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Tipos de respiração dos animais

Os animais apresentam tipos de respiração, como a respiração pulmonar e a branquial. Os tipos de respiração estão diretamente relacionados com o local onde cada animal vive. As brânquias, por exemplo, são encontradas em animais que necessitam retirar o oxigênio da água, enquanto as respirações cutânea, traqueal e pulmonar são observadas, geralmente, em animais terrestres.

A respiração é essencial para a sobrevivência dos seres vivos, sendo que nos animais garante a captação de oxigênio, o qual será utilizado no processo de respiração celular para, junto à glicose, produzir a energia necessária para a realização de suas atividades vitais.

Leia também: Por que devemos respirar pelo nariz?

Tipos de respiração dos animais

Diferentes tipos de respiração podem ser verificados nos animais, como a cutânea, a branquial, a traqueal e a pulmonar. Vamos, a seguir, explorar melhor cada um desses tipos, observando como eles garantem a captura do oxigênio e em que animais são encontrados.

Os animais apresentam diferentes tipos de respiração, como podemos observar na figura.
Os animais apresentam diferentes tipos de respiração, como podemos observar na figura.
  • Respiração por difusão simples diretamente através da membrana das células

A difusão é um processo em que se observa a passagem de substâncias de um ambiente, onde estão mais concentradas, para outro, onde estão em menor concentração.

Em poríferos e cnidários, o oxigênio passa da água, por difusão, para o interior da célula, onde está menos concentrado. O gás carbônico faz o trajeto no sentido contrário, passando das células para a água. Nesses animais, isso é possível, pois seu corpo é relativamente simples e as células estão muito próximas ao ambiente externo, favorecendo a difusão rápida dos gases para a célula.

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  • Respiração branquial

Nos animais aquáticos é comum a presença de brânquias. Estas, no entanto, variam de uma espécie para outra. Em crustáceos, por exemplo, elas se apresentam longas e plumosas e estão cobertas por exoesqueleto. Nos equinodermos, como a estrela do mar, as brânquias são projeções tubulares da pele. No axolote, elas são externas. A mais conhecida delas é a brânquia presente nos peixes. Nesses animais observa-se a presença de arcos branquiais de onde partem duas fileiras de filamentos, formados por placas achatadas denominadas lamelas.

Os peixes conseguem, através das brânquias, captar cerca de 80% do oxigênio dissolvido na água à medida que ela passa por essas estruturas. Nesses animais, a água entra pela boca e sai pelas brânquias. Nas brânquias, o oxigênio presente na água passa pelos capilares sanguíneos presentes nas lamelas.

A respiração branquial ocorre em diferentes animais, como os peixes.
A respiração branquial ocorre em diferentes animais, como os peixes.

É importante destacar que nem todos os peixes apresentam exclusivamente respiração branquial. Os chamados peixes pulmonados possuem brânquias reduzidas. Nesse grupo, vemos uma espécie de pulmão primitivo, o qual está ligado à faringe do animal.

Leia mais: Peixes pulmonados ou dipnoi – possuem brânquias reduzidas

  • Respiração cutânea

Em alguns animais, como as minhocas e algumas espécies de anfíbios, as trocas gasosas ocorrem pela pele, a qual se destaca por ser altamente vascularizada. A presença de uma grande rede de capilares localizada logo abaixo desse revestimento corporal proporciona uma troca de gases entre o ambiente externo e o sangue.

  • Respiração traqueal

Nos insetos, observa-se a respiração do tipo traqueal. Nesse sistema respiratório, temos estruturas tubulares chamadas de traqueias, que se abrem para o exterior do corpo do animal. Essas traqueias ramificam-se por todo o corpo, atingindo praticamente a superfície de todas as células. Nas pontas das suas ramificações, percebe-se um epitélio úmido, que permite as trocas gasosas com as células. Nesses animais, não se observa o envolvimento do sistema circulatório no transporte de gases.

  • Respiração filotraqueal ou por pulmões foliáceos

Nos aracnídeos é possível observar, em algumas espécies, a presença de estruturas chamadas de pulmões foliáceos ou filotraqueias. Esses órgãos, adaptados à realização de trocas gasosas, lembram as folhas de um livro, sendo formados por várias lâminas contidas em uma câmara interna. Essa câmera comunica-se com o exterior por um orifício, e entre as lâminas circula hemolinfa. A entrada do ar garante a oxigenação da hemolinfa.

  • Respiração pulmonar

A respiração pulmonar ocorre em todos os vertebrados terrestres. Na figura, temos um esquema do pulmão humano e detalhe dos seus alvéolos.
A respiração pulmonar ocorre em todos os vertebrados terrestres. Na figura, temos um esquema do pulmão humano e detalhe dos seus alvéolos.

A respiração pulmonar ocorre em todos os vertebrados terrestres. Nos anfíbios, percebe-se que, além da respiração pulmonar, esses organismos necessitam das trocas gasosas realizadas na superfície de seu corpo (respiração cutânea). Em répteis, aves e mamíferos, no entanto, toda a respiração ocorre por meio de pulmões. Uma exceção a essa afirmação são as tartarugas, que possuem uma respiração acessória. Nesses animais observa-se trocas gasosas ocorrendo em órgãos como a cloaca e a faringe.

Apesar de todos os vertebrados terrestres apresentarem pulmões, estes possuem algumas diferenças de um grupo para outro. Nos anfíbios, por exemplo, os pulmões apresentam-se como sacos simples, possuindo poucas divisões em seu interior. Nos outros grupos, no entanto, eles são mais subdivididos, possuindo uma maior superfície para as trocas gasosas.

Nos mamíferos, observamos uma ampla superfície para trocas gasosas, sendo o pulmão formado por milhares de alvéolos, que são espécies de pequenos sacos de ar localizados na extremidade dos bronquíolos. As trocas gasosas, nesses animais, ocorrem nesses locais, os quais são circundados por vários capilares.

Nas aves, as trocas gasosas ocorrem em canais chamados de parabrônquios e não nos alvéolos, como nos mamíferos. No sistema respiratório desses animais, observa-se ainda a presença de sacos aéreos conectados aos pulmões, mas não ligados diretamente com a troca gasosa. Esses sacos atuam proporcionando uma maior circulação de ar nesses órgãos. Nas aves, é necessária a realização de dois ciclos de inspiração e expiração para que o ar passe por todo o sistema respiratório.

Publicado por Vanessa Sardinha dos Santos

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