7 de setembro — Dia da Independência do Brasil

O Dia da Independência do Brasil é comemorado, todos os anos, no 7 de setembro, sendo o dia em que o Brasil finalizou os laços coloniais com Portugal. A data é feriado nacional em nosso país, sendo o momento que celebra e homenageia esse acontecimento por meio de eventos cívicos, como os desfiles.

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O processo de Independência do Brasil teve como grande personagem Pedro de Alcântara, figura que anunciou nossa separação de Portugal em 7 de setembro de 1822. A independência aconteceu como reflexo direto da tentativa da burguesia portuguesa de recolonizar o Brasil e de reverter os avanços que tinham acontecido no país — principalmente nas questões econômicas — durante o Período Joanino.

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Resumo sobre o Dia da Independência do Brasil

  • O 7 de setembro é marcado como o Dia da Independência do Brasil.
  • É feriado nacional e marcado por eventos que celebram a Independência do Brasil.
  • A Independência do Brasil foi realizada, em 7 de setembro de 1822, por meio de um anúncio de Pedro de Alcântara, então regente do país.
  • A independência foi fruto do afastamento que ocorreu entre Brasil e Portugal logo após a Revolução Liberal do Porto.
  • Para celebrar a independência, foi criado o Hino da Independência do Brasil, que conta com melodia de Dom Pedro I.

Que dia é comemorado o Dia da Independência do Brasil?

Bandeira do Brasil ao lado do escrito “Feliz Dia da Independência do Brasil — 07 de setembro”.
O Dia da Independência do Brasil é celebrado em 7 de setembro.

O Dia da Independência do Brasil é uma data comemorativa que celebra o marco que estabeleceu a Independência do Brasil, sendo celebrado em 7 de setembro, quando, em 1822, Pedro de Alcântara, então regente do Brasil, realizou o Grito do Ipiranga, anunciado a separação brasileura de Portugal.

Esse evento teria ocorrido quando o regente estava em viagem para São Paulo, em 7 de setembro de 1822. O Grito do Ipiranga foi resultado da quebra de relações completas entre Brasil e Portugal e foi o evento que marcou a separação oficial entre as duas nações, embora Portugal só tenha reconhecido a independência brasileira em 1825.

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Dia da Independência do Brasil é considerado feriado?

Sim, o Dia da Independência do Brasil é considerado feriado nacional. A data foi consolidada dessa forma pela Lei nº 10.607/2002, que estabelece os feriados nacionais em vigor no Brasil. Entretanto, essa não foi a primeira lei brasileira que estabeleceu o 7 de setembro como feriado nacional.

A primeira vez que isso aconteceu foi com a Lei nº 662/1949, decretada durante o governo de Eurico Gaspar Dutra. Desde então, o 7 de setembro permanece como uma importante data cívica no Brasil e como um feriado para celebração desse importante evento de nossa história. É bastante comum que o feriado seja utilizado para eventos cívicos, com desfiles que homenageiam a data.

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Processo de Independência do Brasil

Pintura de parte importante da Independência do Brasil, celebrada em 7 de setembro (Dia da Independência do Brasil).
Foi o anúncio de Dom Pedro, em 7 de setembro de 1822, que serviu de marco para a Independência do Brasil.

A Independência do Brasil ocorreu em 7 de setembro de 1822. As causas que a explicam estão diretamente relacionadas com o Período Joanino e com a transferência da Corte portuguesa para o Brasil, na virada de 1807 para 1808. A transferência foi decorrência da invasão de Portugal pelas tropas napoleônicas, em represália aos portugueses não terem aderido ao Bloqueio Continental.

Com a chegada da família real portuguesa ao Brasil, uma série de mudanças aconteceram no país, como abertura dos portos e autorização dos comerciantes para negociarem com os ingleses; instalação de bibliotecas e museus como forma de incentivo à cultura; desenvolvimento de uma pequena imprensa etc.

Essas e outras mudanças resultaram, em pouco tempo, no aumento populacional da cidade do Rio de Janeiro e em um maior desenvolvimento econômico, principalmente dos comerciantes, que passaram a negociar com os ingleses com base nos Tratados de Comércio e Navegação de 1810.

Por fim, o grande marco que tornou clara a nova condição do Brasil aconteceu em 1815, quando o rei Dom João VI elevou o país à condição de reino, o que significou que o território deixava de ser uma colônia.

Dentro desse cenário, o domínio dos portugueses sobre o Brasil parecia estabilizado, com exceção do caso da Revolução Pernambucana de 1817. A nova condição do Brasil, no entanto, não agradava aos portugueses, sobretudo porque Portugal vivia uma crise interna (política e econômica) muito grande e que estava relacionada, principalmente, com a ausência do rei e com a liberdade econômica que havia sido dada ao Brasil.

A reação portuguesa à crise que havia atingido o país provocou a Revolução Liberal do Porto, que eclodiu em 1820. Nesse momento, a questão “independentista” estava sob controle, desde a derrota do movimento rebelde de Pernambuco. A Revolução Liberal do Porto foi organizada pela burguesia portuguesa, que se baseava nos ideais liberais.

Os portugueses formaram em Portugal uma espécie de Assembleia Nacional, nomeada Cortes Gerais, que tinha como grande objetivo enfrentar a crise econômica que afetava o país. As Cortes passaram a exigir duas coisas de imediato: o retorno de Dom João VI a Lisboa e o rebaixamento do Brasil à condição de colônia.

No Rio de Janeiro, principalmente, houve grande insatisfação, sobretudo com as tentativas dos portugueses de revogarem o tratado de 1810 com os ingleses. Além disso, é claro, houve insatisfação com a iniciativa portuguesa de rebaixar o Brasil à condição de colônia novamente.

O rei Dom João VI ficou dividido se retornaria ou não a Portugal, mas a ameaça a seu trono pelas Cortes fê-lo retornar para Lisboa em abril de 1821, com cerca de quatro mil pessoas e um grande volume de ouro e de diamantes extraídos daqui. Seu filho, no entanto, permaneceu com um conselho de seu pai: “Pedro, se o Brasil se separar, antes seja para ti, que me hás respeitar, do que para algum desses aventureiros”.|1| A partir desse momento, iniciou-se a regência de Pedro de Alcântara no Brasil.

Durante a regência de Dom Pedro no Brasil, as Cortes portuguesas continuavam a tomar medidas que aumentavam a insatisfação dos brasileiros com Portugal. Destacam-se aqui os decretos das Cortes que estipulavam: a remoção e transferência para Portugal das principais instituições administrativas que haviam sido instaladas aqui por Dom João VI; o envio de novas tropas portuguesas ao Rio de Janeiro; e, o mais grave de todos, a exigência do retorno imediato para Lisboa do príncipe regente Dom Pedro.

Esses decretos, somados à intransigência das Cortes durante as negociações e ao tratamento inadequado dado aos brasileiros (os relatos contam sobre o uso de termos desdenhosos por parte dos colonizadores), reforçaram a tendência do Brasil à separação, isto é, a sua independência. Surgiu, a partir daí, todo um movimento formado pela elite brasileira para que Dom Pedro permanecesse aqui.

Esse movimento resultou, em 9 de janeiro de 1822, no Dia do Fico. Nesse dia, durante uma audiência do Senado, Dom Pedro teria dito as seguintes palavras: “Como é para bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto; diga ao povo que fico.”|2| Mesmo com a intensidade dessas palavras, os historiadores afirmam que ainda havia uma vontade em muitos de que o Brasil mantivesse vínculo com Portugal.

A sequência de acontecimentos foi levando o Brasil ao caminho da ruptura, ou seja, da independência. Durante todo esse processo, duas pessoas tiveram papel-chave na liderança exercida por Dom Pedro no nosso processo de independência: sua esposa, Maria Leopoldina, e José Bonifácio de Andrada e Silva.

Em maio de 1822, foi decretada uma ordem, conhecida como “Cumpra-se”, que determinava que todas as ordens emitidas em Portugal só teriam validade no Brasil se fossem legitimadas pelo príncipe regente. Em junho de 1822, foi decretada a convocação para a formação de uma Assembleia Constituinte no Brasil. Essas duas medidas reforçaram a visão de que Dom Pedro tinha apoio interno suficiente para desafiar as Cortes portuguesas.

A postura das Cortes portugueses permaneceu irreconciliável e intolerante com os interesses brasileiros. No dia 28 de agosto, novas ordens de Lisboa chegaram ao país: Dom Pedro deveria retornar imediatamente a Portugal, os privilégios da abertura do país seriam revogados e os ministros de Dom Pedro, presos por traição.

A ordem convenceu Maria Leopoldina de que a ruptura entre Brasil e Portugal deveria acontecer de imediato e, em 2 de setembro, ela assinou o decreto de independência para, logo em seguida, despachá-lo com urgência para Dom Pedro, que estava em viagem a São Paulo. O príncipe regente foi alcançado no dia 7 de setembro, às margens do Rio Ipiranga.

Dom Pedro recebeu as mensagens, atualizou-se das ordens vindas de Portugal e declarou a Independência do Brasil. Esse foi considerado o marco da nossa independência. A partir desse momento, o Brasil seria organizado como uma monarquia e procuraria reconhecimento internacional.

Acesse também: Independência do Brasil — mais detalhes sobre esse importante acontecimento histórico

Hino da Independência do Brasil

A independência foi um momento importante da história brasileira e, por isso, foi criada uma canção para celebrá-la e homenageá-la. Essa canção é conhecida como Hino da Independência do Brasil, com letra de Evaristo Ferreira da Veiga e melodia do próprio Dom Pedro I.

Vejamos a letra do Hino da Independência do Brasil:

Já podeis da Pátria filhos,
Ver contente a mãe gentil;
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil
Já raiou a liberdade,
Já raiou a liberdade,
No horizonte do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil…
Houve mão mais poderosa…
Zombou deles o Brasil;
Houve mão mais poderosa
Houve mão mais poderosa
Zombou deles o Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Não temeis ímpias falanges
Que apresentam face hostil;
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil;
Vossos peitos, vossos braços
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Parabéns, ó! brasileiros!
Já, com garbo varonil,
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil
Do universo entre as nações
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá… temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Frases para o Dia da Independência do Brasil

  • Neste 7 de setembro, celebre a história e conquista do nosso país.
  • No Dia da Independência do Brasil, celebramos a liberdade e a força do nosso povo.
  • Celebrar a Independência do Brasil é valorizar nossa história e reforçar nosso patriotismo.
  • Viva o 7 de setembro e a Independência do Brasil!
  • 7 de setembro: o grito que ecoa até hoje.
  • Que o Dia da Independência do Brasil inspire coragem e cidadania em cada coração.
  • Dia da Independência do Brasil, momento de celebrar nossa soberania e união.
  • 7 de setembro: celebramos nossa liberdade e renovamos nosso amor pela pátria.
  • Independência é mais que um grito, é compromisso com um Brasil livre e justo.
  • Dia da Independência do Brasil: orgulho de nossa história, compromisso com nosso futuro.

Notas

|1| SCHWARCZ, Lilia Moritz e STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015, p. 207.

|2| SCHWARCZ, Lilia Moritz e STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015, p. 212.

Fontes

FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 2013.

SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

Escritor do artigo
Escrito por: Daniel Neves Silva Formado em História pela Universidade Estadual de Goiás (UEG) e especialista em História e Narrativas Audiovisuais pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Atua como professor de História desde 2010.

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