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Caule

O caule é um órgão vegetal relacionado, dentre outras funções, à condução de substâncias e à sustentação de folhas, frutos e flores.
As árvores apresentam um tipo de caule chamado tronco, que se caracteriza por ser robusto e lenhoso.
As árvores apresentam um tipo de caule chamado tronco, que se caracteriza por ser robusto e lenhoso.

O caule é um órgão vegetal que se destaca pela presença de nós e entrenós e está relacionado a duas funções principais: condução e suporte. Os caules podem ainda apresentar algumas especializações, ajudando a planta, por exemplo, na fixação no substrato, na realização de fotossíntese e na proteção contra herbivoria. De maneira geral, podemos classificar os caules em três tipos principais: aéreos, subterrâneos e aquáticos.

Veja também: Tecidos vegetais — os tecidos que formam o corpo das plantas

Resumo sobre o caule

  • Os caules são órgãos vegetais relacionados a duas funções principais: sustentação e condução de substâncias.

  • Possuem nós e entrenós (ou internós).

  • A presença de gemas permite diferenciar caules e raízes.

  • A estrutura primária do caule, geralmente, apresenta quatro regiões de fora para dentro: epiderme, córtex, sistema vascular e medula.

  • Podemos classificar os caules em três tipos principais:

    • Subterrâneos: desenvolvem-se abaixo da superfície do solo.

    • Aéreos: localizam-se acima do solo e podem ser classificados em:

      • eretos: disputam a luz solar;

      • trepadores: necessitam de apoio;

      • rastejantes: ocupam rapidamente o solo.

    • Aquáticos: desenvolvem-se no meio aquático.

  • Gavinhas, espinhos, cladódios e filocládios são importantes especializações dos caules.

Videoaula sobre caule

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O que é caule?

O caule é um órgão vegetal relacionado, dentre outras funções, com a sustentação do corpo da planta e conexão entre raízes e folhas. Nesse órgão, é possível observar a presença de nós e entrenós. Os nós são os locais onde se posicionam as folhas e as gemas axilares. Já os entrenós, também conhecidos como internós, são os espaços entre um nó e outro.

A presença de gemas (regiões onde ficam os tecidos meristemáticos) é uma característica marcante nos caules, sendo uma forma de diferenciar esses órgãos das raízes. Na maior parte das vezes, as gemas estão presentes na axila das folhas ou no ápice caulinar:

  • as gemas presentes na axila das folhas recebem a denominação de gemas axilares ou laterais e podem dar origem a ramificações;

  • as gemas presentes no ápice caulinar são chamadas de gemas apicais ou terminais e contêm o meristema responsável pelo crescimento da planta em comprimento.

Ilustração da estrutura básica de um caule.
 Observe a estrutura básica de um caule.
  • Anatomia do caule: estruturas primária e secundária

A estrutura primária do caule, geralmente, apresenta quatro regiões de fora para dentro:

  • Epiderme: constitui o sistema de revestimento e destaca-se por ser um tecido vivo e, geralmente, uniestratificado.

  • Córtex: situa-se após a epiderme e, normalmente, inclui apenas tecido parenquimático. Em algumas situações, é possível observar a presença de colênquima e esclerênquima.

  • Sistema vascular: localiza-se após o córtex e é a região onde estão localizados o xilema e o floema primários.

    • Nas plantas eucotiledôneas, o sistema vascular pode se apresentar como um cilindro oco ou ainda estar organizado na forma de um anel de feixes concêntricos ao redor da medula.

    • Nas monocotiledôneas, por sua vez, os feixes aparecem dispersos no citoplasma. Cada feixe vascular é formado por xilema e floema primários, sendo o floema, em geral, observado mais externamente do que o xilema.

  • Medula: localiza-se mais internamente no caule. Essa parte central do caule é formada por tecido parenquimático. Nas monocotiledôneas, não é possível diferenciar córtex e medula, uma vez que os feixes aparecem dispersos no citoplasma.

O crescimento secundário, que as monocotiledôneas em sua maioria não apresentam, é responsável pelo crescimento em espessura e ocorre como consequência da ação de:

  • Câmbio: responsável por formar o xilema e floema secundários.

  • Felogênio: responsável por dar origem à periderme.

Acesse também: Tricomas — estruturas da epiderme vegetal

Funções do caule

O caule é um órgão presente nas plantas que conecta as raízes às folhas. Essa conexão é conseguida graças à presença de vasos condutores (xilema e floema) em seu interior, os quais são responsáveis pela condução de substâncias dentro do corpo do vegetal. O caule também suporta o corpo da planta e sustenta suas folhas, flores e frutos.

Ao sustentar as folhas, o caule faz com que essas estruturas recebam a quantidade de luz adequada de que precisam para a realização da fotossíntese. A sustentação das flores garante maior eficiência no processo de fecundação, enquanto a sustentação dos frutos permite melhor dispersão de sementes.

Não podemos nos esquecer que o caule, em várias espécies de plantas, assumem ainda outras funções, tais como:

  • a de órgãos de reserva;

  • a de fixação da planta ao suporte;

  • a de órgão responsável pela realização da fotossíntese.

No que diz respeito aos caules que atuam como órgãos de reserva, vale destacar que muitos deles são usados como alimentos pelo homem.

Importância do caule para os seres humanos

Muitas pessoas, ao falarem da importância dos vegetais para os seres humanos, lembram-se apenas dos frutos. Entretanto, os caules também são fundamentais.

A batata-inglesa, a cana-de-açúcar e o gengibre são apenas alguns exemplos de caules que podem estar presentes em nossa dieta. Além de servirem como alimento, os caules têm outras importâncias econômicas, como o seu uso para obtenção de madeira e de celulose.

  • A madeira proveniente dos caules pode ser usada na fabricação de casas e móveis.

  • A celulose é matéria-prima para a fabricação de papel.

Tipos de caule

Existem diferentes tipos de caule, os quais estabelecem diferentes funções para o vegetal. De maneira geral, assim como as raízes, podemos classificá-los em subterrâneos, aéreos e aquáticos. Essa classificação leva em consideração o ambiente em que ocorrem.

  • Caules subterrâneos

São aqueles que se desenvolvem abaixo da superfície do solo. Vejamos alguns exemplos a seguir.

 ▘Bulbo

Cebola roxa cortada ao meio ao lado de uma cebola inteira em um fundo branco.
 Na cebola, podemos observar um caule do tipo bulbo. Nesse tipo de caule, há o prato e os catafilos envolvendo-o.

O bulbo é uma estrutura complexa. O caule verdadeiro é uma estrutura reduzida e achatada denominada de prato. O prato é envolto por folhas modificadas e sem clorofila. Essas folhas, quando apresentam reservas, são chamadas de catafilos. Quando são secas, são denominadas escamas. O bulbo pode ser observado na cebola, no lírio e no alho.

 ▘Rizoma

Os rizomas são caules que, muitas vezes, são confundidos com raízes. Eles são espessos, ricos em reservas e contêm nós e entrenós bem definidos. Esses caules, geralmente, possuem um crescimento mais ou menos horizontal. Os rizomas podem ser observados no inhame, no gengibre e na bananeira.

Um gengibre cortado ao lado de gengibres inteiros sobre uma superfície de madeira.
O rizoma é um caule subterrâneo que pode ser observado no gengibre.

 ▘Tubérculo

Tubérculo é um caule subterrâneo que apresenta grande quantidade de reserva, sendo essa estrutura bastante intumescida. As principais reservas encontradas nesses tipos de caule são o amido e a inulina. Esses caules são capazes de originar novas plantas a partir de pequenas gemas presentes em sua superfície. A batata-inglesa é um tipo de tubérculo.

  • Caules aéreos

Os caules aéreos são aqueles que estão localizados acima do solo e podem ser classificados em eretos, trepadores e rastejantes.

 ▘Eretos

Os caules eretos são aqueles típicos de plantas que disputam a luz solar, sendo esse o caso de árvores presentes em florestas. Vejamos a seguir alguns exemplos.

  • Tronco: é um caule lenhoso, rígido e robusto que pode ser observado em árvores. Esse tipo de caule apresenta, geralmente, um eixo principal, e ramificações ficam concentradas em seu ápice.

  • Haste: é um caule flexível, verde, fotossintetizante e não lenhoso. É observado em plantas herbáceas e plantas jovens.

  • Estipe: é um caule robusto com cicatrizes foliares que evidenciam os nós e entrenós. As folhas estão concentradas no ápice do caule. O estipe é o caule típico das palmeiras.

  • Colmo: é um caule geralmente não ramificado que possui gomos bem definidos. Cana-de-açúcar e bambu apresentam caule do tipo colmo.

Pé de cana-de-açúcar.
O colmo pode ser observado na cana-de-açúcar.

Trepadores

Os caules trepadores, como o nome indica, utilizam suporte para se apoiarem, sendo alongados e flexíveis.

Rastejantes

Os caules rastejantes são observados, normalmente, em plantas que ocupam o solo rapidamente. Um tipo específico de caule rastejante é o chamado estolão, o qual é observado em plantas como o morangueiro. Nesse tipo de caule, observa-se o enraizamento na região dos nós.

  • Caules aquáticos

Os caules aquáticos são caules geralmente menos rígidos que os outros já citados. Por se desenvolverem na água, não apresentam a função de sustentação do vegetal. A elódea é um exemplo de planta que apresenta caule aquático.

Especializações dos caules

O caule contém diferentes especializações, que garantem, por exemplo, proteção ao vegetal, suporte e realização da fotossíntese. São especializações dos caules:

  • Espinhos

Os espinhos são estruturas pontiagudas que garantem proteção ao vegetal. Essas estruturas podem apresentar origem caulinar, entretanto, também há espinhos de origem foliar. O limoeiro é uma planta que apresenta espinho caulinar.

Leia também: Diferenças entre espinhos e acúleos

  • Gavinhas

As gavinhas, bem como os espinhos, também podem apresentar origem foliar ou caulinar. Essas estruturas são alongadas e se assemelham a uma pequena mola. As gavinhas ajudam na fixação da planta ao substrato. O maracujá e a uva são plantas que apresentam gavinhas com origem caulinar.

Gavinha de videira enrolada em um arame.
As gavinhas ajudam na fixação da planta ao substrato.
  • Cladódios

Os cladódios são tipos de caules de coloração verde que se destacam por serem organismos fotossintetizantes. Esse tipo de caule pode ser observado em cactos e apresenta crescimento contínuo.

  • Filocládios

Os filocládios são caules que possuem a função de realizar fotossíntese, assim como os cladódios, entretanto, diferenciam-se destes por apresentarem crescimento definido. Possuem um formato que lembra uma folha. Esse tipo de caule pode ser observado no aspargo.

Videoaula sobre as adaptações do caule

Publicado por Vanessa Sardinha dos Santos
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