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El Niño

O El Niño é um fenômeno natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do oceano Pacífico. Ele impacta diretamente as zonas tropicais do planeta, como o Brasil.
Seta com o nome “El Ninõ” em torno de um globo terrestre.
O aquecimento anormal das águas do oceano Pacífico indica a ocorrência do El Niño.

El Niño é um fenômeno climático, que envolve fatores atmosféricos e oceânicos, caracterizado pelo aumento das temperaturas do oceano Pacífico. A origem desse fenômeno é a costa oeste da América do Sul, mais especificamente o território do Peru. A alteração anormal da temperatura do oceano Pacífico provoca mudanças climáticas significativas, principalmente na faixa tropical do globo. O El Niño gera alteração nos padrões climáticos de temperatura e precipitação. No Brasil, o El Niño causa chuvas torrenciais na região Sul, além de secas severas no Norte e Nordeste do país.

Leia também: Correntes marítimas — fenômeno de grande influência na dinâmica do clima

Resumo sobre El Niño

  • O El Niño é um importante fenômeno atmosférico e também oceânico, visto que impacta de forma direta as características climáticas globais.

  • A principal causa da ocorrência do El Niño é o aquecimento das águas do oceano Pacífico, especialmente ao longo da costa oeste da América do Sul.

  • O aquecimento dessas águas provoca diferentes anomalias climáticas em várias regiões do globo, com destaque para a faixa tropical.

  • O El Niño tem importantes consequências econômicas e ambientais, em razão das mudanças significativas nos regimes de temperatura e precipitação.

  • Esse fenômeno provoca secas severas nas regiões Norte e Nordeste do Brasil e ainda fortes chuvas na região Sul do Brasil.

  • O resfriamento anormal das águas oceânicas do Pacífico, ao contrário do que ocorre no El Niño, resulta em outro importante fenômeno climático, chamado La Niña.

O que El Niño?

O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento das águas do oceano Pacífico, especialmente na sua porção centro-sul, nas proximidades do litoral do Peru. Esse processo ocorre de forma cíclica, sem uma temporalidade específica em termos de sazonalidade, geralmente iniciando-se no mês de dezembro, quando há o início do verão no Hemisfério Sul.

Trata-se de um importante fenômeno atmosférico e também oceânico, visto que impacta de forma direta as características da circulação atmosférica e das águas marítimas do planeta, especialmente na porção tropical do globo, modificando assim o regime de temperaturas e de precipitações nessa porção do mundo.

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Causas do El Niño

A principal causa da ocorrência do El Niño é o aquecimento das águas do oceano Pacífico, especialmente ao longo da costa oeste da América do Sul, nas proximidades do território do Peru. Porém, esse aquecimento, considerado anormal, ainda não é completamente explicado pelos estudos científicos, que buscam identificar as causas exatas do aumento da temperatura dessas águas oceânicas em determinados anos.

Uma das teorias mais aceitas indica que essa mudança brusca da temperatura do oceano Pacífico, no ponto citado, é fruto da mudança de circulação dos ventos alísios, especialmente do enfraquecimento dessa circulação, comumente ocorrida no início do verão. Porém, as evidências das causas propriamente ditas desse processo de aquecimento anormal das águas do oceano Pacífico ainda não estão bem consolidadas no meio acadêmico, portanto envolvem muitos apontamentos que não são comprovados pela ciência.

Há diversos estudos científicos que buscam indicar as causas do fenômeno El Niño, em razão da sua importância em termos de mudanças climáticas em nível mundial.

Como ocorre o El Niño?

O El Niño ocorre especialmente por meio do aquecimento das águas do oceano Pacífico ao longo da costa oeste da América do Sul, geralmente ao longo do mês de dezembro, em uma frequência anual inespecífica.

Os estudos mais recentes apontam que uma mudança brusca nos ventos alísios que cortam a região, especialmente o enfraquecimento desses ventos, tem gerado um avanço das correntes marítimas de água quente nas regiões geográficas do centro-sul do oceano Pacífico, culminando assim no aumento das temperaturas locais das águas oceânicas. Essa mudança resulta justamente no aquecimento das águas desse oceano e, por consequência, em mudanças consideráveis nas condições das massas de ar, correntes marítimas e pressões atmosféricas, que por sua vez provocam diversas anomalias climáticas em diferentes regiões do globo, especialmente na sua porção tropical, modificando assim os regimes de temperaturas e precipitações globais.

Leia também: O que é um furacão e por que ele ocorre?

Consequências do El Niño

As consequências do El Niño envolvem a espacialização das mudanças climáticas provocadas por esse fenômeno ao redor do mundo. Ele gera mudanças, especialmente nas temperaturas e nas precipitações, em diversas regiões globais, com destaque para a faixa tropical do globo. As principais consequências em termos climáticos do El Niño são:

  • o registro de períodos de secas e a elevação das temperaturas no subcontinente indiano, no Sudeste Asiático e na Austrália;

  • o favorecimento da ocorrência de tempestades, ou seja, o aumento das precipitações na costa oeste da América do Norte;

  • o predomínio de um tempo mais quente e mais seco, especialmente nos países continentais da América Central;

  • a mudança das condições climáticas da América do Sul, com variações entre secas severas e grandes volumes de chuvas.

Solo desgastado pela seca, uma consequência do El Niño.
As secas severas em determinadas regiões são uma consequência do El Niño.

É importante destacar que as alterações climáticas provocadas pelo El Niño causam consequências econômicas e ambientais em diversas regiões do globo. As perdas agrícolas em zonas geográficas como o Sudeste Asiático e o Nordeste do Brasil, assim como o prejuízo à atividade pesqueira em países como Peru e Equador, são consequências do El Niño.

El Niño no Brasil

O Brasil, em razão da sua localização em uma faixa tropical do globo, sofre diretamente com as mudanças climáticas em termos de temperatura e precipitação provocadas pelo El Niño. Em relação às regiões brasileiras, o El Niño provoca secas severas no Norte e Nordeste do país, implicando graves prejuízos à agropecuária e favorecendo a ocorrência de queimadas.

Por sua vez, a região Sul do Brasil sofre durante o fenômeno do El Niño com a ocorrência de fortes chuvas, que resultam em prejuízo econômico, como o causado pelos alagamentos e deslizamentos. O aumento da temperatura durante a ocorrência do El Niño na referida região também provoca prejuízos aos produtores rurais locais.

Já nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do país, os efeitos do El Niño são menos previsíveis. No geral, há mudança significativa dos padrões de temperatura e precipitação que são registrados nessas regiões ao longo dos anos, favorecendo a ocorrência de eventos extremos, como secas e tempestades. Para saber mais sobre a influência do El Niño no Brasil, clique aqui.

Diferenças entre El Niño e La Niña

O El Niño e o La Niña são fenômenos climáticos, de origem atmosférica e oceânica, que são marcados pela alteração considerada anormal da temperatura das águas do oceano Pacífico, especialmente nas proximidades do litoral oeste da América do Sul, próximo ao território do Peru. No caso do El Niño, há o aumento anormal das temperaturas das águas oceânicas dessa zona geográfica, enquanto na atuação do La Niña ocorre o contrário, ou seja, o resfriamento anormal das águas oceânicas do Pacífico centro-sul. Em razão dessa oposição, o El Niño e o La Niña provocam efeitos climáticos distintos, mas no geral, estão atrelados às mudanças de temperaturas e precipitações registradas ao longo da faixa tropical do globo. Para compreender melhor as diferenças entre esses fenômenos climáticos, clique aqui.

Exercícios resolvidos sobre El Niño

Questão 1

(IFSul) O El Niño é um fenômeno atmosférico e oceânico caracterizado por um aquecimento anormal das águas superficiais no oceano Pacífico Tropical. Pode perturbar o clima regional e global, alterando os padrões de ventos globais, modificando o regime de chuvas em baixas e médias latitudes. Assinale a alternativa que apresenta os efeitos climáticos do El Niño esperados para o Brasil.

a) Aumento da precipitação na região Sul e sua diminuição na região Norte e Nordeste.

b) Aumento da precipitação nas regiões Sul e Norte e diminuição no Centro-Oeste.

c) Estiagem para a região Sul e aumento da precipitação para a região Nordeste.

d) Estiagem para as regiões Sul e Norte e aumento da precipitação para a região Nordeste.

e) Aumento da precipitação nas regiões Sul e Nordeste e estiagem para a região Norte.

Resolução:

Alternativa A

A ocorrência do El Niño no Brasil é caracterizada pelo aumento do registro de chuvas na região Sul do país e ainda pela ocorrência de secas, especificamente nas regiões Nordeste e Norte brasileiras.

Questão 2

(UFMS 2018) Os fenômenos atmosféricos El Niño e La Niña representam uma série de alterações no sistema formado pelos oceanos e pelo clima, envolvendo principalmente o oceano Pacífico nas proximidades do oeste da América do Sul. Ambos produzem alterações no clima de todo o planeta. A principal diferença entre o El Niño e o La Niña é:

a) O El Niño promove secas em todos os continentes, e o La Niña é responsável pelo aumento das chuvas.

b) O El Niño surge do aquecimento das águas oceânicas, enquanto o La Niña surge de seu resfriamento anômalo.

c) O El Niño atua no Hemisfério Sul, ao passo que o La Niña atua no Hemisfério Norte.

d) O El Niño provoca uma onda de umidade excessiva em todos os lugares, enquanto o La Niña é responsável pela seca extrema.

e) O El Niño é um fenômeno natural cíclico, e o La Niña é de responsabilidade das atividades humanas.

Resolução:

Alternativa B

A diferença primária entre o El Niño e La Niña é que o primeiro se refere ao aquecimento das águas do oceano Pacífico, enquanto no segundo ocorre o contrário, logo o La Niña indica o resfriamento das águas do oceano Pacífico.

Publicado por Mateus Campos
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