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História do Museu Nacional

Museu Nacional era reconhecido como um dos maiores museus de história natural do mundo. Fundado em 1818, foi destruído por um incêndio em 2018.
Até o ano de 2018, o Museu Nacional era um dos maiores museus de história natural do mundo e possuía cerca de 20 milhões de itens no seu acervo.
Até o ano de 2018, o Museu Nacional era um dos maiores museus de história natural do mundo e possuía cerca de 20 milhões de itens no seu acervo.

O Museu Nacional é um museu de história natural, criado por d. João VI, rei de Portugal, em 1818. O museu está localizado no Palácio de São Cristóvão desde 1892 e possuía um acervo de 20 milhões de itens. Em setembro de 2018, um incêndio, provocado pelo mal estado das instalações do edifício, foi responsável pela destruição de grande parte do acervo.

Acesse também: Fundação da Real Biblioteca durante o Período Joanino

Resumo sobre a história do Museu Nacional

  • O Museu Nacional é um museu de história natural, criado por d. João VI, rei de Portugal, em 1818.

  • Sua localização inicial era no Campo de Santana.

  • Está instalado atualmente no Palácio de São Cristóvão, e essa mudança aconteceu em 1892.

  • Chegou a ter 20 milhões de itens guardados em seu acervo.

  • Foi destruído por um incêndio, em 2 de setembro de 2018, e, desde então, está em reconstrução.

Quando foi criado o Museu Nacional?

Oficialmente, o Museu Nacional foi fundado em 6 de junho de 1818, quando o rei de Portugal, d. João VI, ordenou a criação do Museu Real, cujo intuito era incentivar estudos científicos no país e o desenvolvimento da arte. Foi uma ação que fez parte de uma série de ações tomadas pelo rei de Portugal para incentivar a arte e as ciências no Brasil.

A criação do museu está inserida no contexto do Período Joanino, de 1808 a 1822. Esse é o período em que a família real portuguesa esteve no Brasil. A vinda da família real para cá foi um desdobramento da invasão de Portugal pelas tropas napoleônicas. No final de 1807, d. João (tornou-se d. João VI em 1815) decidiu trazer a Corte de Lisboa para o Rio de Janeiro.

Quando a Corte portuguesa chegou ao Brasil, encontrou um grande problema no Rio de Janeiro: a cidade não tinha estrutura para receber a família real. O Rio era pequeno, tinha poucas ruas e um grave problema de moradias. Na altura ainda príncipe regente, d. João aceitou o convite de Elias Antônio Lopes para estabelecer-se em um casarão que este possuía.

Elias Lopes era um comerciante português que tinha prosperado com o tráfico negreiro e era o dono de um casarão que ficava em uma região mais periférica: o Palácio de São Cristóvão. O comerciante cedeu a sua casa em troca de alguns benefícios: o príncipe deu a ele títulos de nobreza e uma pensão vitalícia.|1|

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O Palácio de São Cristóvão abrigou d. João VI de 1808 a 1821, quanto ele retornou para Portugal. Entre 1822 e 1889, foi a casa de d. Pedro I e d. Pedro II. Por intermédio de d. João VI, d. Pedro I, d. Pedro II e d. Maria Leopoldina que o acervo de itens do Museu Real cresceu significativamente.

A relação do Museu Real com a família real ia além do fato de que sua fundação havia sido realizada por d. João VI ou de que os imperadores e imperatrizes do Brasil haviam contribuído para o enriquecimento do acervo do museu. Essa relação também se dava pela casa dos monarcas brasileiros ter sido no mesmo local que sedia o museu.

Quando foi criado por d. João VI, o Museu Real foi instalado no Campo de Santana, em uma residência que pertencia a João Rodrigues Pereira de Almeida, mais conhecido como Barão de Ubá. Com a proclamação da república, o Palácio de São Cristóvão tornou-se um prédio vazio, uma vez que não existia mais família real para morar ali.

Durante esse período, uma série de símbolos que remetiam à monarquia foram ressignificados para promover o apagamento da monarquia na mentalidade do brasileiro. Um desses locais que foram ressignificados foi o Palácio de São Cristóvão, convertido de casa dos monarcas brasileiros para sede do Museu Nacional, o grande museu de história natural do Brasil.

A partir de 1946, o Museu Nacional foi integrado à Universidade do Brasil, conhecida atualmente como Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O museu se estabeleceu como uma referência na preservação da história e na produção de conhecimento científico em nosso país, chegando a ter um acervo com 20 milhões de itens.

Entretanto, apesar de ser um local de excelência, o Museu Nacional passou a sofrer com o descaso governamental, que levou à deterioração da sua estrutura interna. A instituição completou 200 anos em 2018, mas já naquele momento vivia uma situação delicada, pois sofria com um orçamento reduzido.

Acesse também: O dia 7 de março celebra a importância do paleontólogo

A destruição do museu

Foto da frente do Museu Nacional em reconstrução.
O Museu Nacional está em reconstrução desde que um incêndio o destruiu, em setembro de 2018.[1]

Para especialistas no campo da preservação da história e cultura do Brasil, a falta de investimentos no Museu Nacional era o roteiro de uma tragédia anunciada, uma vez que o nosso país já havia presenciado incêndios que tinham destruído importantes museus. Esse foi o caso do Liceu de Artes e Ofícios e do Museu da Língua Portuguesa, ambos em São Paulo.

A falta de investimentos na conservação do Museu Nacional resultou em um incêndio de grandes proporções na noite do 2 de setembro de 2018. O incêndio se espalhou por quase todo o museu e destruiu grande parte dos 20 milhões de itens que faziam parte do seu acervo. Áreas como geologia, paleontologia, botânica, zoologia, antropologia, biologia, arqueologia, história, entre outras, sofreram perdas inestimáveis.

Entre os itens que constavam no acervo do Museu Nacional estavam peças únicas de egiptologia; afrescos únicos de Pompeia, cidade romana destruída por uma erupção vulcânica; um fóssil de uma espécie de preguiça gigante; Luzia, o fóssil humano mais antigo da América; e o meteorito Bendegó, de cinco toneladas.

Entre eles, até o momento foram recuperados partes do fóssil de Luzia e o meteorito, que permaneceu intacto. Estima-se que mais de 90% do acervo do Museu Nacional tenham sido consumidos pelo fogo, e o trabalho de reconstrução do edifício foi iniciado ainda em 2018. Estima-se que sua reconstrução vá até 2025. É esperado que uma ala do museu seja aberta ao público em 2022.

Nota

|1| A história do Museu Nacional. Para acessar, clique aqui.

Créditos da imagem

[1] Tatiane Silva e Shutterstock

Publicado por Daniel Neves Silva

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