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Judeus

Os judeus são um grupo étnico e religioso que tem origem no Oriente Médio. São descendentes do patriarca Abraão, segundo a Bíblia. O judaísmo é a religião dos judeus.
Judeu de costas usando a quipá.
Os judeus usam a quipá sobre a cabeça como um sinal de sua aliança com Deus.

Os judeus são um grupo étnico e religioso que possui uma identidade complexa, influenciada por elementos étnicos, religiosos, culturais e linguísticos. Sua origem remonta a Abraão, patriarca fundador, destacando-se eventos como o Êxodo do Egito e a formação dos reinos de Israel e Judá. O judaísmo, sua religião central, baseia-se na Torá e na crença em um deus único, envolvendo a observância dos mandamentos divinos e valores éticos.

Divididos em etnias como asquenazes, sefarditas e mizrahim, os judeus possuem distintas origens geográficas e culturais, influenciando suas tradições. As línguas judaicas, incluindo hebraico, ídiche e ladino, refletem essa diversidade. A cultura judaica, expressa na culinária, música, dança e celebrações, incorpora práticas como a comida kosher e festivais como Hanukkah.

Sua história, marcada por eventos como o Êxodo, diásporas, a criação do Estado de Israel em 1948 e desafios como o Holocausto, destaca a resiliência e a complexidade desse povo ao longo dos séculos.

Leia também: O que é o sionismo?

Resumo sobre os judeus

  • Os judeus são um grupo étnico e religioso com uma identidade moldada por elementos étnicos, religiosos, culturais e linguísticos.
  • A origem dos judeus é associada a Abraão, patriarca bíblico, e à formação dos hebreus, povo descendente que se desenvolveu ao longo dos séculos.
  • O judaísmo é a religião dos judeus.
  • O judaísmo fundamenta-se na Torá, revelada a Moisés, e na crença em um deus único, Yahweh.
  • A fé judaica inclui a observância dos mandamentos divinos e valores éticos como justiça, compaixão e caridade.
  • Os judeus se dividem em etnias como asquenazes, sefarditas e mizrahim, com distintas origens geográficas e culturais.
  • As asquenazes têm raízes na Europa; os sefarditas, na Península Ibérica; e os mizrahim, no Oriente Médio, Norte da África e Ásia Central.
  • As línguas judaicas refletem a diversidade dos judeus.
  • O hebraico é a língua sagrada dos judeus. Os asquenazes falavam ídiche; os sefarditas, o ladino, e comunidades adotaram línguas locais ao redor do mundo.
  • Práticas como a comida kosher e festivais como o Hanukkah são expressões vivas da cultura dos judeus.
  • A história dos judeus é marcada por eventos como o Êxodo, a destruição dos templos de Jerusalém, diásporas, a formação do Estado de Israel em 1948 e desafios como o Holocausto.

Quem são os judeus?

Os judeus são um grupo étnico e religioso que tem uma história rica e complexa que remonta a milênios. Sua identidade é definida por uma combinação de elementos étnicos, religiosos, culturais e linguísticos. Para entender completamente quem são os judeus, é crucial explorar a origem, crenças, etnias, línguas, cultura e história que moldaram esse grupo ao longo dos séculos.

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Qual é a origem dos judeus?

A origem dos hebreus e judeus está entrelaçada com eventos históricos, tradições religiosas e narrativas mitológicas. A história dos hebreus remonta à Antiguidade, e o termo "hebreu" geralmente é associado aos descendentes de Abraão, um personagem bíblico considerado o patriarca fundador desse grupo étnico. A transformação dos hebreus em judeus é um processo complexo, que se desdobrou ao longo de séculos.

→ Abraão e os patriarcas

A narrativa bíblica relata que Abraão viveu no Oriente Médio por volta do século XIX a.C. e é considerado o ancestral comum dos hebreus. Segundo as escrituras, Deus fez uma aliança com Abraão, prometendo-lhe descendência numerosa e uma terra que mais tarde seria conhecida como a Terra Prometida. Abraão é frequentemente chamado de "pai das nações" devido à sua importância como figura fundadora.

Os filhos de Abraão, Isaque e Jacó (que mais tarde recebeu o nome de Israel), desempenharam papéis cruciais na continuidade dessa linhagem. Os doze filhos de Jacó formaram as doze tribos de Israel, dando origem ao termo “israelitas”.

→ Êxodo e Moisés

Uma parte central da história hebraica é o Êxodo, que descreve a fuga dos israelitas do Egito, onde eram escravizados, liderados por Moisés. A libertação dos israelitas e a entrega dos Dez Mandamentos no Monte Sinai são eventos fundamentais na formação da identidade hebraica.

→ Reino Unido de Israel e a divisão em Reino de Israel e Reino de Judá

Sob os reinados de Saul, Davi e Salomão, os israelitas formaram um reino unificado conhecido como o Reino Unido de Israel, por volta do século X a.C. No entanto, após a morte de Salomão, o reino se dividiu em dois: o Reino de Israel, ao norte, e o Reino de Judá, ao sul. Essa divisão teve implicações duradouras na história dos hebreus e na formação dos judeus.

Mapa com a divisão do território dos judeus entre as 12 tribos.
Mapa com a divisão da região entre as 12 tribos de Israel.[1]

→ Cativeiro e diáspora dos judeus

O Reino de Israel foi conquistado pelos assírios em 722 a.C., levando à dispersão de muitos israelitas, tornando-se as "Dez Tribos Perdidas". O Reino de Judá enfrentou sua própria série de desafios e, eventualmente, foi conquistado pelos babilônios em 586 a.C. Isso resultou no Cativeiro da Babilônia, um período em que muitos judeus foram levados cativos para a Babilônia.

Pessoas orando em frente ao Muro das Lamentações, local sagrado para os judeus.
O “Muro das Lamentações” é parte restante do Templo de Jerusalém que foi destruído pelos romanos.[2]

O retorno dos judeus à Terra de Israel após o Cativeiro da Babilônia marca outro ponto crucial na história hebraica. Esse retorno é simbolizado pela reconstrução do Templo de Jerusalém e pela restauração da comunidade judaica na terra natal. Saiba mais sobre esse tema clicando aqui.

→ Videoaula sobre os hebreus na Antiguidade

Os judeus no período pós-bíblico

Ao longo dos séculos seguintes, os judeus enfrentaram diversas experiências, incluindo a dominação de impérios estrangeiros, a disseminação pela diáspora, expulsões de terras, pogroms (ataques violentos contra comunidades judaicas), e buscaram por refúgio em diferentes partes do mundo.

Sionismo e a formação do Estado de Israel

No século XIX, surgiu o movimento sionista, que buscava o estabelecimento de um lar nacional judaico. Esse movimento culminou na criação do Estado de Israel em 1948. O retorno dos judeus à sua terra ancestral marcou um novo capítulo na história, trazendo consigo desafios, conflitos e uma reconfiguração da identidade judaica.

Veja também: Você sabe a diferença entre árabes e muçulmanos?

O que é o judaísmo?

O judaísmo é a religião dos judeus e é uma das mais antigas tradições religiosas do mundo. Sua base é a Torá, que consiste nos cinco livros do Pentateuco, atribuídos a Moisés. A crença central do judaísmo é a adoração de um deus único, Yahweh, e a observância dos mandamentos divinos delineados na Torá.

Os judeus acreditam que foram escolhidos por Deus para serem seu povo especial e que têm uma responsabilidade única na preservação e propagação dos ensinamentos divinos. Algumas práticas fundamentais do judaísmo são:

  • a observância do sábado,
  • o estudo da Torá e
  • a circuncisão.

O judaísmo, como religião, foi gradualmente se desenvolvendo ao longo dos séculos. O Tanakh, que inclui a Torá, os Profetas e os Escritos, tornou-se a base das crenças judaicas. A sinagoga tornou-se o local de culto e estudo, uma vez que o Templo de Jerusalém foi destruído.

Torá, livro sagrado dos judeus.
A Torá é o livro sagrado do judaísmo, cuja autoria é atribuída a Moisés.[3]

Em que os judeus acreditam?

A crença judaica é intrinsecamente ligada à ideia de uma aliança entre Deus e os judeus, conforme estabelecido na Torá. A busca pela justiça, a compaixão e a prática da caridade são valores centrais na ética judaica. O judaísmo também enfatiza a importância da educação e do estudo contínuo das escrituras.

Além disso, a crença na vinda do Messias é um elemento crucial da fé judaica. Embora haja diversas interpretações sobre a natureza do Messias, a expectativa de um líder redentor desempenha um papel significativo na esperança e na perseverança do povo judeu ao longo dos séculos.

Etnias dos judeus

As etnias judaicas referem-se às diferentes subdivisões dentro do povo judeu, que têm origens geográficas, culturais e históricas distintas. Embora a religião judaica seja um fator unificador, a diversidade étnica dentro do judaísmo é evidente em diferentes comunidades que se desenvolveram ao longo do tempo.

Três das principais etnias judaicas são:

  • Asquenazes: O termo "asquenaze" refere-se aos judeus de origem europeia, especialmente da Europa Central e Oriental. Essa comunidade tem raízes em regiões como Alemanha, Polônia, Rússia e Europa Oriental. Um exemplo notável de asquenazes são os judeus ashkenazim da Europa Oriental, que desenvolveram tradições culturais distintas, incluindo uma forma específica de iídiche (língua germânica com influências hebraicas) e uma rica culinária, que inclui pratos como bagels e gefilte fish.
  • Sefarditas: Os judeus sefarditas têm suas raízes na Península Ibérica (Espanha e Portugal) e nas comunidades judaicas que foram expulsas durante a Inquisição Espanhola no final do século XV. Os judeus sefarditas preservaram tradições ligadas à cultura hispânica. O ladino, uma língua que mistura espanhol com elementos hebraicos, era falado por comunidades sefarditas. Pratos como paella e tapas podem ser associados à culinária sefardita.
  • Mizrahim: Os judeus mizrahim têm suas origens em comunidades do Oriente Médio, Norte da África e Ásia Central. O termo "Mizrahi" significa "oriental" em hebraico. Um exemplo de judeus mizrahim são aqueles provenientes do Iraque, Irã, Síria e outras regiões do Oriente Médio. Essas comunidades mantêm tradições únicas, incluindo música, dança e culinária, como o kubbeh iraquiano e o ghormeh sabzi persa.

Além dessas três principais etnias, existem grupos judaicos menores, como os etíopes (Beta Israel), os indianos (Bene Israel) e outros. Cada uma dessas etnias contribui para a diversidade cultural e histórica da diáspora judaica.

É importante notar que, apesar das diferenças culturais, todas essas comunidades compartilham elementos centrais da fé judaica e, muitas vezes, enfrentaram desafios comuns ao longo da história, como expulsões, perseguições e diásporas. A diversidade étnica no judaísmo é uma expressão da adaptabilidade e resiliência desse povo ao longo dos séculos.

Qual língua os judeus falam?

A diversidade linguística é uma característica marcante da comunidade judaica. Historicamente, os judeus falavam hebraico, que é a língua das escrituras sagradas. No entanto, ao longo dos séculos, desenvolveram línguas distintas em suas comunidades dispersas pelo mundo.

O ídiche, uma língua germânica com influências hebraicas, foi tradicionalmente falado pelos asquenazes na Europa Central e Oriental. Os sefarditas, por sua vez, desenvolveram o ladino, uma língua que mistura espanhol com elementos hebraicos. Além disso, muitas comunidades judaicas ao redor do mundo adotaram as línguas locais de seus países de residência.

Cultura dos judeus

A cultura judaica é uma fusão de elementos religiosos, históricos e locais. A culinária judaica, por exemplo, é uma expressão vibrante dessa síntese cultural, incorporando pratos tradicionais de diversas regiões. A comida kosher, que segue as leis dietéticas judaicas, é uma prática comum entre os judeus observantes.

Menorá acesa em uma mesa com comidas e judeus brindando na festa do Hanukkah.
Menorá acesa em uma celebração do Hanukkah. Leis dietéticas também são observadas pelos judeus.

A música, a dança e as artes visuais também desempenham papéis significativos na cultura judaica. A celebração de festivais, como o Hanukkah e o Purim, é acompanhada por músicas e danças tradicionais que refletem a alegria e o significado dessas ocasiões.

História dos judeus

A história dos judeus é uma narrativa de desafios, conquistas e diásporas. Ao longo dos séculos, os judeus enfrentaram discriminação, expulsões e perseguições em várias partes do mundo. A destruição do Templo de Jerusalém pelos romanos em 70 d.C. e a subsequente dispersão dos judeus foram eventos cruciais que moldaram a história judaica.

Durante a Idade Média, os judeus desempenharam papéis importantes na Europa, contribuindo para a cultura, ciência e comércio. No entanto, também enfrentaram pogroms e foram frequentemente segregados em guetos. A expulsão dos judeus da Espanha em 1492 e a perseguição na Europa Oriental são exemplos de episódios traumáticos na história judaica.

Judeus em um campo de concentração nazista.
Prisioneiros em um campo de concentração nazista. O Holocausto foi um terrível episódio na história dos judeus.[4]

A criação do Estado de Israel em 1948 foi um marco significativo na história moderna dos judeus. Isso proporcionou aos judeus um lar nacional, mas também gerou tensões e conflitos na região do Oriente Médio. A diáspora judaica, no entanto, continua a ser uma característica da experiência judaica, com comunidades judaicas vivendo em todo o mundo.

Saiba mais: Solução Final — como os nazistas planejaram exterminar os judeus

Cronologia da história dos judeus

  • Cerca de 2000 a.C.: Abraão é considerado o patriarca fundador dos hebreus, de acordo com a tradição bíblica.
  • Cerca de 1446 a.C.: Êxodo liderado por Moisés; recebimento dos Dez Mandamentos.
  • Séculos XI a VII a.C.: período dos Reinos de Israel e Judá.
    • 586 a.C.: destruição do Primeiro Templo em Jerusalém pelos babilônios; início do Cativeiro da Babilônia.
    • 539 a.C.: Ciro, o Grande, conquista a Babilônia e permite o retorno dos judeus à Terra de Israel.
  • Segundos séculos a.C.: domínio helênico e subsequente revolta dos macabeus.
    • 70 d.C.: destruição do Segundo Templo pelos romanos durante a Grande Revolta Judaica.
    • 132-135 d.C.: Revolta de Barcoquebas contra os romanos, resultando na diáspora judaica.
  • Séculos V a XV: Diáspora judaica pela Europa, Oriente Médio e Norte da África.
    • 1492: expulsão dos judeus da Espanha durante a Inquisição.
    • 1648-1654: pogroms na Ucrânia e Polônia, afetando comunidades asquenazes.
  • Século XIX: surgimento do movimento sionista, liderado por Theodor Herzl.
    • 1917: Declaração Balfour expressa apoio britânico à criação de um "lar nacional judeu" na Palestina.
    • 1933-1945: período do Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial.
    • 1947: Plano de Partilha da ONU; criação do Estado de Israel em 1948.
    • 1948 em diante: Guerras Árabe-Israelenses, imigração judaica massiva para Israel e desenvolvimento do Estado de Israel.

Créditos das imagens

[1] Wikimedia Commons

[2] Nick Brundle Photography/ Shutterstock

[3] Wikimedia Commons

[4] Everett Collection/ Shutterstock

Fontes

GOODMAN, Martin. A História do Judaísmo. São Paulo: Crítica, 2020

VENTURA, Gilberto. O Resgate. São Paulo: Sefer, 2016

Publicado por Tiago Soares Campos
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