaras de proteção a fim de evitar a sua contaminação por agentes patogênicos ao tratar doentes.
Profissionais da saúde devem fazer uso de máscaras de proteção a fim de evitar a sua contaminação por agentes patogênicos ao tratar doentes.
  1. A Organização Mundial de Saúde recomenda o uso de máscara apenas para pessoas doentes, profissionais da saúde e pessoas que estão cuidando de doentes.

VERDADE. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a recomendação do uso de máscara é feito para pessoas que estão doentes e para aquelas que estão cuidando dos doentes. No caso da COVID-19, o uso da máscara pelo doente evita que, ao falar, tossir ou espirrar, o vírus seja eliminado no ambiente pelo doente e os casos da doença aumentem. O profissional de saúde e cuidadores, por sua vez, devem utilizar as máscaras para evitar que gotículas eliminadas pelo doente atinjam as suas próprias vias respiratórias.

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Vale salientar que o uso pela população poderia diminuir a disseminação da doença, uma vez que muitos casos são assintomáticos e a pessoa elimina o vírus sem saber que está doente. Entretanto, diante da pandemia, a OMS teme que o uso de máscara por toda população possa causar um desabastecimento do material, prejudicando os profissionais que estão na linha de frente contra a COVID-19. Além disso, muitas pessoas poderiam considerar-se mais seguras e deixar de lado outras importantes medidas de prevenção contra a doença, tais como lavar as mãos com frequência.

Mesmo utilizando máscaras, devemos estar atentos às outras formas de prevenção, como a higienização das mãos.
Mesmo utilizando máscaras, devemos estar atentos às outras formas de prevenção, como a higienização das mãos.
  1. Máscaras cirúrgicas podem ser reutilizadas, desde que não estejam visivelmente sujas.

MITO. As máscaras cirúrgicas que são vendidas em farmácias são descartáveis, portanto, após seu uso, devem ser jogadas no lixo. Vale destacar que, para fazer o descarte de maneira segura, o usuário deve retirar as máscaras pelos elásticos laterais. Após retirá-la, é importante tomar bastante cuidado para que ela não toque no corpo, roupa ou qualquer outro objeto. A máscara, então, deve ser descartada em uma lixeira fechada e o indivíduo deve fazer a higienização adequada das mãos.

  1. Máscaras caseiras podem ser utilizadas pela população para se proteger da COVID-19.

VERDADE. O uso de máscaras caseiras pela população para a prevenção da COVID-19 foi recomendado pelo Ministério da Saúde. Elas funcionam como uma barreira de proteção contra o vírus, mas, para garantir uma melhor eficiência, é importante que tenham duas camadas de tecido. Recomenda-se que a máscara seja usada sempre ao sair de casa e que ela seja colocada de modo a proteger a boca e o nariz.

Além disso, as máscaras não devem ser compartilhadas, nem mesmo com pessoas da mesma família. É importante deixar claro que a máscara só pode ser usada por cerca de duas horas, sendo fundamental a troca após esse período. Outra recomendação é que, quando a máscara ficar úmida, ela também seja trocada. Uma dica é que, sempre que for sair, a pessoa leve uma máscara de reserva para fazer a troca caso seja necessário.

Leia também: Diferenças entre COVID-10, gripe e resfriado

  1. Máscaras de tecido podem ser lavadas com água sanitária para garantir a desinfecção.

Durante a pandemia de COVID-19, foi recomendado o uso de máscara de proteção caseira para toda a população.
Durante a pandemia de COVID-19, foi recomendado o uso de máscara de proteção caseira para toda a população.

VERDADE. A máscara de tecido pode ser lavada e, para sua higienização, recomenda-se a lavagem com água sanitária, deixando-a de molho por cerca de 30 minutos. Vale salientar que, mesmo que essa máscara possa ser lavada, o recomendado é que ela não seja compartilhada com outras pessoas.

  1. Máscaras caseiras podem ser usadas por profissionais da saúde.

MITO. As máscaras caseiras são recomendadas para uso da população em geral. Profissionais da área da saúde necessitam de máscaras específicas, como as máscaras cirúrgicas e aquelas conhecidas como PFFou N95. As máscaras usadas pelos profissionais da saúde são escolhidas de acordo com a enfermidade com a qual o profissional está lidando, uma vez que elas apresentam diferentes níveis de filtração e algumas oferecem maior vedação ao rosto que outras.

Um dos motivos para a recomendação de máscaras caseiras para uso da população durante a pandemia de COVID-19 foi exatamente o fato de que o uso por grande parte da população de máscaras cirúrgicas e PFF2 poderia causar um desabastecimento desses produtos para profissionais da saúde, os quais estão na linha de frente na luta contra a doença.

Publicado por: Vanessa Sardinha dos Santos
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