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Joaquim Manuel de Macedo

Joaquim Manuel de Macedo foi um escritor brasileiro da primeira geração romântica e considerado por muitos críticos literários como um dos fundadores do romance brasileiro.

Joaquim Manuel de Macedo é um escritor da primeira geração romântica da Literatura brasileira. Nasceu no dia 24 de junho de 1820, em Itaboraí, Rio de Janeiro (RJ). Em 1844, formou-se no curso de Medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro, mas pouco exerceu a profissão. Além de médico e escritor, Joaquim Manuel de Macedo atuou profissionalmente também como jornalista e professor de Geografia e História do Brasil no Colégio Dom Pedro II.

Sua estreia na Literatura brasileira ocorreu em 1844, com a publicação do seu primeiro romance, A Moreninha, o qual lhe rendeu fama e dinheiro. A Moreninha foi considerada a primeira obra da Literatura brasileira a conquistar muitos leitores e um dos marcos do Romantismo no Brasil. Joaquim Manuel de Macedo é considerado por muitos críticos literários como sendo um dos fundadores do romance brasileiro e um dos principais responsáveis pela criação do teatro no Brasil.

Projeto literário do autor

Macedinho, como também era conhecido, conquistou um público leitor fiel às suas obras, as quais retrataram a vida da elite brasileira na Corte e eram marcadas pelo suspense, por serem bem-humoradas e apresentarem certa ingenuidade narrativa. Macedinho criou algumas personagens que marcaram as nuances do romance urbanista da Literatura brasileira, como estudantes, moças namoradeiras, criados impertinentes, as senhorinhas fofoqueiras, a bondosa vovó, entre outras.

As cenas de suas obras aconteciam em espaços brasileiros como a Ilha de Paquetá (A Moreninha), as matas da Tijuca (RJ) e muitos espaços urbanos da capital do RJ. Joaquim Manuel de Macedo é considerado um mestre na arte do folhetim, entrelaçando diversos fios narrativos, os quais possibilitam aos leitores momentos de emoções, quebras de expectativa e cenas cômicas que contribuem para o “final feliz” conferido aos protagonistas de suas obras.

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Atuação no jornal e na política

Com os escritores Gonçalves Dias e Manuel de Araújo Porto-Alegre, em 1849, fundou a Revista Guanabara, na qual publicou seu poema intitulado de A nebulosa — considerado um dos melhores poemas do Romantismo brasileiro por alguns críticos.

A partir do ano de 1866, Joaquim Manuel de Macedo foi membro do Conselho Diretor da Instrução Pública da Corte e essa posição fez com que o escritor criasse forte ligação com Dom Pedro II e com a Família Imperial Brasileira, chegando a ser preceptor e professor dos filhos da Princesa Isabel. Macedinho também participou da política brasileira, pelo Partido Liberal, como deputado provincial, entre os anos de 1850 e 1859, e como deputado geral, entre os anos de 1864 e 1881.

Joaquim Manuel de Macedo é o patrono da cadeira nº 20 da Academia Brasileira de Letras. Em 12 de abril de 1882, antes de completar 62 anos de idade, com problemas mentais, ele faleceu no Rio de Janeiro.

Algumas obras do autor

A Nebulosa (1857); A Moreninha (1844); O Moço Loiro (1845); Os Dois Amores (1848); Rosa (1849); Vicentina (1853); O Forasteiro (1855); A Carteira de meu Tio (1855); Os Romances da Semana (1861); Memórias do Sobrinho do meu Tio (1867); O Rio do Quarto (1869); As Vítimas-Algozes (1869); A Namoradeira (1870); As Mulheres de Mantilha (1870); Um Noivo e Duas Noivas (1871); Memórias da Rua do Ouvidor (1878); O Cego (1849); Cobé (1852); O Fantasma Branco (1856); O Primo da Califórnia (1858); O Sacrifício de Isaac (1859); Luxo e Vaidade (1860); O Novo Otelo (1863); Vingança por Vingança (1877); Antonica da Silva (1880).

Joaquim Manuel de Macedo é um escritor brasileiro da primeira geração romântica
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Publicado por: Luciana Kuchenbecker Araújo
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