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Eclipse solar

O eclipse solar é um fenômeno que ocorre por meio do alinhamento astronômico entre a Terra, a Lua e o Sol.
Eclipse solar visto da órbita do planeta Terra.
O eclipse solar é fruto do alinhamento Sol-Lua-Terra.

O eclipse solar é um fenômeno astronômico que ocorre de forma periódica. Ele é resultado do alinhamento entre o Sol, a Lua e a Terra. Nesse fenômeno, a Lua, por meio de sua sombra, impede a chegada da luz do Sol até a Terra. Os eclipses solares são classificados em total, parcial e anular. Há ainda o chamado eclipse híbrido. O próximo eclipse solar que será visualizado no Brasil deve acontecer no segundo semestre de 2023.

Leia também: Afinal, por que a Lua não cai na Terra?

Resumo sobre eclipse solar

  • Em um eclipse solar, a Lua posiciona-se em uma zona intermediária, entre a Terra e o Sol, logo há a projeção da sombra da Lua na Terra.

  • Um eclipse solar, conforme a projeção de sua sombra, pode ser classificado em total, parcial, anular e híbrido.

  • Geralmente, ao longo de um ano civil, ocorrem dois eclipses solares e dois eclipses lunares, de diferentes tipos.

  • O segundo eclipse solar do ano de 2023, previsto para o dia 14 de outubro, deverá ser visto a partir do território brasileiro.

  • Os eclipses não devem ser visualizados a olho nu, mas sim com a utilização de equipamentos como óculos protetores.

Como funciona o eclipse solar?

O eclipse solar ocorre por meio de um alinhamento de três corpos celestes: o Sol, a Lua e a Terra. Nesse tipo específico de eclipse, a Lua posiciona-se em uma zona intermediária, entre a Terra e o Sol, logo há a projeção da sombra da Lua na Terra. Sendo assim, a Lua é responsável por impedir a chegada total ou parcial da luz solar na superfície terrestre.

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Esse cenário só é possível mediante a ocorrência de aspectos astronômicos bastante específicos, para além do alinhamento dos astros, como a distância entre eles e o ângulo de suas órbitas. Em razão dessas características, a visualização de um eclipse solar ocorre de formas diversas ao longo da superfície terrestre.

A sombra produzida pelo eclipse também apresenta diferenças. A umbra é a porção da sombra que não recebe luz. Por sua vez, a chamada penumbra é a porção que recebe luz de forma pontual, como ocorre em um eclipse parcial, por exemplo. O esquema abaixo apresenta a ocorrência de um eclipse solar:

Ilustração representando como ocorre o eclipse solar.

Quais são os tipos de eclipses solares?

  • Eclipse solar total: ocorre quando a Lua impede de forma integral a chegada da luz proveniente do Sol. Nesse tipo de eclipse, o alinhamento entre Terra, Lua e Sol é quase perfeito, resultado da sombra quase total provocada pela Lua.

  • Eclipse solar parcial: ocorre quando a Lua cobre apenas parte da luz solar.

  • Eclipse solar anular: ocorre quando a Lua impede a chegada da luz do Sol, mas não de forma tão perfeita, em razão do maior distanciamento entre a própria Lua e a Terra. Esse tipo de eclipse é conhecido como “anel de fogo”, visto que a borda do Sol fica parcialmente visível a partir da superfície terrestre.

  • Eclipse solar híbrido: é o tipo mais raro de eclipse solar. Ocorre por meio da ação da sombra da Lua na superfície terrestre, uma vez que devido à curvatura do planeta essa sombra se modifica ao longo da sua projeção em relação à Terra. Assim, pode-se registrar tanto um eclipse solar total ou um eclipse solar anular.

A imagem abaixo apresenta os tipos de eclipses solares total, parcial e anular. O eclipse híbrido pode se apresentar como um eclipse solar total ou um eclipse solar anular.

Ilustração representando os tipos de eclipses solares.

Eclipse solar no Brasil

O Brasil, em razão do seu vasto território e da sua posição geográfica, possui uma localização privilegiada em relação à visualização dos eclipses solares. Porém, devido às questões astronômicas específicas desse fenômeno, como as diferenças de alinhamento e de projeção dos corpos celestes, não é sempre que é possível visualizar um eclipse solar a partir do território brasileiro.

No ano de 2023, por exemplo, não foi possível visualizar o primeiro eclipse solar anual a partir do território brasileiro. Ele foi visto somente em países localizados em áreas da Ásia e da Oceania. Por sua vez, o segundo eclipse solar do ano de 2023, previsto para o dia 14 de outubro, deverá ser visto a partir do território brasileiro, com destaque para as regiões Norte e Nordeste.

Próximos eclipses

O ano de 2023 possui um calendário de eclipses solares bastante privilegiado, visto que nesse ano ocorreu um eclipse do tipo híbrido, considerado o mais raro dentre os eclipses solares. O registro de um eclipse híbrido ocorre, geralmente, em um intervalo de dez em dez anos. Por sua vez, no ano de 2023 também está prevista a ocorrência de eclipses solares e o registro de eclipses lunares. Geralmente, em um ano civil, há a ocorrência de dois eclipses solares e dois eclipses lunares. O quadro abaixo apresenta a previsão de eclipses para o ano de 2023:

Tipo de eclipse

Data

Eclipse lunar penumbral

5-6 de maio

Eclipse solar anular

14 de outubro

Eclipse lunar parcial

28-29 de outubro

Importante: O eclipse solar total ocorrido no dia 20 de abril não foi visualizado do território brasileiro. Nesse dia, ocorreu o chamado eclipse híbrido, que foi visualizado em partes da Austrália, Indonésia e Timor-Leste. O eclipse híbrido pode ser visto como um eclipse total ou, ainda, anular, dependendo da localização do indivíduo.

Eclipse solar x eclipse lunar

As diferenças entre os eclipses solar e lunar dá-se mediante o posicionamento dos corpos celestes Sol-Lua-Terra. Nesse sentido, temos:

  • Eclipse solar: ocorre quando a Lua está alinhada entre o Sol e a Terra.

  • Eclipse lunar: ocorre quando a Terra está alinhada entre a Lua e o Sol.

O esquema abaixo apresenta a formação de um eclipse lunar:

Ilustração representando como ocorre o eclipse lunar.

Veja também: Quais são as fases da Lua?

Como os eclipses podem ser vistos?

A visualização de um eclipse depende do ponto de localização do indivíduo, visto que esse fenômeno pode variar ao longo da superfície terrestre. Ademais, essa visualização depende de condições atmosféricas e climáticas adequadas, como, por exemplo, um céu limpo e sem nuvens.

Ainda, cabe destacar que os eclipses não devem ser visualizados a olho nu, mas sim com a utilização de óculos específicos. Esses óculos, assim como lentes e filtros adequados, garantem maior segurança à visão humana, além de possibilitar a melhor visualização do fenômeno. Porém, mesmo com os cuidados necessários, os fenômenos dos eclipses solares não devem ser vistos por um longo período de tempo.

Publicado por Mateus Campos
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