Maiores cientistas da história

Os maiores cientistas da história são aqueles que revolucionaram a ciência com seus estudos.

Os maiores cientistas da história são aqueles reconhecidos por suas contribuições para a humanidade, que permitiram avanços significativos nos diversos campos da ciência. Por conta disso, a sua fama transpassa os anos e são sempre citados e relembrados pelos seus feitos. Entre os cientistas mais famosos, podemos citar mentes como a de Nicolau Copérnico, Isaac Newton, Albert Einstein e Marie Curie.

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15 cientistas mais famosos da história e suas descobertas

  1. Nicolau Copérnico (1473-1543)

Nicolau Copérnico.
Nicolau Copérnico.

Nicolau Copérnico foi um astrônomo polonês e o proponente do heliocentrismo, ou seja, a ideia de que os planetas possuem o Sol como um ponto fixo de referência para seu movimento. Além disso, também propôs que a Terra, apesar de orbitar o Sol anualmente, também descreve um movimento diário de rotação em seu próprio eixo. Complementarmente, o heliocentrismo também explica o movimento de precessão dos equinócios do nosso planeta, que são movimentos cônicos, muito lentos e de longo prazo na direção do seu eixo.

Os trabalhos de Copérnico são revolucionários e influenciaram significativamente cientistas posteriores, como Galileu, Kepler, Descartes e Newton.

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  1. Galileu Galilei (1564-1642)

Galileu Galilei.
Galileu Galilei. 

Galileu Galilei foi um filósofo, astrônomo e matemático italiano que fez contribuições fundamentais para a ciência do movimento, para a astronomia, para a força dos materiais e para o desenvolvimento do método científico. Os seus estudos e observações acerca da inércia, da lei da queda de objetos e das trajetórias parabólicas demarcaram o início de uma mudança fundamental na compreensão do movimento.

Insistiu na descrição dos fenômenos naturais por meio de uma linguagem matemática, descartando a utilização de uma linguagem verbal e qualitativa, cimentando a ideia de que a experimentação seria o método reconhecido para descobrir os fatos da natureza.

Também se destacou pelas descobertas que realizou com seu telescópio, revolucionando a astronomia e auxiliando na aceitação do heliocentrismo. Contudo, seus trabalhos nesse campo o levaram a sofrer as consequências de um processo da Inquisição da Igreja Católica.

Entre seus destaques no campo astronômico, estão a descrição das fases e da superfície da Lua, bem como das luas do planeta Júpiter, as primeiras descrições acerca do aspecto do planeta Saturno, assim como a observação de que o planeta Vênus apresenta fases tal qual a nossa Lua.

  1. Johannes Kepler (1571-1630)

Johannes Kepler.
Johannes Kepler.

Foi um astrônomo alemão que descreveu as três leis majoritárias dos movimentos planetários:

  1. Os planetas descrevem órbitas elípticas com o Sol estando localizado em um dos focos da elipse. O ponto mais próximo ao Sol é conhecido como periélio e o ponto mais distante é o afélio.
  2. A linha imaginária que liga o planeta ao Sol varre áreas iguais o tempo todo. Dessa forma, o planeta se movimenta mais rapidamente no periélio e mais lentamente no afélio.
  3. O quadrado do período de revolução de um planeta em torno do Sol (órbita completa) é proporcional ao cubo da distância média até o Sol. Dessa forma, fica comprovado que planetas mais distantes demoram mais tempo para dar uma volta completa em torno do Sol.

Os trabalhos de Kepler transformaram o heliocentrismo de Copérnico em um sistema dinâmico, com o Sol mantendo os planetas em sua volta por meio de órbitas elípticas.

  1. Robert Boyle (1627-1691)

Robert Boyle.
Robert Boyle.

Foi um cientista britânico de grande importância para o desenvolvimento das ciências naturais, como Química, Física, Medicina, entre outros. Foi um dos fundadores da Sociedade Real de Londres, no ano de 1660. Seus estudos acerca da natureza do ar, junto com Robert Hooke, foram importantes para explicar o papel dessa substância na combustão. Além disso, outras observações realizadas permitiram a criação da chamada Lei de Boyle, que determina a relação inversamente proporcional entre a pressão e o volume de um gás.

No campo da Química, suas contribuições foram decorrentes da “hipótese corpuscular”, uma ideia de que tudo seria feito de minúsculas partículas (porém, não indivisíveis) universais, as quais seriam apenas distintas em termos de movimento e forma, em clara alusão ao atomismo. Suas obras mais famosas são:

  • “O Químico Cético”, na qual rompe com a visão ocultista da alquimia e defende que a ciência deve se basear em experimentos, além de redefinir a noção do que seriam os elementos químicos;
  • “A Origem das Formas e Qualidades”, na qual utiliza fenômenos químicos para justificar a hipótese corpuscular. De modo geral, Boyle foi um grande entusiasta da utilização da Química para a explicação e estudo da natureza e da medicina, o que lhe garantiu a alcunha de “pai da Química”.
  1. Robert Hooke (1635-1703)

Robert Hooke. Isaac Newton.
Robert Hooke.

Foi um cientista inglês que, além dos seus trabalhos supracitados com Robert Boyle, foi responsável pela descoberta da lei da elasticidade, descrita em 1660. Segundo essa lei, a deformação de um corpo é proporcional à força aplicada a ele.

A Lei de Hooke ainda determina que, ao esticar ou comprimir uma mola, surge uma força que tenta trazê-la de volta ao seu estado natural. Porém, existe um limite elástico para o material, assim, ao superar tal limite, a mola entorta ou se rompe. Essa lei foi essencial para estabelecer as bases para os estudos da tensão e deformação, bem como para a compreensão dos materiais elásticos.

Hooke também fez contribuições para a astronomia, ao ser o primeiro a propor que Júpiter rotacionava em seu próprio eixo, além de ter feito rascunhos sobre o planeta Marte que auxiliaram na determinação posterior da taxa de rotação do Planeta Vermelho.

O cientista também sugeriu que a força de gravidade poderia ser mensurada pelo uso da movimentação de um pêndulo, além de ter tentado demonstrar que a Terra e a Lua descreviam um caminho elíptico em torno do Sol. Estabeleceu, ainda, a lei do inverso do quadrado para o movimento dos planetas, em 1678, uma lei de que Isaac Newton fez uso posteriormente, porém de maneira modificada. Hooke chegou a dizer que não recebeu os devidos créditos pela lei, envolvendo-se em controvérsias com Newton.

Outras contribuições de Hooke foram a observação de que toda a matéria se expande ao ser aquecida, a descoberta do fenômeno da difração e que o ar seria composto por partículas que ficam muito distantes umas das outras.

  1. Isaac Newton (1642-1727)

Isaac Newton.
Isaac Newton.

Matemático e físico inglês, Sir Isaac Newton é, talvez, a maior mente científica da história da humanidade. No campo da óptica, sua descoberta da composição da luz branca, a qual seria composta por todas as cores do arco-íris, foi essencial para as bases da óptica moderna. No campo da mecânica, desenvolveu as três leis fundamentais do movimento, as quais culminaram também na formulação da lei da gravitação universal. Na matemática, foi também o responsável por desenvolver o cálculo infinitesimal, o qual utilizou para descrever suas leis físicas. Sua principal obra é “Princípios Matemáticos da Filosofia Natural”, lançada em 1687.

  1. Antoine-Laurent Lavoisier (1743-1794)

Antoine-Laurent Lavoisier e sua esposa, Marie-Anne Pierrette Paulze, que também era cientista.
Antoine-Laurent Lavoisier e sua esposa, Marie-Anne Pierrette Paulze, que também era cientista.

Foi um químico francês e o responsável por revolucionar a Química ao descrever a chamada Lei da Conservação de Massas (Lei de Lavoisier), bem como a coautoria de um sistema moderno para nomear substâncias químicas. É autor da célebre frase: “Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.” e é considerado como sendo o “pai da Química moderna”.

Foi responsável por descrever o comportamento do gás oxigênio em reações de combustão por meio do desenvolvimento de uma robusta base experimental, que culminou no fim da teoria do flogisto. Sua principal obra foi lançada no ano de 1789, o “Tratado Elementar de Química”, que descreve, de maneira precisa, métodos que os químicos devem realizar quando estiverem investigando, organizando e explicando seus assuntos. Sem dúvida alguma, sua obra revolucionou a forma de se fazer a Química, reinventando-a como uma ciência moderna.

  1. Michael Faraday (1791-1867)

Michael Faraday.
Michael Faraday.

Foi um físico e químico inglês reconhecido por seus experimentos que contribuíram imensamente para o entendimento do eletromagnetismo. Embora muito proeminente na Física, começou sua vida acadêmica na Química, onde escreveu um manual de química prática, além de ter descoberto novos compostos orgânicos, dentre eles o benzeno.

Contudo, sua maior contribuição foi, de fato, no campo da eletricidade e do magnetismo, sendo o primeiro a produzir uma corrente elétrica a partir de um campo magnético. Além disso, inventou o primeiro motor elétrico, demonstrou a relação entre eletricidade e ligações químicas, descobriu os efeitos do magnetismo na luz, além de ter descoberto e nomeado o diamagnetismo, o comportamento peculiar que algumas substâncias apresentam sob um forte campo magnético.

  1. Charles Darwin (1809-1882)

Charles Darwin.
Charles Darwin.

Foi um naturalista britânico que desenvolveu a teoria da evolução por meio da seleção natural, que serviu como o ponto de partida dos estudos modernos de evolução. Sua tese foi revolucionária, uma vez que propôs que seres humanos e outros animais compartilham entre si um ancestral em comum.

Toda a sua tese foi praticamente formulada de maneira privada entre os anos de 1837 e 1839, após retornar de uma viagem ao redor do mundo a bordo do navio HMS Beagle. A publicação, entretanto, só veio duas décadas depois, com a histórica obra “A Origem das Espécies”, lançada em 1859.

  1. Louis Pasteur (1822-1895)

Louis Pasteur. James Clerk Maxwell.
Louis Pasteur.

Foi um químico e microbiologista francês, sendo responsável por algumas das mais variadas e valiosas descobertas da história da ciência e da indústria. Por exemplo, foi Pasteur quem descobriu que microrganismos podem realizar fermentação e causar doenças, além de ter criado as vacinas contra a raiva, o antraz e a cólera aviária.

O processo de pasteurização, criado por ele e cunhado em sua homenagem, é um tratamento térmico usado em alimentos para destruir microrganismos causadores de doenças, sem alterações significativas do sabor ou nutrientes. No campo da Química, Pasteur foi pioneiro no campo da estereoquímica, sendo considerado o fundador dessa área, por meio da análise dos isômeros ópticos do ácido tartárico.

Pode-se dizer, ainda, que os trabalhos de Pasteur foram essenciais para salvar as indústrias de cerveja, vinho e seda da França e de outros países.

  1. James Clerk Maxwell (1831-1879)

James Clerk Maxwell.
James Clerk Maxwell.

Foi um físico escocês, mais reconhecido pela sua formulação da teoria eletromagnética. É considerado pelos físicos modernos como o cientista do século XIX que mais influenciou a física do século XX.

Para muitos, ocupa o mesmo degrau de importância de Sir Isaac Newton e Albert Einstein por conta de suas contribuições fundamentais. O próprio Einstein, em 1931, no centenário de Maxwell, chegou a descrever os trabalhos do físico escocês como sendo “o mais profundo e o mais frutífero que a física presenciou desde os tempos de Newton”.

Maxwell, por meio das suas equações, apresentou um conjunto de quatro leis fundamentais que descrevem como os campos elétricos e magnéticos são gerados e se interconectam. Assim, ele formou a base de toda a eletrodinâmica clássica, explicando fenômenos como a luz e as ondas eletromagnéticas. Seu trabalho, em conjunto com as observações experimentais acerca da eletricidade e do magnetismo feitas por Michael Faraday, foram fundamentais para que Einstein desenvolvesse a sua teoria da relatividade. A sua descrição da radiação eletromagnética culminou no desenvolvimento da Lei de Stefan-Boltzmann, a qual foi o ponto de partida para a formulação da hipótese quântica proposta por Max Planck, dando início à mecânica quântica.

  1. Max Planck (1858-1947)

Max Planck.
Max Planck.

Foi um físico teórico alemão e o responsável pela origem da teoria quântica, a qual lhe rendeu um Prêmio Nobel de Física, em 1918. Junto com Albert Einstein, Planck revolucionou a forma de compreensão dos processos atômicos e subatômicos, demonstrando a inaptidão da física newtoniana para descrever o comportamento dos corpos nessa escala de grandeza.

Sua contribuição mais famosa envolve a radiação do corpo negro, um objeto teórico que absorve toda radiação sobre ele incidida, sem refletir nada. Porém, modelos teóricos da época divergiam acerca da radiação emitida por tais corpos, como a Lei de Wien (que funcionava bem em altas frequências, mas falhava em reproduzir os resultados obtidos em baixa frequência) e o modelo de Rayleigh-Jeans (que previa emissão de radiação infinita em altas frequências). Assim, Planck propôs uma solução com a sua Lei da Radiação, na qual determinava que a energia deveria ser emitida em pacotes discretos (os quanta) e não de maneira contínua, marcando o início da física quântica.

A física quântica deixou ainda de maneira clara que o mundo atômico não poderia ser descrito, de maneira precisa, pela física clássica.

  1. Marie Curie (1867-1934)

Marie Curie.
Marie Curie.

Foi uma cientista franco-polonesa cujo nome de batismo era Maria Sklodowska, reconhecida pelos seus trabalhos no campo da radioatividade. Foi a primeira mulher a conquista um Prêmio Nobel, o de Física, em 1903, junto com seu marido (Pierre Curie) e Henri Becquerel.

Ao vencer, dessa vez sozinha, o Prêmio Nobel de Química em 1911, Marie Curie se tornou a primeira e única pessoa a vencer esse prêmio em duas áreas científicas distintas.

O primeiro Nobel foi em decorrência da descoberta e descrição do fenômeno da radioatividade, a qual havia sido observada inicialmente por Becquerel. Ao observar que a radiação poderia ser ocorrer em outros elementos naturais, Marie Curie chegou a novos elementos, o rádio e o polônio (este último batizado em homenagem ao seu país de origem). A descoberta desses novos elementos e o isolamento de rádio puro no estado metálico propiciaram a Curie o seu segundo Prêmio Nobel, agora de Química, no ano de 1911.

  1. Albert Einstein (1879-1955)

Albert Einstein.
Albert Einstein.

Foi um físico nascido na Alemanha, amplamente reconhecido pelas suas teorias acerca da relatividade. Ganhou um Prêmio Nobel de Física em 1921 por conta da sua explicação acerca do efeito fotoelétrico. É comumente considerado como o físico mais influente do século XX.

No ano de 1905, publicou quatro artigos científicos:

  • um onde ele descreveu o efeito fotoelétrico (a ideia de que a luz, se feita por pequenas partículas, era capaz de retirar elétrons de metais);
  • outro em que apresentava provas experimentais da existência dos átomos, por meio do movimento browniano das partículas;
  • outro em que apresentava a teoria matemática da relatividade;
  • e um último em que mostrou como a teoria da relatividade levava à sua célebre equação (E = mc2), que forneceu a primeira maneira de explicar a fonte de energia do Sol e das demais estrelas.

Apesar das suas observações significativas, que viriam a moldar o entendimento das leis universais da natureza, Einstein foi ignorado pela comunidade científica da época. Contudo, isso mudou após receber a atenção do físico mais influente de seu tempo, Max Planck, fundador da mecânica quântica. Isso lhe permitiu uma ascensão meteórica no mundo acadêmico.

Depois, Einstein se debruçou na formulação da teoria da gravidade nos termos da curvatura do espaço-tempo, na qual apresentou um contraponto importante à teoria de Newton: para o físico alemão, a força gravitacional proposta por Newton era um subproduto de uma realidade mais profunda, que era a curvatura do tecido do espaço e do tempo. A teoria geral da relatividade, segundo Einstein, foi concluída no fim do ano de 1915. Segundo o cientista, sem dúvida alguma, a sua obra-prima.

  1. Rosalind Franklin (1920-1958)

Rosalind Franklin.
Rosalind Franklin.

Foi uma cientista britânica que contribuiu para a descoberta da estrutura molecular do ácido desoxirribonucleico, o DNA, um constituinte dos cromossomos que carrega as informações genéticas necessários para o desenvolvimento, funcionamento e reprodução dos seres vivos.

Antes de Franklin, pouco se sabia acerca da molécula de DNA. Seus estudos, usando difração de raios X, permitiram não só a determinação da densidade da molécula, mas, de maneira mais importante, que tal molécula existe numa conformação helicoidal.

Reconhecidamente, os trabalhos de Franklin foram essenciais para que, em 1953, Francis Crick e James Watson publicassem a estrutura molecular de dupla-hélice do DNA. Diz-se que isso só foi possível por meio de resultados experimentais obtidos por Franklin, como a famosa “Foto 51”. Contudo, diz-se que a cientista foi atravessada pelo colega e biólogo Maurice Wilkins, o qual se gabou da descoberta.

Cinco anos depois, Rosalind Franklin morreu em decorrência de um câncer de ovário, sem nunca contestar Wilkins. Em 1962, Crick, Watson e Wilkins foram laureados com o Prêmio Nobel de Medicina pela descoberta da estrutura molecular do DNA.

Fontes

ROGERS, Kara (ed.). The 100 most influential scientists of all time. 1st ed. New York: Britannica Educational Publishing: Rosen Educational Services, 2010.

Alguns dos cientistas mais famosos da história.
Os cientistas são uma peça fundamental para o desenvolvimento do conhecimento científico.
Escritor do artigo
Escrito por: Stéfano Araújo Novais Stéfano Araújo Novais, além de pai da Celina, é também professor de Química da rede privada de ensino do Rio de Janeiro. É bacharel em Química Industrial pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e mestre em Química pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

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