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Arara

As araras são aves da família Psittacidae que se destacam por apresentarem coloração vibrante nas penas e uma cauda longa.
Araras são aves pertencentes à família Psittacidae.
Araras são aves pertencentes à família Psittacidae.

Araras são aves grandes que fazem parte da família Psittacidae e que apresentam penas com coloração vibrante. Nessa família, também estão incluídas outras espécies de aves conhecidas, tais como papagaios e periquitos. As araras são encontradas em diferentes regiões, ocorrendo principalmente em áreas tropicais. Destacam-se por serem as maiores aves da família Psittacidae. No Brasil, podem ser avistadas diferentes espécies de araras, como a arara-canindé e a arara-azul.

Leia também: Por que nem toda ave é um pássaro?

Resumo sobre araras

  • As araras estão incluídas na família Psittacidae, mesma família dos papagaios e periquitos.

  • A família Psittacidae é encontrada, principalmente, em regiões tropicais.

  • Aves da família Psittacidae apresentam bicos curvos e arredondados, os quais são adaptados à sua alimentação.

  • A maioria dos psitacídeos são monogâmicos e não apresentam dimorfismo sexual.

  • Araras são psitacídeos que se destacam por apresentarem penas de cores variadas e uma grande cauda.

  • São os maiores representantes da família Psittacidae.

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Família Psittacidae: a família das araras

Psittacidae é uma família de aves que apresenta alguns representantes bastante conhecidos, como papagaios, periquitos, maracanãs e as graciosas araras. São encontrados em variados biomas e prevalecem em regiões tropicais.

As aves dessa família possuem penas com cores vibrantes, cabeça larga e robusta e um bico curvo e arredondado. O bico desses animais destaca-se por ser extremamente forte, adaptado à sua alimentação, baseada no consumo de frutos e sementes.

Além disso, associada ao bico forte, essas aves possuem musculatura da mandíbula e da língua bem desenvolvida, o que garante ainda mais eficiência à sua alimentação. Os psitacídeos possuem pés curtos, os quais ajudam na sustentação de seus corpos e também na manipulação do alimento.

De maneira geral, os psitacídeos, com algumas exceções, são animais monogâmicos, ou seja, apresentam apenas um parceiro sexual durante sua vida. Eles fazem ninhos (nidificam) em cavidades, como frestas de rochas e partes ocas de árvores. O período de incubação dessas aves é variável. A maioria das espécies de psitacídeos não apresenta dimorfismo sexual, sendo o macho similar à fêmea.

Os psitacídeos sofrem com várias ameaças. A perda de habitat, por exemplo, é uma realidade cada vez mais frequente para várias espécies de animais, incluindo para estes. Além disso, eles sofrem com o tráfico de animais silvestres, uma vez que as aves dessa família apresentam plumagem com cores que atraem colecionadores, e algumas espécies são capazes até mesmo de reproduzir a fala humana, como os papagaios.

Dentre todas as famílias de aves, a família Psittacidae é a que apresenta o maior número de espécies ameaçadas. De acordo com o Instituto Arara Azul, 16 espécies de Psittacidae estão vulneráveis ou ameaçadas de extinção no Brasil.

Características das araras

  • São psitacídeos que se destacam por apresentarem penas de cores variadas e uma grande cauda.

  • São os maiores representantes da família Psittacidae, com indivíduos que podem pesar cerca de 1,5 kg e mais de 80 cm de comprimento.

  • São encontradas aos pares ou formando grandes grupos.

  • São capazes de se comunicar, podendo emitir sons altos que podem ser ouvidos a longa distância.

  • São aptas a viver até 80 anos em cativeiros.

Veja também: Corujas — aves predadoras de hábito noturno

Araras brasileiras

O Brasil é um país que se destaca pela grande quantidade de representantes da família Psittacidae. No que diz respeito às araras, são encontradas 13 espécies no território brasileiro. As araras brasileiras são: Anodorhynchus hyacinthinus, Anodorhynchus leari, Anodorhynchus glaucus, Cyanopsitta spixii, Ara ararauna, Ara chloropterus, Ara macao, Ara severus, Orthopsittaca manilata, Primolius maracana, Primolius auricollis, Primolius couloni e Diopsittaca nobilis.

Espécies de araras

Como vimos anteriormente, existem diferentes espécies de araras. Vamos saber mais sobre algumas delas:

  • Arara-canindé (Ara ararauna)

Arara-canindé, com dorso composto por penas azuis e ventre amarelo.
A arara-canindé é uma espécie de arara que apresenta dorso com penas azuis e ventre amarelo.

A arara-canindé é uma espécie de arara que apresenta dorso com penas azuis, ventre amarelo-dourado e uma coroa verde. Na região da sua garganta, são observadas penas negras. A parte ao redor dos olhos é nua e possui linhas formadas por pequenas penas. Essas araras podem medir cerca de 80 cm.

Se trata de uma ave monogâmica que pode ser encontrada em pares ou formando grandes grupos. Coloca seus ovos em troncos ocos de árvores e também em cavidades de paredões rochosos. Se alimentam de sementes e frutos, tais como jatobá, pequi e cumbaru.

Apresenta distribuição geográfica que vai desde o Panamá até a região Sudeste do Brasil. É observada na copa de florestas de galeria, buritizais, babaçuzais e interior e bordas de florestas altas.

Atualmente, a espécie está classificada como “pouco preocupante”, de acordo com a União Internacional Para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), e a tendência atual da população é de decréscimo.

Acesse também: Como funciona a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN?

  • Arara-vermelha (Ara chloropterus)

 Arara-vermelha em um galho.
 A arara-vemelha apresenta corpo recoberto de penas predominantemente vermelhas.

Também chamada de arara-vermelha-grande, a arara-vermelha apresenta a maior parte de seu corpo recoberto por penas de cor vermelha. Nas asas, é possível observar a presença de penas verdes e azuis. Na região da cauda, há coloração azul. Na sua face, é possível perceber delicadas linhas formadas por penas pequenas e vermelhas.

Em relação a seu território, nacionalmente a arara-vermelha é encontrada, em especial, na região central e na Amazônia. Alimenta-se de frutos e sementes, os quais variam de uma região para outra. Alguns frutos que fazem parte da sua dieta são a manga, o tamarindo, o jacarandá e o ingá. Essas aves podem nidificar em grutas e ocos de árvores. Em algumas situações, utilizam os mesmos ninhos das araras-azuis.

Atualmente, a espécie está classificada como “pouco preocupante”, de acordo com a IUCN, e a tendência atual da população é de decréscimo.

  • Arara-azul (Anodorhynchus hyacinthinus)

Casal de araras-azuis em um galho.
A arara-azul apresenta como característica marcante a coloração azul e detalhe amarelo ao redor dos olhos e da mandíbula.

Também conhecida como arara-azul-grande, a arara-azul destaca-se por ser a maior espécie de psitacídeo do mundo, com cerca de 1 metro de comprimento. A sua plumagem apresenta cor azul-cobalto, e ao redor dos olhos a coloração é amarela intensa, bem como nas pálpebras e pele nua ao redor da mandíbula. A língua dessas araras apresenta faixa amarela nas laterais.

Elas consomem, basicamente, sementes de palmeiras. Apesar dessas sementes serem bastante resistentes, o bico dessas aves é altamente potente e quebra as sementes com facilidade. Essas araras, geralmente, alimentam-se em grupo.

Atualmente, a espécie está classificada como “vulnerável”, de acordo com a IUCN, e a tendência atual da população é de decréscimo. Para saber mais sobre essa espécie, leia: Arara-azul.

  • Ararinha-azul (Cyanopsitta spixii)

Ararinha-azul se alimentando.
A ararinha-azul está extinta da natureza.

A ararinha-azul é um animal, atualmente, extinto da natureza, possuindo representantes apenas em cativeiro. A destruição de habitat e a captura ilegal desses animais fez com que essa ave desaparecesse de seu ambiente natural. A espécie destaca-se por apresentar um tamanho mediano, com comprimento compreendido entre 55 e 57 cm. O peso pode atingir cerca de 410 gramas.

Apresenta coloração azul predominante, sendo a região ventral mais clara. A cabeça e pescoço apresentam coloração azul-acinzentada. As ararinhas se alimentam de sementes, flores, frutos e seiva. A espécie ocorria na região da Caatinga do Nordeste brasileiro. Um programa de reintrodução está sendo desenvolvido para que o animal possa viver novamente na natureza.

Videoaula sobre aves

Publicado por Vanessa Sardinha dos Santos

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