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Região Norte

O Norte é a maior região brasileira, possui sete estados e é o menor em quantitativo populacional. Faz fronteira com sete países e abrange 45% da área total do Brasil.
Vista do Rio Amazonas e do polo industrial de Manaus
Vista do Rio Amazonas e do polo industrial de Manaus

A Região Norte é maior região do Brasil em extensão territorial e envolve sete estados brasileiros: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Pela grande extensão, também faz fronteira com alguns países, sendo eles: Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa.

A região possui uma demografia baixa, com cerca de 15.864.454 habitantes, respondendo por apenas 8% do povo brasileiro. Essas pessoas estão distribuídas em uma área territorial de 3.853.575,6 km², correspondendo à menor densidade demográfica do país, com 4,12 habitantes/km². Atualmente sua economia apresenta-se diversificada, com atividades industriais, agropecuária e extrativismo.

Leia também: Regiões do Brasil – agrupamentos de estados com características semelhantes

Dados gerais e mapa da Região Norte

  • Estados: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.
  • Região geoeconômica: Amazônia.
  • Gentilício: nortista.
  • Área territorial: 3.853.575,6 km² (IBGE – 2020).
  • População: 3.853.575,6 (IBGE – 2010).
  • Densidade demográfica: 4,12 habitantes/km² (IBGE – 2020).
Região Norte do Brasil – estados e capitais
Região Norte do Brasil – estados e capitais

Geografia da Região Norte

Os aspectos geográficos da Região Norte são bastante diversificados, com a presença de vários elementos naturais distintos. O clima predominante é o equatorial, o qual apresenta bastante umidade, temperaturas elevadas ao longo do ano (média de 25º ºC) e elevado índice pluviométrico, ou seja, chuva o ano todo. Algumas áreas apresentam clima tropical, como o Tocantins, Pará e Roraima, com duas estações bem definidas: inverno e verão. O inverno apresenta temperaturas amenas, sendo frio e seco; já o verão é quente e úmido.

A Floresta Amazônica brasileira, conhecida como Amazônia Legal, é a principal vegetação do Norte, pois está presente em quase todo o território nortista e é responsável pelas características climáticas, hidrográficas e vegetais dessa região. Trata-se de uma floresta densa, alta, heterogênea (variedade de espécies), latifoliada (folhas largas) e perenifólias (não caem o ano todo).

A Amazônia possui quatro tipos de variações da vegetação: mata de inundação, mata de várzea, mata de igapó e mata de terra firme. Há também na Região Norte a presença de Cerrado no Tocantins e sul do Pará.

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Além disso, a região apresenta três unidades de relevo: planaltos, planícies e depressões. Prevalecem áreas de planície na região central e nas proximidades do leito do Rio Amazonas e seus principais afluentes, a Planície do Amazonas. No norte do Amazonas, Roraima e Amapá, há incidência maior de áreas de planaltos, como o Planalto das Guianas. No sul do Pará, Tocantins e Rondônia, prevalece o Planalto Central. Destacam-se as depressões da Amazônia Ocidental (oeste do Amazonas) e Sul-Amazônica (sul do Pará).

Sobre a hidrografia da região, sabemos que a principal bacia é a do Amazonas, que é a maior bacia hidrográfica do mundo. Ela está presente em todos os estados, exceto no leste do Pará e Tocantins, que são banhados pela Bacia do Rio Tocantins-Araguaia.

Economia da Região Norte

A economia da Região Norte baseia-se no extrativismo mineral e vegetal, agropecuária e indústria. Nos últimos anos, houve um avanço considerável das áreas de extração vegetal ilegal, principalmente no Amazonas, Pará e Rondônia.

Vista aérea da devastação no Parque Ambiental do Xingu – Amazônia.
Vista aérea da devastação no Parque Ambiental do Xingu – Amazônia.

Na extração mineral, destacamos a extração de diamante, ouro, ferro, estanho, alumínio, manganês e níquel. O estado do Pará é o grande destaque, pois apresenta vastas áreas de mineração. A agropecuária, por sua vez, avança à medida que o desmatamento cresce. Áreas de devastação dão lugar a novas culturas e propriedades de criação de bovinos. Destaca-se o cultivo de soja, café, cacau, arroz, mandioca e milho.

Quanto à atividade industrial, Manaus e Belém possuem os maiores e mais sofisticados parques industriais. A Zona Franca de Manaus reúne cerca de 500 indústrias diversificadas. O cenário industrial apresenta bastante crescimento nas últimas décadas devido à vasta mão de obra que se apresenta no local e matéria-prima abundante.

Veja também: Latifúndio – grande extensão de terra que contribui com o desmatamento da Amazônia

Demografia da Região Norte

Na Região Norte, assim como em toda a Amazônia legal, houve um avanço no crescimento das áreas urbanas e, consequentemente, do contingente populacional, em decorrência dos projetos de integração e exploração econômica implementados no final do século XX, como o polo industrial de Manaus. Tais fatores contribuíram para a ampliação do número de cidades e formação de novas vilas e povoados, que crescem aceleradamente no que tange à população total.

No censo demográfico de 2000, a população da Região Norte somava 12.893,561 milhões habitantes. Em um intervalo de tempo de 10 anos, esse número saltou para 15.864.454 milhões de habitantes. Metrópoles com Manaus e Belém foram responsáveis pelo acréscimo e atração populacional, pois são centros de fornecimento de produtos e serviços que não se encontram em outros lugares, além das políticas de incentivo à atividade industrial.

Nas últimas décadas, houve um significativo aumento das áreas urbanas e da população nas cidades. O censo do IBGE revelou que todos os estados apresentam população urbana superior à rural. O último censo revelou que há 11.664.509 milhões de habitantes em áreas urbanas e 4.199.945 milhões de habitantes em áreas rurais. Isso denota que 64% da população vive em áreas urbanas contra 36% em áreas rurais. Essa concentração ocorre principalmente nas capitais.

História da Região Norte

Vários eram os grupos indígenas que habitavam as terras correspondentes à atual Região Norte, no entanto isso foi mudando com a chegada dos europeus, que iniciaram a ocupação e exploração da área interessados nas riquezas do território. Houve várias expedições na busca pelas chamadas drogas do sertão (cravo, canela, pimenta, cacau, entre outra) e captura de indígenas.

No século XVIII, o Ciclo da Borracha tornou-se a principal atividade econômica, atraindo várias pessoas. A seringueira (árvore usada para a produção de borracha natural) adaptou-se bastante ao clima e às condições naturais da área, sendo responsável até o século XIX pela atividade econômica desse território.

Já do século do XX até os dias atuais, observa-se o desenvolvimento de outras atividades, como a extração da madeira, mineração e implantação da indústria, bem como o avanço da fronteira agrícola.

Acesse também: Biografia de Chico Mendes, um grande ativista das causas ambientais

Exercícios resolvidos

Questão 1 – (Unirio) Sobre a Zona Franca de Manaus, podemos afirmar corretamente que:

A) seu parque industrial é dominado principalmente por modernas indústrias têxteis e alimentícias.

B) seu projeto industrial tem como base a proteção tarifária e, em sua estrutura, dominam os capitais internacionais.

C) sua produção se destina basicamente a atender à demanda do mercado consumidor regional.

D) mesmo caracterizando-se como um polo industrial, a Zona Franca de Manaus não chegou a promover um processo de expansão urbana.

E) domina a utilização de matérias-primas regionais, atendendo às necessidades do mercado consumidor.

Resolução

Alternativa E. Cidades como Manaus (AM) e Belém (PA) recebem grandes indústrias na atualidade por apresentarem parques industriais diversificados, que atendem a demandas locais, regionais e nacionais, pois se integram a todos os mercados de consumo nesses níveis e contam com abundante matéria-prima, além de mão de obra, energia e transportes.

Questão 2 - (Unesp) O texto permite abordar aspectos fundamentais da atividade agrícola na Amazônia.

“Nas últimas quatro décadas, a demanda alimentar mundial quase triplicou, devido ao crescimento populacional e ao crescente enriquecimento. Essa demanda deslocou os agricultores para terrenos montanhosos e muitas vezes florestais. Sem o tempo necessário para construir os terraços tradicionais, os fazendeiros desmatam e aram terras íngremes, sabendo que elas terão de ser abandonadas em uma ou duas décadas devido à erosão. Da mesma forma, agricultores desesperados entram pelas florestas tropicais, como as da Amazônia, limpam a terra e a abandonam três ou cinco anos depois, quando as plantações esgotam o solo.” (PORRITT, J. Salve a Terra. 1991, p. 64)

Assinale a alternativa que contém esses aspectos.

A) Perda de terras agricultáveis, diminuição da fertilidade dos solos e expansão da fronteira agrícola.

B) Perda de terras agricultáveis, desmatamento e criação intensiva de gado bovino.

C) Diminuição da fertilidade dos solos, desmatamento e implantação de canais de drenagem.

D) Desmatamento, expansão da fronteira agrícola e implantação de técnicas de irrigação.

E) Perda de terras agricultáveis, poluição da água subterrânea e desmatamento.

Resolução

Alternativa A. Quando a terra não é utilizada de maneira correta na agricultura moderna, ela logo perde suas propriedades químicas e torna-se pobre, diminuindo a sua fertilidade e obrigando as práticas agrícolas a se deslocarem no espaço para encontrar novas áreas. 

Publicado por Gustavo Henrique Mendonça
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